19/06/2015 às 16h07min - Atualizada em 19/06/2015 às 16h07min

Palestra promovida pela Fepasc e Sest Senat abre ciclo sobre compliance

Especialista destacou aos gestores do transporte que as empresas devem adotar diretrizes claras e promover aderência total aos quesitos da Lei Anticorrupção

NCA Comunicação
Zinho Gomes

Gestores de empresas ligados à FEPASC - Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Paraná e Santa Catarina estiveram, na manhã desta quinta-feira, na sede do Sest Senat Unidade de Curitiba, para uma palestra ministrada por Marcos Turbay, consultor da EY - Ernest & Young. Com o tema "Os efeitos práticos da Operação Lava Jato e da Lei Anticorrupção no ambiente de negócios", a apresentação foi a primeira de um ciclo de palestras sobre compliance que a coordenação da FEPASC e do Sest Senat pretende promover este ano. 

Os desdobramentos da Operação Lava Jato e o primeiro processo instaurado contra uma empresa, tendo como base a Lei 12.846/2013 - também conhecida como Lei Anticorrupção Empresarial -, refletem diretamente no cenário corporativo e criam um novo ambiente de negócios. Este panorama foi apresentado pelo consultor da EY como um divisor de águas para empresas, que precisam focar sua gestão em um conjunto de práticas para reduzir riscos. 

"Estamos em um processo de transição do velho para o novo ambiente de negócios e, para as empresas é essencial aperfeiçoar e tornar mais segura a tomada de decisões e de processos empresariais", pontuou Turbay. Segundo ele, velhas práticas adotadas para resolução de problemas, que geravam condições favoráveis à corrupção, devem ser combatidas de forma integrada devido às graves consequências que podem trazer para as empresas. 

O consultor, com 25 anos de atuação na gestão de crise, esclareceu que dentre as principais penalidades previstas na Lei Anticorrupção, estão a aplicação de multas de até 20% do faturamento de empresas envolvidas em ilícitos, obrigação da reparação integral do dano causado e o impedimento de negociar com entidades públicas. 

Turbay recomendou esforço real e integrado das empresas para aderência às regras do novo ambiente de negócios e enfatizou que "o tom das mudanças deve vir da alta administração e ser claramente comunicado a todos". Sugeriu ainda que as empresas adotem diretrizes claras e aderência total aos quesitos da Lei Anticorrupção e Decreto 8.420/15. Destacou que devem incentivar a adoção de programas de integridade, de educação do público interno e externo, compliance fortalecido e verdadeiramente patrocinado pela alta diretoria da companhia, mecanismos anticorrupção (preventivo/reativo), revigoramento das políticas, processos e controles com foco anticorrupção, além de contínuo monitoramento dos processos críticos. 

O presidente da Fepasc e do Conselho Regional do Sest Senat/Paraná, Felipe Gulin, afirmou que a palestra de Turbay, além de trazer reflexões e questionamentos aos participantes, enriquece a proposta da Federação de disseminar o conceito de integridade e ética corporativas. "Como entidade representativa de um setor que emprega 65 mil trabalhadores, a Fepasc assume esse compromisso de apresentar aos seus associados, temas relevantes, que contribuam não apenas para o aperfeiçoamento da gestão interna, mas que beneficie a sociedade como um todo", afirmou.

 


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