11/06/2015 às 23h55min - Atualizada em 11/06/2015 às 23h55min

Seis opções para financiar a compra da casa própria depois das mudanças da Caixa

Diante das alterações realizadas pela Caixa para a contratação de financiamento imobiliário, a compra do imóvel ficou mais complicada para aqueles que pretendem adquirir uma moradia. A AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências acaba de listar seis alternativas para o futuro mutuário tentar driblar a alta dos juros e conseguir juntar dinheiro para dar uma boa entrada na propriedade.

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O sonho da casa própria para muitos dos brasileiros ficou mais distante. Isso se deve às mudanças feitas recentemente, pela Caixa Econômica Federal, que aumentou os juros, entre 8,80% e 9,45%, e reduziu o percentual máximo para financiar imóvel pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de 80% para 50%, e pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), de 70% para 40%. Outra mudança foi à diminuição do valor máximo para financiar imóvel com recursos do FGTS dentro do programa Pró-Cotista (destinado a quem ganha acima de R$ 5 mil), que caiu de R$ 750 mil para R$ 400 mil. 

Como opção para aqueles que pretendem contratar o crédito habitacional, a AMSPA elaborou um guia com seis sugestões para o consumidor fazer um fundo de reserva com o objetivo de dar uma boa entrada ao fechar o negócio, como também tentar escapar do aumento de juros. Confira a seguir:

 

1) Consórcio: A modalidade é uma das opções para financiar a casa própria. As vantagens dessa alternativa de empréstimo são: os juros baixos; a possibilidade de usar o FGTS para dar lances e receber a carta de crédito rapidamente; o prazo para a liberação, que varia entre 60 a 180 meses, é menor se comparado a outros financiamentos que chegam a 35 anos.

 

No entanto, quem escolher essa opção não pode ter pressa para mudar, pois tanto pode ser o primeiro a ser contemplado como o último. As taxas de administração, adesão e os seguros, que podem comprometer até 20% as prestações, são outro problema. Além disso, corre-se o risco de o valor não ser suficiente para aquisição do bem pretendido, quando da liberação da carta de crédito.

 

2) Financiamento direto com a construtora: Essa alternativa de crédito é indicada  para quem quer adquirir o bem no valor acima de R$ 500 mil e pretende quitar as parcelas em pouco tempo. A vantagem dessa escolha é dar uma entrada menor do que no empréstimo com banco e ter a facilidade de negociação com o incorporador. Também inclui a menor rigidez para conseguir a concessão do financiamento e, no caso da impossibilidade de cumprir o contrato, há a alternativa de se fazer um acordo.

 

O problema dessa escolha está, mais uma vez, na cobrança dos juros, de 12% ao ano mais o IGPM - Índice Geral de Preços-Mercado, após receber as chaves, que leva ao aumento considerável do preço final. Por isso, é aconselhável quitar em torno de 30% o valor do imóvel na entrega das chaves. Se puder pagar tudo é melhor ainda.

 

3) Cotação em bancos privados: A possibilidade de financiar o imóvel com instituições privadas pode ser uma boa alternativa, pois o valor de entrada é menor do que tomar empréstimo com a Caixa. Além disso, o consumidor, que tem um bom relacionamento com o banco e até mesmo recebe seu salário pela instituição, pode conseguir juros menores. Mas atenção! Financiar com o banco que você tem conta não significa que a taxa de juros será menor do que com o banco estatal.

 

Mas antes de fazer a escolha, é indicado pedir para todas as financeiras, além da qual você possui conta, o CET – Custo Efetivo Total que vai mostrar todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação. Com isso, você poderá comparar qual instituição oferece a melhor proposta para tomar empréstimo.

 

4) Fundo de reserva: Junte dinheiro para dar uma boa entrada, com o uso do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e o dinheiro guardado na poupança ou em outras aplicações. Nessa etapa também é importante que o futuro mutuário reúna a família, reveja seu orçamento e estabeleça um percentual do  rendimento que vai poupar todo mês.

 

Além de dar um sinal considerável para a compra do bem, o dinheiro guardado será fundamental para o consumidor ter maior poder de barganha para fechar um contrato mais vantajoso. Entre as vantagens estão: ter um bom desconto no preço do imóvel, pois as construtoras estão querendo desovar suas unidades em estoque, e negociar melhores taxas de juros.

 

5) Composição de renda: A junção de rendas entre marido e esposa, ou outra pessoa com quem tenha um bom vínculo, é uma boa alternativa para usar o FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço dos participantes e dar uma boa entrada na aquisição do imóvel.

 

No entanto, é preciso ficar atento quanto à taxa de juros, pois o percentual cobrado será baseado sobre a maior renda de quem faz parte da composição do financiamento. Outro cuidado é negociar com a pessoa, que vai compor a renda, se vai arcar também com as parcelas do financiamento e não apenas servir para comprovar o rendimento.

 

6) Minha Casa, Minha Vida: O programa habitacional popular do governo é mais uma opção para aqueles que pretendem adquirir uma moradia. O benefício dessa modalidade são as taxas de juros menores, que vão de 5% a 7,16%, e dar uma entrada a partir de 10%. Para conseguir o empréstimo, o futuro mutuário deve ter renda entre R$ 1.600 a R$ 5 mil e adquirir imóvel com o teto máximo de R$ 190 mil.

 

Diante de uma economia cheia de incertezas, é válido escolher uma propriedade menor que caiba no seu bolso e depois, quando a renda da família estiver melhor, aí sim, o adquirente comprar a casa própria desejada. 

 

Para Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA, “nesse momento, de cenário econômico ruim, é mais do que fundamental ao futuro comprador ter precaução. É aconselhável reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis para saber se realmente pode assumir o compromisso de longo prazo com as prestações da moradia. Mas, se o consumidor constatar que as parcelas do financiamento vão comprometer mais do que 30% do orçamento familiar e perceber ainda que não tem estabilidade no emprego, recomendo aguardar um momento melhor para realizar o sonho da casa própria”, aconselha. 

SERVIÇO

Os mutuários que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé), (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos).

Endereços e mais informações no sitewww.amspa.org.br.

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AMSPA (www.amspa.org.br)Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências

 

Pioneira na proteção dos direitos dos donos de imóveis, a AMSPA foi criada em julho de 1991, pelo mutuário João Bosco Brito, com objetivo defender os mutuários contra os abusos de construtoras, cooperativas e instituições financeiras em assuntos relacionados à aquisição da casa própria. 

A Associação dos Mutuários atende 21 mil associados na região de São Paulo e adjacências, proprietários com os mais variados tipos de financiamento habitacional, entre eles: SFI – Sistema Financeiro Imobiliário; SFH – Sistema Financeiro da Habitação; COHAB – Companhia Metropolitana de Habitação; CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano; PAR – Programa de Habitação Popular; além de contratos diretos com construtoras; cooperativas habitacionais e Carteira Hipotecária.

 

Presidida por Marco Aurélio Luz, a AMSPA possui uma sede, localizada em São Paulo, na praça Dr. João Mendes e mais quatro subsedes, uma no bairro do Tatuapé e outra em Pinheiros, na Capital paulista, as outras duas situadas em Santos e Campinas. Com mais de 20 anos de atividades, a AMSPA já solucionou mais de 13 mil casos judiciais ou extrajudiciais. Desses, cerca de 85% dos processos tiveram causa ganha já na 1ª instância.

 

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Junho/2015 - Jornalista responsável: Márcia Brandão (MTB 59.938)


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