24/08/2015 às 18h48min - Atualizada em 24/08/2015 às 18h48min

Associação de Joinville promoveu evento sobre esclerose múltipla

Evento marca o Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla, 30 de agosto. Atividades culturais, palestra, workshop e resultado parcial de pesquisa fizeram parte da programação

Dayana Cardoso

O que se conhece sobre Esclerose Múltipla? Como o diagnóstico transforma a vida? Construir narrativas sobre o antes e o depois pode ser uma forma de dar mais sentido à vida? A Associação de Apoio aos Pacientes de Esclerose Múltipla de Joinville e Região (Arpemj) e o Grupo de Pesquisa Subjetividades e (Auto)Biografias, da Univille, realizou em 24 de agosto um evento alusivo ao Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla.  A atividade aconteceu no Anfiteatro do bloco A da Univille.

Entre as ações, a professora da universidade, Raquel Alvarenga Sena Venera, que também participa da Arpemj, apresentou resultados parciais de sua pesquisa realizada com pessoas com Esclerose Múltipla. Para Raquel, “o objetivo é construir registros em rede de histórias de vidas atravessadas pela Esclerose Múltipla. São narrativas de pessoas que se sentem ameaçadas pela possibilidade de algum dia perder capacidades humanas básicas de percepção e integração com o mundo, com a visão, a audição, a fala, o tato, a locomoção e a memória”.

Outra participação foi a do médico Marcus Vinicius Magno Gonçalves, autoridade no diagnóstico da Esclerose Múltipla. O percurso da história, do desenvolvimento da doença e da dificuldade de se chegar ao diagnóstico foi o tema da palestra. Os sintomas da doença são identificados desde o século XIV e a evolução do diagnóstico se confunde com o nascimento da medicina moderna.

Duas atividades culturais integraram a programação. O workshop “Mandalas de fios – outros modos de narrar a vida”, com a arte-terapeuta Eliane Böhr. Com inspiração direta na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, o trabalho com mandalas é uma forma de entrar no universo psíquico projetado na imagem que se forma com o trançar de fios com cores variadas. O modo como as pessoas sentem a vida não se limita ao alcance das palavras. Ela, a vida, pode se expressar num movimento de formas e cores como se fosse um transbordar de seu próprio universo psíquico.

Para encerrar as atividades, o público foi agraciado com o concerto Show Soprando Baixo, com os instrumentistas Gledison Zabote e Arnou de Melo. No concerto foi intercalado a execução das músicas com informações didáticas sobre a música instrumental brasileira, o processo criativo do Duo, a linguagem do jazz como improvisação e informações sobre a função dos instrumentos nesta e em outras formações musicais.

 


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