01/09/2015 às 01h46min - Atualizada em 01/09/2015 às 01h46min

ESPETÁCULO NÃO IA SER BONITO? ESTREIA NA SP ESCOLA DE TEATRO

Livremente inspirada em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, peça fala sobre a busca angustiante de provar a própria existência no encontro com o outro. Montagem tem direção de Dan Nakagawa, que assina o texto junto com Cecília Bilanski

Amália Pereira

Livremente inspirada em A ​Divina Comédia, ​do escritor italiano Dante Alighieri, o espetáculo NÃO IA SER BONITO? estreia dia 5 de setembro, sábado, às 21h30, na SP ESCOLA DE TEATRO. Com direção de Dan Nakagawa, que assina o texto junto com Cecília Bilanski, peça fala sobre a busca angustiante de provar a própria existência no encontro com o outro. Montagem reúne oito atores no elenco.

Em NÃO IA SER BONITO? a história é invertida: não é o Poeta que sai em busca de sua musa pelos nove círculos do inferno, é a própria Beatriz que desce do paraíso e vive nove dias na Terra-­Inferno, à procura de Dante. “A Musa e o Poeta se (re) encontram, se apaixonam e se casam repetidas vezes, o que os força a viver esse ciclo de queda, reencontros e desencontros eternamente”, afirma o autor e diretor Dan Nakagawa.

 

A experiência que Beatriz e Dante compartilham é esquecida por suas consciências, mas não por seus corpos. Isso os leva a habitar um jogo constante e eterno entre memória e esquecimento, sonho e realidade. O trabalho investiga a existência humana por meio do escancaramento que os modelos de vida burgueses efetivam sobre os indivíduos, utilizando-se de elementos característicos do teatro do absurdo.

 

“A ideia de escrever a peça surgiu com o desejo de falar sobre a existência pela ótica de um casal arquetípico e platônico que é o Dante e a Beatriz. O título revela o desejo de atingir o sublime, o belo e, portanto, a transcendência, mas como impossibilidade ao mesmo tempo. É a dialética da potência de existir, poder ser e poder não ser. Um lugar idealizado e platônico de busca da beleza”, declara Dan.

As composições da peça foram feitas especialmente por Dan, dando um caráter bastante musical para o espetáculo, sendo uma delas feita em parceria com a cineasta, diretora e atriz, Helena Ignez. “A encenação trabalha com gente pelada, cenário vazio e pessoas cantando. Posso dizer que houve uma construção bastante coletiva na criação de cenário, figurino, sonoplastia e iluminação”, finaliza o diretor, que também assina a trilha sonora original.

 

Montagem tem cenário de César Bento, figurinos de Guilherme Iervolino, sonoplastia de Carol Andrade e iluminação de Luiz Hansted. A assistência de direção é de Jota Rafaelli. Elenco reúne os atores: Alexandre Fernandes, Gustavo Dalle Vedove, Igor Morais, Matheus Martins, Priscila Tavares, Vanessa Balsalobre, Vinícius Albano e Vivian Valente Petri.

Dan Nakagawa: Compositor, cantor, diretor e ator. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo (1998) e Música Popular pela UNICAMP (1998). Estuda Direção Teatral na SP Escola de Teatro. Atualmente é diretor e dramaturgo da Cia. Àtropical, com a qual encenou os espetáculos Vou Comer Seu Coração na SP Escola de Teatro (junho de 2014) e Não Ia Ser Bonito? no festival Satyrianas 2014. Foi diretor assistente de Caetano Vilela para a ópera de Gilberto Mendes Ópera Aberta: Para Soprano e Halterofilista, no Teatro São Pedro, em São Paulo (2010). Diretor da leitura da peça de Philip Ridley The Pitchfork Disney no projeto Sextas dos Perversos, em São Paulo (de maio a agosto de 2008). Como compositor e arranjador criou as trilhas das peças da companhia de dança-teatro Perversos Polimorfos, Imagem-nua e outros contos e Ânsia, dirigidas por Ricardo Gali. Em 2005, compôs a trilha da peça (Re)Sort de Thomas Plischke, em Frankfurt, Alemanha. Entre 2005 e 2012 lançou três álbuns e um dvd: O primeiro círculo, O oposto de dizer adeus e o cd e dvd Dan Nakagawa convida Ney Matorgrosso, lançados pelo Canal Brasil. Nesse período teve duas de suas músicas gravadas por Ney Matogrosso: Um pouco de calor e Todo mundo o tempo todo. Como ator, trabalhou em diversas peças, filmes e telenovelas, entre eles: Killer Disney, de Philip Ridley, dirigido por Darson Ribeiro e Mistérios Gozozos, de Oswald de Andrade, dirigido por Zé Celso Martinez Corrêa; os longa metragens O poder dos afetos, de Helena Ignez e Corpo presente, de Marcelo e Paolo Toledo; e as telenovelas Pé na Jaca e Bang Bang, na TV Globo.

 

Cecilia Bilanski: Nascida em Buenos Aires, Argentina (1976). Formada em Escultura na Escuela Nacional de Artes “Prilidiano Pueyrredón” e como Bacharel em Artes Visuais pelo Instituto Nacional de Bellas Artes “Ernesto de la Cárcova”. Cursou Fotografia e Cinema no ENERC (Escuela Nacional de Realización y Experimentación Cinematográfica). Já no Brasil, fez Pós-graduação em “Argumento e Roteiro para Cinema e Televisão” na FAAP. Formada também no curso de Dramaturgia na SP Escola de Teatro, atua como dramaturga residente no Teatro de Narradores, e integra a Cia. Àtropical.  Como roteirista, é membro fundador do Escritório de Roteiro Na Escaleta, que desenvolve projetos para séries documentais e de ficção.

Cia. Àtropical: Cia. Àtropical é formada por artistas de trajetórias diversas que se encontraram nos interiores da SP Escola de Teatro e da Escola de Arte Dramática da USP no ano de 2014. Seu interesse se manifesta na articulação de diferentes linguagens artísticas sobre o palco, na tentativa de expressar a falta de sentido da condição humana. Em comum, possuem o desejo de repensar as formas de existir por meio da arte - combinando, revisitando, misturando, plagiando, colando e antropofagiando a própria vida. O primeiro projeto da Companhia surge no início de 2014 com a montagem do espetáculo Vou comer seu coração – baseado no filme “Como era gostoso meu francês”, de Nelson Pereira dos Santos. A obra que tange o universo fantástico retrata uma família brasileira que repete, diariamente, por mais de 500 anos, um jantar antropofágico em que o patriarca português é devorado pelos seus entes queridos. Atualmente, desenvolve seu segundo trabalho, a peça Não Ia Ser Bonito?, apresentada pela primeira vez na 15ª edição das Satyrianas, em São Paulo, em novembro de 2014.

 

Para roteiro 

NÃO IA SER BONITO?  – Estreia dia 5 de setembro de 2015. Texto: Inspirado na obra A ​Divina Comédia, ​de Dante Alighieri. Dramaturgia: Dan Nakagawa e Cecília Bilanski. Direção: Dan Nakagawa. Elenco: Alexandre Fernandes, Gustavo Dalle Vedove, Igor Morais, Matheus Martins, Priscila Tavares, Vanessa Balsalobre, Vinícius Albano e Vivian Valente Petri. Duração: 90min minutos. Classificação: 16 anos. Ingressos: Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Sábados, às 21h30. Domingos, às 19h. Até 27 de setembro.

SP ESCOLA DE TEATRO – Praça Roosevelt, 210, 1º andar – República. Telefone: 3775-8600. Capacidade 80 lugares. Bilheteria funciona de sexta a domingo, uma hora antes do início do espetáculo. Acesso para deficientes. Ar condicionado.

(Amália Pereira – Agosto/2015)

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