17/01/2023 às 17h18min - Atualizada em 18/01/2023 às 00h04min

João e César

Um estudo de caso que vai encher seus olhos de lágrimas e mostrar aos meios científicos que realmente os animais são anjos e que eles têm uma história de vida, uma missão a cumprir junto com o humano que eles vieram encontrar na Terra.

SALA DA NOTÍCIA Erasmo Francisco De Oliveira
https://animaissaoanjos.wordpress.com/
(Não é a foto dos gatos da matéria, quis evitar expor a imagem deles já doentes ou mortos) Foto: https://www.wallpaperflare.com/
Vou falar primeiro sobre o João, um gato cinza que viveu com minha irmã até que ela morreu, então ele veio morar comigo. Sentiu depressão o tempo todo, lamentou profundamente a morte da mãe humana, nada fazia com que ele se sentisse melhor. Ela tinha um carro preto, de uma marca e modelo bem diferentes do meu, da mesma cor. Enquanto eu não vendi o carro dela, João dormia todos os dias na sua capota. Depois que eu vendi o carro, o gato passou a dormir na capota do meu carro, sempre com um ar triste que cortava o coração de qualquer pessoa, deixando claro que sentia muito a falta da tutora.

João seguiu assim durante dois anos e sempre se lembrava de alguma data importante para os dois. Às vésperas do aniversário de minha irmã, o anjo simplesmente definhou de tal maneira, que morreu, mesmo saudável fisicamente, mas, consciente de que havia terminado sua missão de ser companheiro de uma humana especificamente, João deixou de se alimentar e foi para o mato durante uma semana, voltando apenas para me mostrar que estava morrendo, para ser enterrado no pequeno cemitério pet que eu mantenho em meu quintal.
               
César era um gato selvagem, que vinha há quase dez anos visitar meu quintal, atraído pela presença dos meus gatos adotados. Sempre na defensiva, foi muito difícil ganhar sua confiança e demorou anos para que ele começasse a entrar no gatil e comer escondido um pouco de ração. César estava com uma ferida na cabeça e eu comprei um remédio em spray para tentar curá-lo, mas ele reagia com pavor e não me deixou aplicar mais do que uma ou duas vezes o remédio, que acabou vencendo e eu tive de descartar, sem conseguir curar a ferida.
              
De um ano para cá, César começou a entrar na minha casa para comer e beber água, mas com muito medo de tudo. Ele já é bem velho e eu conversei muito com ele, expliquei que eu ficaria feliz em adotá-lo, mas ele é quem precisava aceitar a adoção, pois eu já o considerava como membro da família. A idade chegou e César foi se aproximando mais e mais, pois já não conseguia caçar como antes. Ele está cego e surdo, com problemas neurológicos, mal consegue andar sem cair. Na Natureza, ele já estaria morto, por isso, ele passou a dormir dentro de casa.


Eu fiquei muito emocionado quando César usou a caixa de areia pela primeira vez!

Ele escolheu terminar seus dias junto de mim e está em fase terminal. Ele jamais havia recebido um carinho e eu sou muito grato por ter sido escolhido para ser a humano que mostrou ao César o que é ser um pet. Como ele já não ouve nem vê, a única forma de comunicação dele com o mundo é receber calor humano e ele desfaleceu diversas vezes em meu colo, o coração quase parou, mas eu percebi que o que fazia com que César se agarrasse à vida era que ele, finalmente, havia se tornado um pet, um ser vivo digno de receber carinho.

Só quem sente essa emoção pode descrever o quanto é bom ser a única pessoa que conseguiu colocar no colo um gato selvagem e fazer dele um bichinho doméstico. Isso vale por todo o tempo e o dinheiro que se possa investir nessa missão de vida. Isso é um dos tesouros no céu, que muitas pessoas trocam pelo sucesso material, que não leva a lugar algum. Estou até evitando fazer carinho demais no César, para que ele finalmente descanse em paz, visto que ele está há uma semana sem comer, nem beber, mantendo-se vivo apenas com calor humano!

Esse é o vínculo entre humanos e animais! Não tem como explicar, é só vivenciando, adotando um ser vivo, gratuitamente. Não existem palavras para descrever cientificamente a gratidão mútua de ter em seu colo uma vida que pediu uma semana a mais de prazo para Deus, para saber o que é um carinho, viver apenas de AMOR, sem comida, nem água, sem ouvir nem enxergar, apenas sentindo a mão de um pai cuidando e dizendo “estou aqui”. Junte também seus tesouros no céu. Sinta o mesmo calor, das mãos de um Pai Maior. Sem palavras...

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