28/08/2015 às 17h50min - Atualizada em 28/08/2015 às 17h50min

Abraget defende análise criteriosa para geração de energia térmica a gás natural liquefeito (GNL)

Representante do setor, Xisto Vieira Filho, afirma que o País ainda é dependente das térmicas e que sucesso dos próximos leilões depende de revisão do preço de teto limite. Discussão é tema do Energy Summit 2015

Designada como a solução para a crise energética no país, a produção de energia por usinas térmelétricas ganhou notoriedade com a grande demanda no último ano. Recentemente, a iniciativa do Governo Federal de desligar 21 delas, consideradas as mais caras, como uma maneira de minimizar custos, demonstrou que o potencial de produção de outras fontes pode estar sendo recuperado aos poucos.

No entanto, na concepção da Associação Brasileira de Geradoras de Termelétricas (Abraget), o atual cenário indica que ainda há necessidade da geração térmica na matriz do sistema elétrico nacional para assegurar a confiabilidade eletroenergética, uma vez que fontes não térmicas são intermitentes. “Somos dependentes das térmicas para a segurança energética do sistema”, esclarece o presidente Xisto Vieira Filho, que participa da 16º edição do Energy Summit, no próximo mês, em São Paulo.

Vieira defende que, “cada vez mais vamos depender, a curto e médio prazo, da geração térmica a gás natural liquefeito (GNL) importado. É fundamental que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) faça uma análise adequada para materializar este tipo de geração com segurança para o agente, levando em conta que o GNL depende de portos adequados. É muito importante ter uma forma para conseguir fazer com que o gás seja viabilizado aqui no Brasil”.

Leilão - A Abraget está na expectativa dos resultados dos próximos leilões de energia elétrica. O último, para entrega em 2018 (A-3), demonstrou a insatisfação  do mercado de térmicas com o preço adotado. Dos 29 projetos contratados, apenas dois eram voltados a estas usinas: um a partir da biomassa e outro a gás natural, somando potência térmica de 64,5 MW. “Acredito que o leilão A-5, que deve ser realizado em janeiro, irá render bem mais. Estamos apenas aguardando a divulgação do preço de teto limite, mas tenho certeza que irão colocar um valor acima, porque com o atual é impossível viabilizar uma geração efetiva e que não sofra riscos”, pontua Vieira.

Este ano, a 16º edição do Energy Summit 2015 acontece de 15 a 17 de setembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo (SP). Mais informações sobre inscrições e programação podem ser conferidas em http://www.informagroup.com.br/energy-summit/pt

Sobre o ENERGY SUMMIT 2015
Tradicional fórum de discussões da indústria elétrica, o Energy Summit realiza em 2015 sua 16ª edição reunindo especialistas sobre geração, transmissão e distribuição e comercialização do insumo, com o intuito de gerar novos negócios, compartilhar informações estratégicas para o setor e novas ideias. Este ano, o evento acontece de 15 a 17 de setembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo. Mais informações sobre as palestras, palestrante e inscrições estão disponíveis no site do evento, em http://www.informagroup.com.br/energy-summit/pt.


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