02/06/2015 às 14h40min - Atualizada em 02/06/2015 às 15h30min

Como evitar e se proteger dos morcegos que estão invadindo as grandes cidades

Ex Libris Comunicação Integrada

O Brasil tem mais de 160 espécies de morcegos. Mas tem uma boa parte que não vive apenas no meio rural ou nas florestas. Mais de 40 espécies podem ser encontradas nas grandes cidades do país, por terem seus habitats naturais destruídos justamente por causa da grande expansão urbana. Na falta de ocos de árvores e cavernas, muitos morcegos buscam refúgio em lugares como vãos de dilatação entre prédios, porões, forros de telhados, pisos falsos, chaminés e até churrasqueiras, entre outros esconderijos aparentemente improváveis.

Mas, apesar do medo que eles provocam em muitas pessoas, o biólogo Eliézer José Marques, presidente do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), afirma que os morcegos oferecem pouco risco à saúde pública e que eles têm um papel de grande importância na natureza. “Eles são excelentes controladores de insetos como baratas, cupins, traças e mosquitos, já que se alimentam deles, e também são ótimos polinizadores, pois enquanto voam, despejam sementes dos frutos de árvores que consomem”, conta o biólogo.

Ele também afirma que morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) são bem mais difíceis de serem encontrados em áreas urbanas. “Embora haja registro deles em praticamente quase todas as cidades, uma única espécie é conhecida, o Desmodus rotundos”, esclarece. No entanto, são necessários alguns cuidados para evitar o contágio de doenças que podem ser transmitidas pelos morcegos em geral, como a raiva e a histoplasmose. “Basta evitar o contato com as mãos e também fazer a remoção das fezes e urina do animal utilizando água sanitária”, orienta o presidente do CRBio-01.

Para tentar impedir a visita indesejada de morcegos, Marques recomenda o uso de telas ou de vedações apropriadas nos possíveis locais onde os morcegos podem se alojar, como os já citados anteriormente. Mas, caso eles surjam, não tente capturá-lo. O animal também não pode ser morto. “Afinal, eles são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais”, alerta o biólogo. O ideal é acionar as autoridades sanitárias.    


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