27/03/2012 às 22h58min - Atualizada em 05/05/2012 às 22h58min

Rede Globo aposta em novo estilo com "Avenida Brasil"

Logo na estreia, dá para notar que “Avenida Brasil” trilha um caminho oposto de “Fina Estampa”.

Fabio Maksymczuk

Olá, internautas

Na última segunda-feira (26/03), a Rede Globo estreou “Avenida Brasil”, nova novela das nove assinada por João Emanuel Carneiro com direção de núcleo de Ricardo Waddington. O autor é o mais talentoso da nova geração no Brasil. “Da Cor do Pecado” e “Cobras & Lagartos” conquistaram uma legião de fãs na faixa das 19 horas. Em 2008, a emissora apostou no escritor para rejuvenescer o elenco de dramaturgos no horário mais nobre da TV brasileira. “A Favorita” começou mal das pernas nos índices de audiência.

Na época, a Record estava com bom fôlego com a saga de “Caminhos do Coração”. O primeiro capítulo da trama de Flora e Donatela registrou o mais baixo índice de audiência dentre as chamadas “novela das oito”: 36 pontos. Agora, em 2012, Carneiro aposta em “Avenida Brasil” que iniciou com 37 pontos de média. O pontapé inicial da antecessora “Fina Estampa” marcou 41 pontos de média.

Logo na estreia, dá para notar que “Avenida Brasil” trilha um caminho oposto de “Fina Estampa”. Enquanto a novela de Aguinaldo Silva trazia “mais sol”, a história de João Emanuel é mais “soturna”. A qualidade de imagem remete às produções da faixa das 18 horas. Tem um quê de “cinema”. O primeiro capítulo de “Avenida Brasil”  teve ares de cinema.  No momento final do episódio, o autor conseguiu cruzar as duas histórias que corriam em paralelo, Genésio (Tony Ramos)/Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício). Interessante. Bom arremate final.

A nova aposta da Rede Globo iniciou em 1999. Nesse ano, a emissora exibiu uma das piores novelas das oito de todos os tempos, “Suave Veneno”. Nessa trama, havia, por coincidência, um jogador de futebol, Renildo, interpretado por Rodrigo Faro. Atleta do Flamengo, igual ao Tufão.

O telespectador sentiu um forte contraste entre a história que estava sendo exibida, “Fina Estampa”, e a atual “Avenida Brasil”. O público que rejeitava a saga da Pereirão deve voltar a sintonizar o canal platinado. Já quem gosta de uma novela com uma “pegada mais popular”, terá que ser seduzido pelo folhetim que será retratado nesses mais de sete meses. Isso aconteceu em “A Favorita” e deve voltar a se repetir em “Avenida Brasil”. A Record, ciente da situação, já escalou a reprise de “Vidas Opostas” para tentar capturar esse telespectador. 

Fabio Maksymczuk

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