10/09/2018 às 00h26min - Atualizada em 10/09/2018 às 00h26min

Centro de Memória Bunge é exemplo em zelo de seu patrimônio e história

Renato Galvão
Divulgação
Após o incêndio absurdo que tomou conta do Museu Nacional/UFRJ, nos últimos dias na capital fluminense, outras entidades estão atentas a seu rico e histórico acervo. Exemplo disso, é o Centro de Memória Bunge (CMB), um dos mais ricos acervos da memória empresarial do Brasil, e também altamente cuidado. "Além de ter uma equipe especializada, formada por arquivistas, historiadores e outros profissionais, existem processos específicos para proteger e preservar cada tipo de documento, especialmente o acervo filmográfico, que é inflamável e pode se perder com o tempo por processos de degradação como a 'síndrome do vinagre', expressão utilizada entre os arquivistas para definir a reação química em filmes em ambientes sem condições adequadas", explica Viviane Lima de Morais, historiadora do CMB.

Ao todo o CMB conta com 1,5 milhão de itens, divididos entre textos, documentos, iconográficos e áudiovisuais, que marcam o processo de industrialização do Brasil, desde o século XIX, além de temas como propaganda, navegação e o agronegócio do país. Vários arquivos são digitalizados e possuem versão mock-up, contando com limpeza específica conforme cada material.

"No caso de acervos de memória empresarial, além de preservar, é importante conscientizarmos os colaboradores sobre a importância histórica do que produzem no dia a dia e estabelecermos um sistema de mapeamento e transferência da documentação. No caso do Museu Nacional, além de investir na proteção do patrimônio histórico, é importante estabelecer uma política que conscientize a população e as instituições de fomento sobre a inadiável preservação da memória cultural", ressalta Viviane. Conheça a instituição pelo site www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/.
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