11/09/2015 às 09h56min - Atualizada em 11/09/2015 às 09h56min

O que falta é amor

Página 1 Comunicação - Lorena Oliva

Amor: uma palavra em desuso hoje em dia. Me parece que o único lugar em que ela tem sentido é no ‘pai dos burros’. Em uma sociedade onde Sodoma e Gomorra nos faz parecer apenas uma história da Disney, faz muito sentido. Questiono-me onde perdemos o senso de entender e viver o amor. O que devia ser a cerne de tudo é descartado como algo inutilizável.Para que serve o amor mesmo? Apenas para vender mais flores no dia dos namorados. Não há espaço para o querer bem dentro da lógica da competição, onde a todo tempo, o que impera é a busca de ser melhor, de demonstrar ao outrem o como somos grande coisa, afinal, as pessoas dizem o que são e nós apenas ignoramos querendo que elas sejam o que queremos. Por exemplo, quando você se destaca no trabalho, ao invés de uma saudação você ganha inimigos, torna-se alvo a ser abatido. Afinal, nós somos o que está escrito em nossa assinatura de email, e temos a burocracia para nos garantir isso. Nas organizações, essa temática é deixada de lado, desde a organização familiar até as organizações de trabalho. Estamos sempre sentados à tevê vendo nossa vida passar e os efeitos da falta de amor corromper nossa sociedade, por exemplo, se um político está envolvido em um caso de corrupção, este deixou de ter o amor pelo próximo, sendo o próximo que o elegeu. Porém somos míopes enquanto não sentimos esse efeito de forma direta, afinal, é o outrem, a quem não temos amor. A sociedade nos tempos atuais sofre desse mal, não existe o pensar coletivo, o ganhar em grupo e a relação ganha-ganha, chegando ao ponto extremos das fatalidades como o andar nas ruas desconfiados olhando para todos os lados, pois nem todos são confiáveis. Estamos presos. Somos refém do medo, do medo de perder o emprego, os amigos, a família e os bens, e isso é fruto da instrumentalização da vida onde me parece que já fazemos tudo no piloto automático, nem ao menos nos damos a chance de um pensar diferente. Somos culturalmente empobrecidos de amor. Mas, afinal, como ter a lógica do amor se há bons indícios de ignorá-lo? Bem, essa é mais uma daquelas perguntas que cabe múltiplas interpretações, dependendo do dia e da forma que você está lendo. Nós cobramos as atitudes dos outros que nem nós mesmos fazemos, temos segundas vidas em rede sociais, onde tudo parece funcionar e é mais bonito, aquela máxima: curte a foto da pessoa na rede social, mas atravessa a rua para não cumprimentar. Posta foto de mega bom dia e ao entrar no elevador pega o celular para não olhar para quem estar ao lado. Vai que ele puxa conversa? E essa discussão que sou melhor pelo que tenho e não pelo que sou, a vida é muito curta para ser vivida pautada pelas picuinhas, não importa o que somos hoje, pois podemos não o sê-lo amanhã, e ai o que sobre? O amor. O amor próprio, o amor que alimenta a coragem de sempre levantar e seguir em frente. O amor pode ser a resposta para muitas perguntas, mas apenas, não estamos a fim de perguntar.

Elizeu Barroso Alves é mestre em Administração

Amor: uma palavra em desuso hoje em dia. Me parece que o único lugar em que ela tem sentido é no ‘pai dos burros’. Em uma sociedade onde Sodoma e Gomorra nos faz parecer apenas uma história da Disney, faz muito sentido. Questiono-me onde perdemos o senso de entender e viver o amor. O que devia ser a cerne de tudo é descartado como algo inutilizável.Para que serve o amor mesmo? Apenas para vender mais flores no dia dos namorados. Não há espaço para o querer bem dentro da lógica da competição, onde a todo tempo, o que impera é a busca de ser melhor, de demonstrar ao outrem o como somos grande coisa, afinal, as pessoas dizem o que são e nós apenas ignoramos querendo que elas sejam o que queremos. Por exemplo, quando você se destaca no trabalho, ao invés de uma saudação você ganha inimigos, torna-se alvo a ser abatido. Afinal, nós somos o que está escrito em nossa assinatura de email, e temos a burocracia para nos garantir isso. Nas organizações, essa temática é deixada de lado, desde a organização familiar até as organizações de trabalho. Estamos sempre sentados à tevê vendo nossa vida passar e os efeitos da falta de amor corromper nossa sociedade, por exemplo, se um político está envolvido em um caso de corrupção, este deixou de ter o amor pelo próximo, sendo o próximo que o elegeu. Porém somos míopes enquanto não sentimos esse efeito de forma direta, afinal, é o outrem, a quem não temos amor. A sociedade nos tempos atuais sofre desse mal, não existe o pensar coletivo, o ganhar em grupo e a relação ganha-ganha, chegando ao ponto extremos das fatalidades como o andar nas ruas desconfiados olhando para todos os lados, pois nem todos são confiáveis. Estamos presos. Somos refém do medo, do medo de perder o emprego, os amigos, a família e os bens, e isso é fruto da instrumentalização da vida onde me parece que já fazemos tudo no piloto automático, nem ao menos nos damos a chance de um pensar diferente. Somos culturalmente empobrecidos de amor. Mas, afinal, como ter a lógica do amor se há bons indícios de ignorá-lo? Bem, essa é mais uma daquelas perguntas que cabe múltiplas interpretações, dependendo do dia e da forma que você está lendo. Nós cobramos as atitudes dos outros que nem nós mesmos fazemos, temos segundas vidas em rede sociais, onde tudo parece funcionar e é mais bonito, aquela máxima: curte a foto da pessoa na rede social, mas atravessa a rua para não cumprimentar. Posta foto de mega bom dia e ao entrar no elevador pega o celular para não olhar para quem estar ao lado. Vai que ele puxa conversa? E essa discussão que sou melhor pelo que tenho e não pelo que sou, a vida é muito curta para ser vivida pautada pelas picuinhas, não importa o que somos hoje, pois podemos não o sê-lo amanhã, e ai o que sobre? O amor. O amor próprio, o amor que alimenta a coragem de sempre levantar e seguir em frente. O amor pode ser a resposta para muitas perguntas, mas apenas, não estamos a fim de perguntar.

Elizeu Barroso Alves é mestre em Administração e professor da Uninter


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »