01/09/2015 às 01h53min - Atualizada em 01/09/2015 às 01h53min

ESPETÁCULO TANTO FAZ REESTREIA NO TEATRO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS

Peça é uma adaptação do clássico livro de Reinaldo Moraes, lançado em 1.981 e que se tornou um cult para várias gerações. Com direção de Mário Bortolotto, montagem reúne 22 atores no elenco

Amália Pereira

Adaptação do clássico livro de Reinaldo Moraes, o espetáculo TANTO FAZ reestreia dia 5 de setembro, sábado, às 21h30, no TEATRO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS. Lançado em 1.981, livro, que se tornou cult para várias gerações, narra as aventuras de Ricardo, um escritor que ganha uma bolsa de estudos para passar um ano em Paris. Com direção de Mário Bortolotto, montagem reúne 22 atores no elenco.

Em TANTO FAZ, Ricardo é um economista que ganha uma bolsa de estudos para passar um ano em Paris. Quando chega lá, abandona o curso e passa a viver de maneira boêmia e descompromissada. “Ricardo é o alter ego do Reinaldo, que, é claro, chegando lá ignora totalmente o curso e passa um ano levando uma vida completamente hedonista, bebendo e frequentando cinematecas e festas madrugadas a dentro”, afirma o diretor Mário Bortolotto.

 

“Assim que eu li, quando saiu em 81, fiquei com vontade de ver aqueles personagens em cena. Então, quando me senti um pouco mais maduro teatralmente telefonei para o Reinaldo e comecei a articular a adaptação para o teatro. Isso foi em 91, mas só consegui materializar a adaptação em 2.000 na I Mostra Cemitério de Automóveis, no Porão do Centro Cultural São Paulo”, declara Bortolotto.

 

A encenação privilegia o essencial, o texto do Reinaldo e os atores à vontade para interpretá-lo. “Todo o charme da peça é justamente ser totalmente fiel a literatura do Reinaldo. Eu apenas transcrevi o texto dele, sem mudar nenhuma vírgula e faço os atores decorarem exatamente o que foi escrito para manter o seu estilo, que é muito bom e originalíssimo”, finaliza o diretor, que além de assinar adaptação, sonoplastia e iluminação, também atua no espetáculo.

TANTO FAZ foi remontada em 2.002, na II Mostra Cemitério de Automóveis, fez uma pequena temporada em 2003, no antigo teatro da Cia, na rua Conselheiro Ramalho e ganhou uma outra encenação na III Mostra Cemitério de Automóveis, em 2.005. Atual montagem esteve em cartaz em maio e junho deste ano, no Teatro Cemitério de Automóveis, na Frei Caneca.

 

Reinaldo Moraes: Nasceu em 1950, em São Paulo, onde mora com a mulher e duas de suas três filhas. Além de Tanto Faz, editado originalmente pela Brasiliense em 1981, escreveu os livros Abacaxi (1985), A órbita dos caracóis (2003), Umidade (2005) e Pornopopéia (2008).

Mário Bortolotto: Ator, diretor, autor, sonoplasta, iluminador, vocalista e compositor de rock, escreve para teatro desde 1981. Nascido em Londrina (PR), tem doze livros publicados: Bagana na chuva (romance), Mamãe não voltou do Supermercado (romance), Para os Inocentes que ficaram em casa (poesia), Um bom lugar pra morrer (poesia), Gutemberg Blues (compilação de matérias escritas para os Jornais), Atire no Dramaturgo (textos de seu blog), DJ – Canções pra tocar no inferno (contos) e quatro volumes com seus textos de teatro. Ganhou o Prêmio Shell de teatro de Melhor Autor de 2000 pelo texto Nossa Vida não vale um Chevrolet, e Prêmio APCA de 2000 pelo Conjunto da Obra. É diretor do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis e vocalista das bandas de rock e blues Saco de Ratos e Tempo Instável. Escreveu, entre outras peças: Música para ninar dinossauros, À Meia-Noite um solo de sax na minha cabeça, Nossa Vida não vale um Chevrolet, Hotel Lancaster, Brutal e Leila Baby.

Cemitério de Automóveis: Fundado em 1982, por Mário Bortolotto e Lázaro Câmara na cidade de Londrina (PR), com o nome de Grupo de Teatro Chiclete com Banana, passou a se chamar Cemitério de Automóveis a partir de 1987.  O Grupo já montou mais de quarenta espetáculos cumprindo várias temporadas em Londrina, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, onde está trabalhando desde 1996. Participou dos mais importantes festivais de teatro do país, colecionando uma galeria respeitável de prêmios. Com o espetáculo Medusa de Rayban, o grupo ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Ator Coadjuvante de 1997 (Everton Bortotti) e foi indicado para o Prêmio Shell de Melhor Autor de 1997 (Mário Bortolotto). Por Diário das Crianças do Velho Quarteirão, Mário Bortolotto recebeu a indicação para o Prêmio Shell de Melhor Autor de 1998. Em 2000, realiza a 1.ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis, com 14 produções no Centro Cultural São Paulo. A mostra rende a Mário Bortolotto o Prêmio APCA Pelo Conjunto da Obra e o Prêmio Shell de Melhor Autor por Nossa Vida não Vale um Chevrolet.

Para roteiro 

TANTO FAZ – Reestreia dia 5 de setembro de 2015. Texto: Reinaldo Moraes. Adaptação e Direção: Mário Bortolotto. Elenco: Eldo Mendes, Mário Bortolotto, Renata Gouveia, Luisa Furtado, Marcela Pignatari, Paulo Jordão, Marcos Amaral, Samara Alexandre, Valentine Durant, Rodrigo Contrera, Gabriel Oliveira, Rodrigo Cândido, Lucas Serrano, Walter Figueiredo e outros. Duração: 1h15 minutos. Classificação: 16 anos. Ingressos: Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Sábados, às 21h30. Domingos, às 20h30. Até 27 de setembro.

TEATRO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação. Telefone: 2371-5743. Capacidade 35 lugares. Bilheteria funciona de sexta a domingo, uma hora antes do início do espetáculo. Acesso para deficientes. Ar condicionado. BAR. Aceita cartão. Informações sobre o espaço e atividades: site  www.cemiteriodeautomoveis.com.br

(Amália Pereira – Agosto/2015)

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