19/09/2012 às 12h27min - Atualizada em 19/09/2012 às 12h27min

Skaf: “Toda desoneração é sempre bem-vinda”

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, medida é positiva, mas podia ser mais abrangente ainda

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP

A desoneração da folha de pagamento para mais 25 setores da economia demonstra, mais uma vez, que o governo está preocupado em remover os entraves ao crescimento da produção e promover O aumento da competividade brasileira. A Indústria de transformação brasileira arca com 34% da carga tributária total, apesar de responder por menos de 15% do PIB.

Nesse cenário, o conjunto de medidas adotadas recentemente é positivo e vai na correta direção da redução do custo-Brasil: proposta de redução das tarifas de energia elétrica; série de queda da taxa básica de juros, manutenção da taxa de câmbio acima de R$ 2,00 e as desonerações sobre a folha.

Entretanto, o desafio de superar a falta de competitividade é amplo e exige empenho por parte do governo na adoção de medidas abrangentes e eficientes, com agilidade e constância. A desoneração da folha deve ser, portanto, generalizada estendida para todo o setor produtivo, sem compensação com aumento de alíquota sobre o faturamento.

Melhor seria se essas medidas anunciadas aos poucos fossem concluídas de uma única vez, e novas medidas pudessem ser planejadas e implementadas ao longo do tempo. “O governo acerta na ideia, mas erra na velocidade de implementação. Se já tivesse adotado a redução do imposto sobre folha para todos os setores no ano passado, quando foi feita a desoneração para os primeiros 4 setores, poderia agora estar anunciando novas medidas tão necessárias e urgentes, como a ampliação do prazo de recolhimento de impostos das empresas, por exemplo”, conclui.     


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