28/07/2015 às 11h53min - Atualizada em 28/07/2015 às 11h53min

Instituições bancárias: Oportunidades para chegar a 2018 com sucesso

Mobilidade, big data e terceirização são itens mandatórios para que as instituições bancárias se mantenham nas melhores posições do relacionamento com o cliente e da redução de custo.

Sthephanie Thomazini

*Por Sandra Monteiro

Em fevereiro desse ano o relatório da consultoria britânica Brand Finance realizado em parceria com a revista The Banker, apontou o Brasil na oitava colocação no ranking dos países com as marcas de banco mais famosas do mundo, com um montante de U$ 34,3 bilhões. Valor atingido por conta da valorização cambial e pelo esforço dos dois primeiros colocados brasileiros na relação.

Esse resultado é interessante, visto que havíamos caído duas posições consecutivas nos relatórios anteriores; mas ainda assim as perspectivas não são as melhores. Economistas acreditam que até 2018 a vida dos bancos não será fácil, seja por questões governamentais seja por conta das necessidades do consumidor. Mais do que nunca, é o momento das companhias bancárias pensarem e aplicarem fortemente soluções que os ajudem na redução de custos e, especialmente, na manutenção e aquisição de clientes.

Pensando nisso, elencamos duas grandes oportunidades/tendências que vão alavancar o saving da instituição e permitir que a manutenção e retenção dos clientes sejam cada vez mais assertivas e constantes.

 

Seja Digital

Quem sair primeiro no processo ‘digital de ser’ será, com certeza, o destaque dos próximos anos. Mobilidade e big data promovem um grande saving para os bancos, e ainda alavancam a manutenção e a aquisição de novos clientes. 

É preciso que esses consumidores reconheçam e sintam no dia a dia o investimento da companhia no desenvolvimento e melhoria constante dos seus canais digitais. A quantidade de pessoas que precisa ir ou realmente vai às agencias bancárias tende a diminuir cada vez mais, e com a rotina repleta de atividades, os consumidores precisam poder realizar uma transferência via app, sacar no ATM e consultar seu saldo via sms. Mais do que nunca, hoje nossos smartphones nos permitem ter o banco ao alcance dos dedos. E a análise do big data, por exemplo, vai mostrar ao banco quais são os hábitos e preferências do consumidor, permitindo campanhas e serviços que atendam a essas demandas.

Segundo um relatório do Banco Central, em 2014, a telefonia móvel foi responsável por 10% das transações bancárias. O número parece baixo, mas representa o dobro da participação móvel em 2013. Isso sem contar que o número de celulares com acesso à internet tem aumentado exponencialmente. Basta saber que no ano passado, apenas no Brasil, foram contabilizadas nada menos do que 276 milhões de conexões móveis, um número maior do que a quantidade de habitantes do país, 204 milhões.

 

Terceirize

A terceirização é uma das melhores formas de se trabalhar a redução de custo quando falamos de tecnologia. O tempo dedicado ao treinamento dos profissionais, a criação de especialistas em certos tipos de solução podem ajudar muito a empresa em épocas de grande tensão econômica.

Sabendo que o core bancário é a tecnologia, esse processo pode ser mais difícil de aplicar, no entanto, não é só na tecnologia de operação que o outsourcing pode atuar. Os bancos devem procurar garantir parceiros estratégicos que cubram todas as áreas de sua atuação, desde a infraestrutura até a consultoria de alto nível, por exemplo. Ou ainda os processos de back office, help desk, contabilidade e meios de pagamento.

A economia gerada com esse tipo de parceria é considerável, já que a responsabilidade em formar experts e gerenciar possíveis data centers ficará a cargo de uma outra companhia, permitindo que os investimentos sejam direcionados ao que realmente interessa.

É hora de buscar inovação. O mercado bancário brasileiro é muito maduro no que diz respeito à infraestrutura e regulamentação, podendo ser facilmente comparado ao mercado norte americano. Mas talvez seja a hora de ‘quebrar’ um pouco os padrões, até um pouco burocráticos, dos bancos a fim de não perder o timing na hora de implementar tais soluções.   É o momento de garantir que os possíveis efeitos de uma economia incerta, não atinjam diretamente a sua operação  e a sua relação com os clientes.

*Sandra Monteiro é Head para Banking, Financial Services e Insurance, da Wipro LATAM.


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