02/07/2015 às 18h10min - Atualizada em 02/07/2015 às 18h10min

Tiago Oliveira

Jornalista, Assessor de Comunicação e Escritor

Thiago Santos

 Thiago Santos: Quem é o ser humano Tiago Oliveira?

 Tiago Oliveira: É uma pessoa normal, comum. Um ser humano como qualquer outro, como o leitor ou o entrevistador. Alguém com muitos defeitos e algumas qualidades. Que escolheu se despir de julgamentos e que evita, ao máximo, magoar outras pessoas. Já sofri bulling na escola, nunca fui alguém muito popular, sofro quando estou sem dinheiro e pulo de alegria quando sobra algo no fim do mês. Sou a extensão de uma família LINDA, que me orgulha muito e que faço questão de citar que sou que sou, por causa deles. Pai, Mãe, irmão e, sobretudo, minha esposa Fernanda e meu pequeno guri João Guilherme.

 

 Lhe convido para que olhe em direção ao passado e compartilhe conosco o momento em que a arte te conquistou!!!

 Acho que sempre quis ser orador, sempre achei (não diferente de nenhuma outra pessoa) que tenha algo a acrescentar, que podia ajudar a mudar algo, nem que seja o instante em que a pessoa se dispõe a ler, essa entrevista, por exemplo, ao invés de estar fazendo qualquer outra coisa. Por perceber que eu tinha opinião e, sem muitas pretensões de ser lido, comecei a escrever textos no meu blog: tiagondeoliveira.wordpress.com. Assim iniciei meus passos como escritor, por que não?

 O livro Utópica surgiu em outro contexto. Já tinha algum hábito de escrita e passei a me sentir muito incomodado com as manifestações de ódio pós-eleição presidencial. Incomodado. Não por concordar, ou deixar de concordar, com os temas. Acredito que política tem, sim, que ser debatida em praça pública, mas as pessoas internalizavam divergências e disseminavam ódio.

 Resolvi escrever um post para o blog, falando de uma terra Utópica, onde não existiriam julgamentos precipitados, ódio, corrupção. Quis no texto mostrar que essa mensagem de Utopia, que eu tentava passar, nada mais era que um pouco do que muitos disseram antes de mim. Uma mensagem de Amor fraternal, que na verdade sofremos uma espécie de falta de amor a raça humana, ao próximo.

 Bem ... o que era um texto virou um livro. Não um livro grande, mas um livro com tamanho e vocabulário direcionado a quem vai assumir a condução de tudo, aos jovens. Quem sabe, Utópica pode ajudar a próxima geração a pensar melhor sobre o ser humano.

 

 Plantar uma árvore em demonstração de respeito para consigo mesmo e também para com o próximo, lhe proporcionou quais aprendizados?

 Não sou exatamente uma pessoa hipersensível, às vezes as pessoas acham que meu discurso é muito bonzinho, não vou dizer que nunca matei formigas, mosquitos e besouros, que não como carne (muito pelo contrário, adoro), ou coisas parecidas. Entretanto respeito à vida. Uma arvore é uma vida que, provavelmente, irá durar mais do que você. Acredito que plantar uma arvore é se sentir um pouco Pai. Não deixa de ser, quando feito de boa vontade, um sentimento de felicidade se considerarmos que a felicidade é um momento que você quer que dure mais.

 

 Por quais vias pode-se chegar ao profissionalismo criativo?

 Criatividade é o oposto a apatia. Não sou um profissional apático, sou alguém que busca fazer algo por alguma coisa, seja escrevendo um livro, proporcionando momentos felizes para as pessoas que gosto, buscando alternativas e meios eficazes de encontrar o sucesso de uma ação de comunicação, de uma estratégia, ou de alguma tarefa a que tenha sido designada.

 O que quis dizer, considerando que estamos sendo sempre observados é que sou inquieto, devoro problemas, me motiva simplificar coisas complicadas. Se alguém estiver procurando um profissional assim, podemos conversar. Risos.

 

 Sua graça é jornalista?

 Costumo dizer que sou jornalista de oficio. Sou legalmente autorizado para atuar como jornalista (registro profissional), mas não sou graduado em Jornalismo.

 

 Também Assessor de Comunicação?

 Dentro das diversas áreas de atuação que um jornalista pode exercer, hoje, estou assessor de comunicação social de um órgão do Poder Judiciário Federal.

 

 O que um amante da escrita sente ao ter em mãos sua própria obra literária?

 Utópica ainda está com a editora, então, esse prazer ainda não tive, mas acredito que não seja diferente de ver a arvore que você plantou grande, bela e frondosa. Uma sensação de orgulho, daqueles orgulhos saudáveis, não daqueles que entorpecem e nos tornam arrogantes.

 

 Qual há grande finalidade e objetivo de “Utópica”?

 Acredito que seja a de repetir uma mensagem que não vem sido repetida, que temos uma missão apenas, a de viver de forma plena e feliz. Para isso temos que, necessariamente, perceber o outro e entender que a felicidade não é algo que podemos ter sozinhos, ela é algo que quanto mais distribuímos mais temos. Por isso que é tão importante se despir de ódio, de negatividade. Nossa vida vai ser melhor quando percebemos que juntos podemos viver melhor, trabalhar menos horas, dividir melhor as atividades, compartilhar amarguras, ajudar ao próximo.

 Pare e pense, quando foi a ultima vez que visitou alguém para ajudar a lavar os pratos, ou limpar a casa. Alguém já fez isso com você? Não é difícil ajudar a simplificar a vida de outra pessoa, só precisamos começar.

 

 O viver do personagem central (“Terráqueo”) tem algum fundamento na própria humanidade?

 Ele é eu e você, pode ser qualquer um de nós. Utópica é um livro pra ser lido duas, três vezes. Acredito que vai perceber detalhes e nuances a cada leitura. O objetivo é, através de uma história emocionante, trazer um pouco da minha forma de pensar um mundo melhor e partindo do meu posto de vista, ajudar o leitor a criar sua própria sociedade Utópica.

 

 Como seus amigos leitores reagiram ao concluírem a leitura de sua obra?

 Vou deixar que eles falem por si mesmo:

 “Fantástico!!! Adorei. Muito interessante a mistura de narração, surrealismo com os problemas que temos no nosso planeta. Acho que no fundo, todo nós uma hora ou outra iríamos querer viver em utópica.” Ana Caroline Souza

 “Quase me tornei uma personagem. História envolvente e muito reflexiva, daqueles livros que você não consegue parar de ler, que fica triste porque acabou.” Fernanda Brunetto

 “Um livro que te guia para o mundo real e o sonho. Algo concreto e abstrato. Fazendo com que a maior questão para mim era de aceitar o mundo de Utópica, sem duvidar dele " Camila Tebom, Blog Livros Imaginários

 “Um mundo maravilhoso, desejo de muitos filósofos, idealizadores e de milhões de terráqueos descontentes e sofredores com as mazelas dos poderes que vão de encontro a Mao Tsé, Sócrates, Confúcio e do grande Jesus Cristo.” Itamar Cauby Pereira Souto

 “O tema acerca de meio ambiente, política e filosofia é muito rico para trabalhar na sala de aula e a modelagem é muito interessante.” Michele Oliveira

 

 Para finalizar nos fale dos seus projetos atuais e futuro!

 Utópica vai ser lançado pela Editora Tribo das Letras, Selo Métrica, em setembro na Bienal do Livro. Pra ser mais especifico dia 05/09 às 20h no stand da editora. Queria aproveitar pra fazer um convite aos seus leitores cariocas, como vou ser um estrangeiro, naquelas paragens, toda presença vai ser valida e vai ajudar a encher o coração desse escritor de felicidade.

 Utópica tem uma continuação, que está em fase de pesquisa e acredito que vai ser lançada em 2016 e estou escrevendo um romance policial, que busca homenagear meu filho, minha esposa e amigos e que passaram por minha vida.

 Por hora é isso, estou, principalmente, aguardando os frutos de Utópica, espero que ele traga novas oportunidades e que ajude a abrir portas. A ser ouvido.

 Aproveito o espaço para deixar meus contatos:

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 Agradeço de coração pela oportunidade e pela atenção dos seus leitores, espero ter sido útil, de alguma forma.

 

 

 

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