17/07/2015 às 12h29min - Atualizada em 17/07/2015 às 12h29min

Encontro nacional de RI debate a importância das informações para o mercado

O tema “O mercado de capitais atual: expectativas, recomendações para as empresas em particular sobre as atitudes de comunicação com o mercado” foi debatido nesta terça-feira na palestra de Roberto Teixeira da Costa, Membro do Conselho de Administração da Sul América...

Imprensa IBRI

O tema “O mercado de capitais atual: expectativas, recomendações para as empresas em particular sobre as atitudes de comunicação com o mercado” foi debatido nesta terça-feira na palestra de Roberto Teixeira da Costa, Membro do Conselho de Administração da Sul América, e centralizou as atenções do público  no 17º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais. O evento está sendo promovido pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e pela ABRASCA (Associação Nacional das Companhias Abertas) nos dias 14 e 15 de julho, de 2015, na Fecomércio, em São Paulo.

Costa deu início à sua explanação lembrando que foi fundador do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com os Investidores) . “Lá pelos idos de 1961, em uma temporada nos EUA, fiquei impressionado como as empresas já estavam empenhadas em trocar informações com os investidores. Fui gestor do Crescinco, o maior fundo de investimento do Brasil e da América Latina”, afirma.

Ele lembrou que a lei do mercado de capitais brasileiro está completando 50 anos em 2015.“Foi um marco muito importante para o país. A gente não deve olhar muito o passado, mas não devemos deixar de olhá-lo pelas suas dificuldades”, observa.

Citando o economista Roberto Simonsen, Costa lembrou da importância de se manter o otimismo fazendo uma alusão à situação atual do país.”Efetivamente o Brasil está sendo reconstruído. É um percurso trabalhoso, doloroso. E o investidor de longo prazo é de olhar o futuro; é de ver a capacidade de prever o futuro. Não existe mercado de capitais sem confiança no mercado e o fator previsibilidade está associado à moeda”, ensina.

Ele chamou criticou a taxa de juros atual. “Essa taxa alta de 6% de juros, acima da inflação, é concorrência desleal. Ora, o mercado de ações não se desenvolve sozinho. O mercado de dívida e de ações têm que se desenvolver paralelamente”, observa.

Em seguida se referiu aos preços das ações. “As pessoas dizem que as ações estão baratas, mas podem ficar mais baratas ainda, caso a rentabilidade das empresas não evolua”, apregoa.

Sobre a crise que acomete o cenário político nacional, Costa foi enfático. “A ética no Brasil vai se alterar. O Brasil vai passar a ter relações diferentes com os outros países do mundo. O Brasil tem que se abrir mais. Ser uma economia mais expansiva, o Chile e o México são bem mais abertos”, aponta.

Sobre a ocorrência de um eventual processo de impeachmehont contra a presidenta Dilma Roussef, Costa ressaltou. “O impeachment é altamente complexo. O impeachment do Collor foi extremamente doloroso. O país deve superar a crise e dar a volta por cima”.

Ele lembra como outras economias demonstraram grande otimismo depois que ultrapassaram graves crises. “Uma vez que estive na Coreia, só escutei coisas belíssimas sobre o país...o mesmo comportamento verifiquei no Chile depois da queda do Pinochet. Agora aqui ocorre exatamente o contrário.Choramos as nossas mazelas e acabamos perdendo o nosso entusiasmo e confiança”.

Costa citou o grande potencial que o país mantém. “O país acordou agora para as energias renováveis. Então é importante olhar o todo”.

Ele observou que as pessoas precisam saber onde investir. “O investidor precisa saber o que é melhor para investir nos outros mercados. O sobressalto na China recentemente lembrou alguns episódios. Pois bem, temos a tendência de achar que é temporário, que a situação vai passar. Mas o que aconteceu é que Xangai procurou mitigar o acontecido, corrigir ciclos de bolsa com medidas artificiais. É uma situação que não tem final feliz”.  

O17º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais é patrocinado pelas empresas: Banco do Brasil, Bloomberg, BM&FBOVESPA, BNY Mellon, Bradesco, CEMIG, Chorus Call, Deloitte, Deutsche Bank, Diligent Board Member Services, Economatica, GreenbergTraurig, Itaú Unibanco, J.P. Morgan, MZ, Oliveira Trust, Petrobras, RIWeb, RR Donnelley, Sabesp, Sherpany, SulAmérica, TheMediaGroup, VALE, Valor Econômico e Wittel.

Mais informações acesse: http://www.encontroderi.com.br/17/index.htm   


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