12/06/2015 às 13h57min - Atualizada em 12/06/2015 às 13h57min

Flavio Kenna

Ator, Professor, Produtor e Escritor; não estará limitado o ser humano se após olhar-se no “espelho”, compreender o real significado de sua natureza, infinita em criatividade

Thiago Santos

 Quem é o ser humano Flávio Kenna?

 Um batalhador, uma pessoa que não suporta rótulos; para mim as pessoas não são brancas, pretas, amarelas, cor-de-rosa, roxo, etc. elas todas seres humanos.    

 

 O que lhe foi importante ou inspirador para que  escolhesse  trilhar por este caminho fantástico?

 Tudo já nasceu comigo. Desde criança bem pequena eu já fazia brincadeiras dramáticas. Claro que depois vieram algumas influências como Fernanda Montenegro, Chaplin, Paulo Autran, e outros.

 

 Emoções sentidas ao se deparar com sua primeira personagem e a conclusão da apresentação em meio aos aplausos?

 Estava participando de um festival estudantil em Campinas, quando pisei no palco, pensei que não fosse conseguir ficar em pé de tanto que tremia, mas, segundos depois, me entreguei à magia da interpretação.

 

 

 

 

 Ao atuar na obra “A Utopia” sua personagem lhe mostrou algo que beire a possibilidade de um mundo melhor?

 Esse espetáculo foi muito especial, primeiro porque auxiliei o grande ator e diretor Ênio Gonçalves, e, segundo, porque é um texto forte e que desperta reflexão. Minha personagem era completamente avesso à utopia pregada pelo protagonista, como se tratava de uma adaptação do livro, foi acrescentado um personagem que simbolizava o poder, e eu era seu “capacho”.     

 

 Quais os desafios existentes na arte da interpretação diante espetáculos infantis?

 O grande desafio é que a criança é sempre muito espontânea em suas atitudes. São cinquenta minutos durante os quais você não pode, em hipótese alguma, perder a atenção das crianças, sob pena de ter o espetáculo finalizado naquela fração de segundos. Eu escrevi vários textos infantis, dirigi e produzi muitos deles, os mais marcantes foram “Tesouro de Índio” , “Castelo de Pedra” e “O Castelo dos Sonhos”, com os quais trabalhava no projeto teatro-escola, ainda em Campinas.

 

 

     

 

 

 Um momento ou momentos já vividos  no tocante aos aplausos vindos dos expectadores que lhe soaram como sinônimo de compensação em alegria quanto aos seus esforços?

 Na estréia do espetáculo 1980 por/hora, que escrevi, dirigi e produzi para comemorar meus 25 anos de carreira em 2010.

 

 Autor de mais de dez espetáculos adultos e infantis, todos produzidos?

 Quase todos.

 

 

 

 

 Qual a sensação em se ver numa tela de TV?

 No início um pouco estranho. Eu sempre fui muito crítico de mim mesmo, por isso  primeira impressão de quando me vi pela primeira vez na tela não foi muito boa. Teatro e TV são duas linguagens muito distintas, tenho mais experiência de palco do que de vídeo, talvez seja por isso. Mas agora já estou mais acostumado.  

 

 E ensinar aquilo que o todo de seu ser viveu  e vive em alegria no quesito atuação?

 É uma experiência única você poder, através de sua vivência, despertar o interesse nas pessoas de querer tomar para si aquela mesma emoção que está dentro de você e emana dos poros.  

 

 Professor especializado no método Stanislavski de interpretação?

 Sim. Eu sempre fui um ator extremamente dramático e que sente na própria pele os sofrimentos, as angústias e inquietações da personagem, e Stanislavski é isso.

 

 

 

 

 Sua graça também é escritor e numa obra digamos, uma demonstração de amor entre o ser humano(você) para com um ser animal?

 Sim, a idéia surgiu quando perdemos um gato que revolucionou as nossas vidas de todas as formas; não poderíamos deixar que ele passasse despercebido.

 

 Tendo como pano de fundo as peraltices por parte do "Bimbo" cite uma que tocou sua alma ao ponto de proporcionar importantes lições para sua própria vida!

 Sempre moramos em apartamento, em 2006 nos mudamos para uma casa. O “Bimbo”  passou a se sentir mais livre e dava uns passeios pelos telhados, como nunca fizera antes. Um dia, ele não voltou e só fomos conseguir encontrá-lo no dia seguinte preso entre o telhado e a laje de uma casa vizinha. Naquele dia percebemos o quão frágil ele era, e que precisava de nós, mas, por outro lado também percebemos o tamanho do amor que tínhamos por ele, e, o quanto precisávamos dele também, pois aquela noite foi tão angustiante que parece ter sido a mais longa das nossas vidas.

 

 

 

 

 Para finalizar nos fale dos seus projetos atuais e futuro!

 Atualmente estou com um projeto de minissérie aguardando para ser aprovado pelas leis de incentivo. Aguardando também  aprovação de lei para continuar com o espetáculo que eu escrevi e dirigi ano passado “A Última Primavera”.

 

 

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