20/05/2022 às 14h46min - Atualizada em 20/05/2022 às 18h10min

Natália Xavier lança segundo single com a palavra-poesia como guiança

“Não Morra de Sede, Meu Amor” conecta artista com suas raízes

SALA DA NOTÍCIA Nathália Pandeló Corrêa
Duda Portella

Paulistana de ascendência nordestina, Natália Xavier faz uma MPB contemporânea cheia de referências teatrais e poéticas em diálogo com sua ancestralidade no álbum de estreia “eu também sou teus rios”. A artista traz coco de roda, maracatu, baião, afoxé em uma mistura única que ganha novos contornos em seu single “não morra de sede, meu amor”. As águas metafóricas que guiam o caminho no disco surgem como acalento e busca por sentidos em uma parceria com o músico Eder Sandoli, guitarrista conhecido por colaborar com nomes como Itamar Assumpção e Tom Zé.

Ouça “não morra de sede, meu amor”: https://tratore.ffm.to/naomorradesedemeuamor

Vinda da poesia e do teatro narrativo, a criação musical de Natália é imensamente guiada pela palavra e por seu potencial imagético. Em “não morra de sede, meu amor”, a artista, com uma precisão firme e ao mesmo tempo poética, escancara a secura de um sistema e de um modo de existir falidos e, nos convida à construção de novos imaginários. “Talvez um imaginário mais úmido em que a vida prevaleça e nossa potência vital não escorra por aí”, resume ela. Tudo isso por meio de perguntas: ‘Por onde verteu tuas águas nos últimos séculos? O tempo se esgotou meu amor e você por onde verteu? Por onde bebeu do velho algoz até fazer dele teu rei? Tua pressa não te salvou meu amor e você, por onde se perdeu?’

Mas é através da canção, do belo encontro de Natália com o músico Eder Sandoli, que a força do verbo revela toda sua potência. Tendo como ponto de partida o coco de roda, já que a artista faz questão de resgatar sua ancestralidade nordestina, o arranjo ganha uma roupagem moderna ao estilo de Alceu Valença, Lenine e Zeca Baleiro. A música começa com um solo de pandeiro e em seguida entra a guitarra, com sua natureza quente e cortante, quase como uma segunda personagem em diálogo com a voz da cantora. 

Multiartista nascida em 1991 em São Paulo, Natália Xavier é raiz-nordeste. O pai, baiano. A mãe, pernambucana: “o que pulsa no sangue é importante”, ela diz. Artista visual, mestranda em Artes pela Unicamp, atriz, cantora, escritora e astróloga tradicional, agora gesta suas próprias composições para lançar em breve seu primeiro álbum autoral “eu também sou teus rios”. Este também é o título do primeiro single já revelado, uma poesia-manifesto em torno da simbologia das águas e também um convite à vulnerabilidade como potência. Parida a partir do ritmo do coco de roda, a faixa contou com a participação criativa do percussionista Rogério Nascimento, do pianista Claudio Tegg e do violonista Marcelo Lemos.

Agora, Natália Xavier busca novas paragens, rumos e nascentes. “não morra de sede, meu amor” está disponível nas principais plataformas.

 

Ficha técnica

composição: Natália Xavier e Eder Sandoli

intérprete: Natália Xavier

guitarra, violão e baixo: Eder Sandoli

Teclados: Claudio Tegg

Percussão: Rogério Nascimento

Mix: Douglas Pardini

Master: Julio Soares

Produção musical: Eder Sandoli

Produção executiva:  Desalinho Produções

Fotos: Duda Portella

Distribuidora: Tratore

Assessoria de imprensa: Build Up Media

 

Letra

 

Importante é

revisitar os trajetos

Rascunhar a todo instante

um percurso em que as pragas

(aquelas de dentro da tua cabeça)

não te alcancem

 

Rememorar

cada detalhe das vezes

em que quase morremos de sede – de sede

As obrigações, instituições

fálicas (falidas)

violentando toda ternura

rasgando o peito ao meio

alargando a fissura

 

Por onde verteu tuas águas nos últimos séculos?

O tempo se esgotou, meu amor

E você, por onde verteu?

 

Por onde bebeu do velho algoz até fazer dele teu rei?

Tua pressa não te salvou meu amor

E você, por onde se perdeu?

 

Acompanhe Natália Xavier:

https://www.instagram.com/natalia.xxavier/ 


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