16/09/2015 às 13h00min - Atualizada em 16/09/2015 às 13h00min

São Paulo realiza a maior expansão metroferroviária de sua história

IMPRENSA AEAMESP

Se os prazos forem cumpridos, São Paulo terá em cinco anos mais 96,6 km de metrô e trem e 77 novas estações, incluindo uma linha de VLT na Baixada Santista

São Paulo, 16 de setembro de 2015 - O secretário Clodoaldo Pelissioni, de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo colocou em sua palestra de encerramento da 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o grande desafio de promover a maior expansão da rede metroferroviária da história com a contratação e execução de dez grandes empreendimentos com meta de conclusão nos próximos cinco anos, apesar das dificuldades atuais de se conseguir financiamento. Essa expansão visa atender a sua maior região metropolitana que concentra 30 milhões de habitantes em seus 39 municípios. 

Segundo Pelissioni, os 78 km do metrô, mais 260 km dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e os 340 km das linhas de ônibus intermunicipais da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos cuja frota soma 26 mil veículos transportam 10 milhões de passageiro ao dia. “O número de passageiros aumentou 26% de 2010 a 2014, de 1.682 milhões para 2.137 graças à integração entre os sistemas e o cartão Bom”, conta.

De acordo com o secretário, a oferta de assentos também aumentou 13,61%, no período 2010/2014, de 303.289 para 344.552 e o tempo de espera diminuiu, em média 11,12%, de 279 segundos para 240.
As dez obras dos sistemas metroferroviário da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo empregam atualmente 13 mil pessoas, incluindo a Linha 6-Laranja (Vila Brasilândia - São Joaquim), a primeira PPP - Parceria Público Privada integral, que prevê construção, manutenção e operação, concedida à Concessionária Move São Paulo. Com custo estimado da ordem de R$9 bilhões e previsão de entrega em 2020, a Linha 6-Laranja terá uma extensão de 15,3 km, 15 estações e deve transportar 633 mil pessoas por dia.

A Linha 15-Prata do monotrilho Vila Prudente – Iguatemi, na zona Leste com 13 km e 11 estações tem custo de R$ 3,2 bilhões. Já a Linha 17 de Congonhas ao Morumbi, que deve ser entregue em dezembro de 2017 à operação, terá 9,2 km e custo estimado de R$ 2,65 bilhões.

A Linha 5-Lilás do metrô que terá 10,8 km e dez estações a um custo de R$9,56 bilhões também deverá ser entregue em 2017.

O secretário diz que “as obras de conclusão da Linha 4-Amarela foi interrompida por falência da empresa contratada e nova licitação deverá ser feita ainda neste ano. O custo estimado é de R$1,3 bilhão”.

Pela primeira vez, o metrô avança para além da divisa da cidade de São Paulo ao contratar a Linha 18-Bronze, ligando a estação Tamanduateí da linha Verde para Djalma Dutra, em São Bernardo do Campo, no ABC com 15,4 km, 13 estações e custo avaliado em R$ 4,83 bilhões. Guarulhos, também, através da Linha 13-Jade da CPTM, que interliga a estação Engenheiro Goulart, da Linha 12 da CPTM à futura estação Aeroporto Internacional de São Paulo em mais 12,2 km e três estações a um custo de R$1,8 bilhão.

A CPTM também está expandindo a Linha 9-Esmeralda na zona sul que hoje vai de Osasco até o Grajaú para o extremo sul da capital, Varginha. Serão mais 4,5 km de linha, com duas novas estações: Mendes-Vila Natal e Varginha. O investimento é da ordem de R$ 775,3 milhões para estudos, projetos, adequação das áreas e execução das obras.

No total serão construídas e ampliadas nove linhas com 96,6 km e 77 novas estações.

A EMTU também avança além da região metropolitana de São Paulo na construção e administração do primeiro VLT (veículo leve sobre trilhos) paulista, entre Santos e São Vicente, com dez estações, que deve iniciar as operações até julho de 2016 onde estão sendo investidos R$7 bilhões. 

Linha        De / para            KM        Estações        Custo R$ bilhões
4 Amarela                                     1,30
5 Lilás        Capão Redondo-Klabin        10,8        10        9,56
6 Laranja    Brasilândia-São Joaquim        15,3        15        9
15 Prata monotrilho    V. Prudente-Iguatemi        13        11        3,20
17 Ouro monotrilho    Congonhas-Morumbi        9,2        8        2,65
18 Bronze    Tamanduateí-São Bernardo        15,4        13        4,83

Sobre a Semana – Realizada anualmente pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), entidade que está comemorando 25 anos de atividades, a Semana de Tecnologia Metroferroviária é considerada o mais importante Congresso Técnico do setor de transporte metroferroviário da América Latina. Durante quatro dias de evento, técnicos das operadoras, dirigentes empresariais e profissionais do setor debaterão questões importantes relacionadas à mobilidade urbana nas grandes cidades. Sobre a METROFERR EXPO 2015 – Paralelamente ao Congresso, acontece a METROFERR, uma exposição que reúne empresas fabricantes de equipamentos metroferroviários, fornecedores de peças e serviços, mídias especializadas, etc. que levam ao evento as inovações oferecidas ao mercado. 


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