21/07/2015 às 23h38min - Atualizada em 21/07/2015 às 23h38min

Paisagismo ecológico

Dicas de como montar um jardim que não prejudica o meio ambiente

BG Comunicação

Um jardim costuma ter a imagem de um espaço bonito, que serve para compor a fachada ou a área externa de uma residência, e que requer pouca manutenção. Mas os jardins podem ser, além de belos, espaços funcionais e úteis para a preservação ambiental, se forem projetados por especialistas em paisagismo. “Um profissional qualificado pode instruir o cliente quanto às variações climáticas da região e aproveitar a paisagem natural para melhorar as condições de ventilação, por exemplo”, explica Erika Fukinishi, profissional da EFTM Arquitetura.

 

Beleza aliada à ecologia

O estudo dos fatores climáticos, a utilização do desnível do terreno, a criação de platôs e o uso da tipologia de plantas correta são fatores que podem ser utilizados como artifícios para a economia de água. Com um projeto bem feito, é possível ter um jardim funcional, aromático e esteticamente agradável.

Jardins já existentes podem ser reformados para se tornarem mais sustentáveis. Reduzir as gramíneas por espécies nativas tolerantes a períodos de seca, fazer composições arbustivas e utilizar coberturas vegetais são algumas dicas. “Além disso, é indicado retirar as plantas anuais e substitui-las por espécies perenes. Adequar a pavimentação para uma superfície permeável também reduz o impacto ambiental”, sugere Thalita Miyawaki, também arquiteta da EFTM.

 

Espécies econômicas

Inserir plantas que demandam pouca irrigação é uma alternativa viável, assim como selecionar materiais de baixo custo da área verde, considerando o ciclo de vida de cada planta. As espécies nativas tendem a consumir menos água, especialmente em fase de crescimento, porque são adaptadas às condições naturais da área em que estão inseridas. As plantas suculentas também não consomem muita água, apesar de não serem típicas da região.

Para as pessoas que preferem flores, as opções que consomem menos água seriam a Flor-de-maio (Schlumbergera truncata) e a Flor da fortuna (Kalanchoe blossfeldiana). Elas precisam ser regadas de uma a duas vezes por semana. Para aquelas que gostam de plantas mais rústicas, o Capim-do-texas (Pennisetum setaceum) é uma boa opção, assim como a Agave (Agave americana), uma planta que cresce principalmente no deserto.

 

Alternativa de tratamento de água

Os jardins residenciais também podem ser projetados como um sistema de tratamento de esgoto alternativo. A execução das chamadas wetlands imita áreas alagadas que existem na natureza, como pântanos e manguezais, utilizando plantas aquáticas no tratamento de águas residuais. “Essa alternativa já é realidade em algumas comunidades brasileiras e a previsão é de que ela seja cada vez mais utilizada, já que tem o benefício de tratar efluentes de forma eficaz sem produzir resíduos químicos”, comenta Erika Fukunishi.

 

Sobre a EFTM Arquitetura:

Em 2013, as arquitetas Erika Fukunishi e Thalita Miyawaki se uniram e fundaram a EFTM Arquitetura, escritório especializado em projetos de urbanismo, interiores e arquitetônicos. Jovens e cheias de ideais, as duas buscam atenção aos detalhes e desejos dos clientes para oferecer projetos funcionais, personalizados e agradáveis visualmente. Erika Fukunishi está formada desde 2010 pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no curso de Arquitetura e Urbanismo e é especialista em Construções Sustentáveis pela Universidade Tecnológica do Paraná. Thalita Miyawaki, também formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no curso de Arquitetura e Urbanismo, desde 2007, é especialista em Gestão Técnica do Meio Urbano pela mesma instituição.


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