06/07/2015 às 17h14min - Atualizada em 06/07/2015 às 17h14min

Rosetta Stone anuncia pesquisa sobre os idiomas mais procurados pelo mercado de trabalho

De acordo com o levantamento, o Inglês é o mais utilizado para o contato entre empresas, seguido pelo Espanhol e pelo Mandarim

Marília Galego Pontes

A Rosetta Stone, líder mundial em soluções tecnológicas para ensino de idiomas, acaba de divulgar um estudo sobre quais os idiomas mais utilizados pelas empresas e, consequentemente, mais necessários para quem quer vencer no mercado de trabalho. Para surpresa de alguns, o Mandarim aparece muito bem posicionado, perdendo apenas para o Inglês e para o espanhol e vindo à frente de idiomas tradicionalmente utilizados no ambiente corporativo, como o alemão e o francês.

A pesquisa realizada pelo IDG e intitulada ‘Rosetta Stone - Linguagem Comunicacional: Desafios e Soluções’ entrevistou 300 profissionais, que ocupam cargos de alta e média gerências, com atuação em empresas de grande porte. O levantamento contou com entrevistados dos seguintes países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, China e Brasil.

Entre os idiomas mais falados, tanto interna quanto externamente, nas corporações, o Inglês é, sem dúvida, o principal idioma, com 84% de utilização externa e 75% interna.  A surpresa fica para as altas colocações do Mandarim, já que é apontado entre os primeiros colocados tanto internamente, 24% de uso, segundo mais falado, quanto externamente, com 30%, sendo o terceiro mais utilizado. O português ficou em 5º no uso interno, com 18% de uso interno, e em 6º lugar, com 20% de uso externo. Nos países onde o Inglês não é o idioma mais falado, nove em cada dez organizações utilizam o idioma externamente, enquanto quatro em dez organizações dos EUA e do Reino Unido possuem como segunda língua mais falada, o espanhol.

  Outro dado interessante está relacionado à habilidade linguística, 42% das organizações pesquisadas acreditam que seus funcionários precisam ter conhecimento da linguagem informal, ou seja, para uso cotidiano; para 35%, a linguagem de negócios avançado ou intermediário é mais importante, e a linguagem técnica é apontada como necessária por 42%. Neste aspecto, podem-se notar algumas mudanças de prioridades de acordo com o país. No Brasil, por exemplo, valoriza-se mais os níveis avançados e idiomas específicos para negócios; nos EUA, os níveis básico e de business básico para o cotidiano são considerados os mais importantes; na Alemanha e na França, o mais relevante é o nível avançado de business; enquanto na China, o intermediário é suficiente.  
  Quando questionados, a maioria dos entrevistados admitiu que o pouco conhecimento linguístico pode afetar seu desempenho pessoal no trabalho. Quanto à vontade de aprender e à capacidade de se mobilizar para resolver esta deficiência, a maioria dos gestores se declarou disposto a tomar as medidas necessárias.  A pesquisa identificou, ainda, que em países como EUA e Reino Unido, o profissional se sente mais dependente da empresa e espera que a corporação ofereça o curso; já na China, os colaboradores se mostram mais proativos e propensos a buscar uma solução. No Brasil, os profissionais mostram-se proativos, mas ainda baseiam suas escolhas em critérios como, por exemplo, experiências de colegas de trabalho, o famoso boca-a-boca corresponde a 62% na hora de procurar aperfeiçoamento, e outros 56% baseiam suas escolhas em publicações encontradas online.  

Mas, as empresas estão dispostas para melhorar o nível dos seus funcionários no uso do idioma estrangeiro? De acordo com o levantamento, em 68% das companhias há um orçamento disponibilizado para aperfeiçoamento profissional das equipes.

  A Rosetta Stone já é considerada pelas empresas uma boa opção no momento de escolher um método para ensinar novos idiomas aos seus funcionários. Nos EUA, por exemplo, 54% das organizações, consideram essa opção; na Alemanha, esse número é de 22%, na França de 48% e no Brasil 10% das companhias já conhecem seu método intuitivo de ensino de idiomas. A pesquisa concluiu que a maioria das empresas alemãs e chinesas baseiam suas contratações nas aptidões linguísticas dos candidatos, dando preferência aos bilíngues ou poliglotas; enquanto o Reino Unido, a França e os EUA dão menos importância para este talento.  
  Para Milton Isidro, diretor geral da Rosetta Stone Brasil, aprender novos idiomas é uma necessidade e quem não tiver esta competência em seu currículo poderá perder boas chances, reduzindo sua empregabilidade. “Os efeitos mais comuns da falta de proficiência dos colaboradores nas empresas são menor produtividade e maior demora em responder às dúvidas dos clientes, gerando perdas financeiras, aumento na rotatividade dos funcionários e, consequentemente, prejuízos para o contratante”, afirma.  

 


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