27/08/2012 às 23h28min - Atualizada em 27/08/2012 às 23h28min

Tempo seco afeta respiração dos paulistanos

Especialistas explicam como respirar bem durante período de estiagem

Sintonia Comunicação

O tempo seco durante o mês de agosto somado às temperaturas muito elevadas faz com que a umidade do ar fique muito baixa na maior parte do país. Na capital paulista, o sol predomina durante todo o dia, favorecendo a elevação rápida da temperatura, que deve chegar aos 27,0ºC. Mais uma vez, os índices de umidade relativa do ar ficam baixos, em torno dos 30% ou ligeiramente abaixo. A previsão é que as condições do tempo continuem inalteradas nos próximos dias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade ideal do ar é de 60%. Em São Paulo e algumas cidades do Centro-Oeste, a baixa umidade do ar preocupa a população. A Defesa Civil alerta que a umidade entre 15% e 20% não é recomendável para a saúde. Se o índice cair para 12%, será necessário decretar estado de emergência.

O aumento da temperatura durante o dia leva à queda da umidade relativa do ar, causando ressecamento das mucosas, consequentes complicações alérgicas e respiratórias, além de sangramentos pelo nariz.

Por isso, médicos otorrinolaringologistas realizam nos dias 31/8 e 1º/9, em dez cidades simultaneamente, a campanha “Respire Pelo Nariz e Viva Melhor”. Os especialistas alertam que é fundamental beber um copo de água a cada duas horas e evitar atividades físicas que necessitem de muito esforço no período entre 12h e 17h. Outra recomendação é pingar gotas de água nas narinas para umidificar as vias aéreas e fazer com que chegue ao pulmão, pelo menos, 5% de umidade.

“O nariz é o órgão responsável por umidificar o ar, ou seja, quando a umidade relativa do ar está baixa, ele é o mais afetado. É importante hidratar as mucosas nasais com soro fisiológico ou soluções em gel, hoje o mercado oferece várias opções. Além disso, em caso de sangramento nasal, incline a cabeça para frente e faça compressas geladas”, explica o otorrinolaringologista da ABORL-CCF, Fabrizio Ricci Romano.

Além dessas precauções, evite aglomerações em ambientes fechados. Se o incômodo persistir, procure um médico otorrinolaringologista!

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