23/06/2022 às 12h36min - Atualizada em 24/06/2022 às 00h03min

Smart Cities: especialista aponta inovações que podem transformar cenários até 2030

“Pensar em soluções tecnológicas que consigam integrar espaços e funcionalidades diversas é o futuro das grandes e pequenas cidades”, revela Pedro Curcio Junior

SALA DA NOTÍCIA Redação

De acordo com o “Ranking Connected Smart Cities 2021'', estudo que aponta as cidades mais conectadas do Brasil, São Paulo ocupa o primeiro lugar, seguido por Florianópolis e Curitiba, respectivamente. Trata-se de uma iniciativa que, há sete anos, analisa todas as cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes, em 11 eixos temáticos que compõem as verticais de um planejamento municipal. Em 2021 foram analisados 677 municípios, com mais de 50 mil habitantes, quatro a mais do que na edição passada.

O conceito de “Smart Cities” é baseado em nove pilares estabelecidos pelo IESE Business School, da Espanha. São eles: capital humano, coesão social, economia, governança, meio ambiente, mobilidade e transporte, planejamento urbano, conexões internacionais e tecnologia.

Em decorrência do aumento exponencial de pessoas que vivem em áreas urbanas, as gestões atuais enfrentam o desafio de buscar alternativas inteligentes para melhorar a qualidade de vida e a convivência dentro das cidades, levando em conta questões cotidianas dos cidadãos.

De acordo com Pedro Curcio Junior, especialista em Smart Cities, em meio a essa demanda por inovação, a expansão das cidades inteligentes acaba sendo impulsionada. “Pensar em soluções tecnológicas que consigam integrar espaços e   funcionalidades diversas é o futuro das grandes e pequenas cidades. Quando falamos em inovação, é importante conseguir enxergar além e algumas novidades, já existentes no mercado, são apenas o início de uma transformação geral que está por vir”, destaca o empresário.

Drone delivery

Entre as inovações que chegam com a proposta de se tornarem cada vez mais frequentes e transformadoras na sociedade está o delivery via drone. A empresa brasileira Speedbird Aero obteve autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em agosto de 2020, para a operação experimental do serviço, em parceria com um aplicativo de entrega de comidas. Desde então, com a aprovação de solicitações de voo pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), da Força Aérea Brasileira, a companhia já testou a tecnologia em 8 estados e se prepara, em 2022, para a operação comercial efetiva.

“O governante e/ou sociedade que não compreender que as tecnologias voltadas para Smart Cities - como o drone e tudo o que envolve a sua regulamentação - são obrigatórias no “road map do futuro” de qualquer planejamento, tende a se tornar ultrapassado. Logo, é essencial sempre buscar formas de inovar nos grandes centros a fim de otimizar tempo e processos, resultando em benefícios diretos e indiretos para a população”, explica Curcio.

Sensor de Pedras e Encostas

Alguns dos mecanismos das Smart Cities interferem diretamente na integridade da população. À exemplo dessa finalidade, existem os sensores de telemetria que, ao detectarem movimentações de risco, comunicam às autoridades locais para que possam tomar as medidas cabíveis de proteção aos cidadãos.

“Um dos aparelhos é o Sensor de Movimentação de Pedras e Encostas que, ao ser instalado em áreas com risco de desabamento, identifica qualquer alteração ou inclinação e comunica a Defesa Civil do município. A implementação desse aparelho já auxiliou na evacuação de áreas de risco em Petrópolis, durante a onda de enchentes e de forma real salvou vidas”, relata o especialista.

Bueiro inteligente

O outro mecanismo, também baseado na tecnologia de telemetria, usa a tecnologia da internet das coisas (IoT) para monitorar as condições dos bueiros, possibilitando agir preventivamente na limpeza antes das chuvas. “O equipamento consiste em um filtro, com um cesto acoplado e encaixado no bueiro, que conta com um sensor volumétrico. Quando o cesto atinge 70% da capacidade, o sensor emite o alerta para as equipes de limpeza, onde caberá ao poder público efetuar a limpeza ou por critério de tempo isolar a área”, explica Curcio.

Baú Tech

Além da telemetria, o “baú de moto inteligente” possui display externo. Ele é refrigerado para cargas especiais e conta com raios UV para sanitização contra vírus e bactérias. “Com ele é possível saber onde a moto está, a temperatura interna do baú e ainda conta com destravamento geolocalizado, que só libera a entrega no local especificado, pode ser inclusive um grande a segurança do cidadão pois pode servir como um sistema de checagem real tanto para inodoro público quanto para os aplicativos de entrega, pois pode no seu cadastro cruzar a telemetria do baú com a moto do condutor garantido que o portador em questão é realmente um portador e não um meliante travestido de portador a fim de cometer assaltos contra os munícipes ”, afirma o especialista em Smart Cities.

Essas e outras inovações são algumas das principais tecnologias que já estão à serviço da população e que tendem a se multiplicar cada vez mais a fim de tornarem-se a materialização do que atende às principais demandas do futuro, tratando o tempo do ser humano como prioridade e fornecendo ferramentas para que atividades rotineiras se tornem mais viáveis. “Até 2030 essas e outras soluções tendem a ser comuns a ponto de não serem mais uma novidade na rotina da população e sim algo, até mesmo, esperado. Principalmente nos grandes centros urbanos.”


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