08/06/2015 às 22h08min - Atualizada em 08/06/2015 às 22h08min

Falta de atenção, um dos males da tecnologia

Especialista em Medicina Preventiva pode orientar sobre como nosso organismo pode melhor se adaptar aos novos tempos

Ana Lima Comunicação

Um estudo da Microsoft demonstrou recentemente como a tecnologia moderna está impactando na capacidade de atenção (foco) das pessoas. O médico Fábio Cardoso, especialista em Medicina Preventiva, no entanto, afirma que é possível conviver com as transformações típicas de uma era digital adotando medidas saudáveis na nossa rotina.

 

 Conforme Dr. Fábio Cardoso explica, é possível trabalhar nosso cérebro de forma que ele possa para acompanhar melhor as acelerações provocadas pelas mudanças tecnológicas. Na execução das tarefas de rotina, qual a forma mais saudável do nosso organismo acompanhar a evolução das novas técnicas? Hás vantagens e desvantagens que a aceleração dos tempos provoca no corpo e na mente humana, assegura.

 “A Medicina Preventiva pode explicar quais as mudanças o organismo enfrenta nesse tempo acelerado de multi-tarefas, comandado pelo digital. Também pode ajudar a entender de forma específica as adaptações que o cérebro (e o corpo como um todo, além da mente) opera para se adaptar às novas rotinas comandadas pela tecnologia”, diz ele.

 Além disso, o especialista orienta como, na nossa rotina diária, podemos implantar hábitos para convivermos melhor com essas mudanças, a exemplo de exercícios e posturas (tanto físicas quanto comportamentais), além de alimentação adequada e controle da mente.

 Sobre a pesquisa

 A pesquisa detectou que há três tipos de atenção humana: sustentada (foco prolongado); mantendo foco seletivo apesar das distrações; alternada (deslocando a atenção entre estímulos ou tarefas).

 Realizado com 200 pessoas e com a realização de exames a 112 voluntários, a pesquisa consistiu em fazer perguntas e solicitar respostas às pessoas que estavam jogando jogos projetados para medir o tempo de atenção. Os níveis de respostas foram agrupados em três categorias: alta, média e baixa capacidade de atenção.

 Os exames foram administrados enquanto os voluntários assistiam a diferentes tipos de mídia e estavam envolvidos em várias atividades, um parâmetro para se diagnosticar quando  a atenção vagava de um assunto ou tarefa  para outro/a.

 Os pesquisadores descobriram que a concentração média para os entrevistados e voluntários foi de apenas oito segundos, abaixo de doze segundos em relação ao detectado há quase 15 anos atrás, quando o mesmo teste foi realizado (1999-2000).

 Um dado positivo detectado pelos pesquisadores foi que o uso de dispositivos digitais causou uma melhoria nas habilidades de multitarefa. Por outro lado, os voluntários que usaram seus dispositivos digitais tendem a ter mais problemas com foco em situações onde essa condição era necessária para o exercício da função.

 Eles também notaram que usuários que usaram dispositivos digitais com alta frequência têm aprendido ao longo do tempo a focar sua atenção, permitindo que grandes quantidades de informação possam fluir e ser processadas antes da mudança de foco para outra questão ou atividade, resultando em um aumento de “rajadas” de alta atenção. Isso significa que estes usuários são eficientes para determinar quais informações desejam focar ou ignorar – para os pesquisadores, trata-se de algo preocupante, já que, se algo simplesmente não os interessa, eles não irão focar atenção.

 Por outro lado, os pesquisadores também descobriram que os usuários que tendem a utilizar várias telas (como usar seus telefones enquanto assistem TV na outra tela) tendem a ter dificuldade com filtragem da informação que está por vir por meio de qualquer um dos seus dispositivos.

 Uma das conclusões mais importantes sugere que nossos cérebros estão se adaptando à nova tecnologia. Se por um lado ele se desenvolve conforme a demanda do novo tempo, o fato de estarmos nos tornando cada vez mais seletivos – só prestamos atenção naquilo que nos interessa, e não obrigatoriamente naquilo que devemos – pode ser um efeito colateral perigoso, e ainda pouco compreendido.

 

Mais Sobre o Dr Fábio Cardoso

CRM-SC 11796

Médico especialista em medicina Preventiva, Longevidade e Anti-Envelhecimento,

 Pós-graduado em Medicina do Esporte,

Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte

Membro do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM)

Membro do Comitê de Esportes de Combate do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM)

Membro do Comitê de Esportes de Endurance do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM)

Membro da National Athletics Training Association (NATA).

Membro da American Association of Professional Ringside Physicians (AAPRP)

Membro da Associação Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento.

Membro da Brazil-American Academy for Integrative & Regenerative Medicine

Médico vinculado à equipe de MMA - RFT Fight Company, com atletas em vários e eventos ( UFC, BELLATOR, JungleFight, Nitrix, Sparta, entre outros).

Médico vinculado à empresa PrimeFigthers, de gerenciamento de carreira de atletas de MMA.

Médico vinculado à equipe de luta  Nova União - Blumenau - SC.

Médico vinculado à ABTRI ( Associação Blumenauense de Triatletas)

Médico, especialista em Medicina Preventiva, Longevidade e Anti-Envelhecimento, mestre em Medicina do Esporte, ele ensina hábitos para sermos mais jovens cronologicamente. Entre os temas de suas palestras estão “Idade Cronológica x Idade Biológica”, “Controle de Hormônios”, “Como substituir certos alimentos nocivos à saúde”, “Hábitos saudáveis”, entre outros.

Fábio Cardoso tornou-se também uma referência no Brasil por sua atuação no tema Medicina Funcional. Seu trabalho tem hoje o reconhecimento de profissionais da saúde. É membro da Brazil-American Academy for Integrative & Regenerative Medicine, da Associação Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento e do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

É uma das importantes fontes da imprensa nacional quando o assunto é medicina preventiva e alimentação saudável. Tornou-se conhecido na mídia por conta de inúmeras reportagens e entrevistas veiculadas em rádios, emissoras de TV, sites, jornais e revistas.

Site: http://www.drfabiocardoso.com.br


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