18/05/2022 às 16h46min - Atualizada em 18/05/2022 às 17h46min

Turismo segue tímido, mas já movimenta viagens nacionais e internacionais

Especialista fala sobre retomada do turismo e desafios a serem enfrentados

SALA DA NOTÍCIA Assessoria de Imprensa
Por Alan Guizi*

São Paulo, 18 de maio de 2022 – As recentes quedas nos números de contágios e mortes relacionadas à COVID-19 trouxeram consigo medidas de relaxamento dos cuidados adotados desde o início da pandemia. Como efeito, as pessoas têm voltado a procurar por viagens e, com isso, o turismo tem apresentado retorno consistente.

Nesse sentido, já se observa o interesse e melhores condições para viagens internacionais, do ponto de vista epidemiológico, em especial para destinos como Caribe (Cancun e Punta Cana) e Estados Unidos (Orlando), esse último já registrando uma longa fila de espera em consulados para obtenção do visto. Há também expectativa de crescimento de demanda para a aviação civil, em especial com o retorno de companhias aéreas internacionais ao Brasil.

Em contrapartida, o lado financeiro tem levado muitas pessoas e famílias a optarem por viagens domésticas, o que é sempre uma boa notícia para o mercado interno, sobretudo para os trabalhadores desse setor, que tanto sofreram ao longo da pandemia e agora buscam recuperar não só o tempo perdido, como o dinheiro também. Assim, como especialista em Turismo, minha análise é que para as férias de julho as famílias ainda prefiram viagens domésticas, destacando-se os destinos do nordeste, em especial nos estados de Alagoas e Pernambuco.

Não apenas direcionado ao lazer, o turismo corporativo também voltou a acontecer, apoiado sobre o próprio retorno presencial das atividades laborais, dos compromissos de visitação a clientes e parceiros e do retorno dos eventos corporativos em diversas cidades do Brasil, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Este mercado já apresenta faturamento semelhante ao de março de 2019, ano anterior à pandemia, quando as atividades ainda seguiam seu curso normal, segundo dados da Abracorp (Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas).

No entanto, o turismo é uma atividade bastante sensível a qualquer alteração de cenário, como observamos ao longo da pandemia. Apesar de já termos um reaquecimento consistente do turismo para o ano de 2022, o setor experimentará um retorno gradual e talvez não tão rápido quanto se apostava nesse ano. Observa-se, nesse contexto, algumas indicações de que o turismo global deva alcançar os níveis pré-pandemia no início de 2023.

Olhando diretamente para o mercado de viagens e turismo brasileiro, mercadorias como o petróleo impactam negativamente nos preços das passagens aéreas, assim como a subida dos preços de insumos para a produção alimentícia como o trigo, também influenciaram nos custos de restaurantes e da própria hotelaria, resultado, entre outros fatores, dos conflitos que envolvem Rússia e Ucrânia, que estão entre os maiores produtores das mercadorias citadas.

Soma-se a isso as incertezas que ainda pairam por conta da pandemia da COVID-19, que ainda fazem com que investidores externos priorizem o envio de dinheiro para países com economias mais sólidas e organizadas, , o que se torna um dos aspectos de influência na cotação do dólar no Brasil. Além disso, o Brasil passa ainda por um ano decisivo em relação ao futuro do País, visto que teremos eleições presidenciais em outubro e, assim como nos pleitos anteriores, a campanha eleitoral segue polarizada entre esquerda e direita.

Obviamente o turismo sente os efeitos dessas incertezas, mas ainda assim é esperado um reaquecimento gradual num futuro próximo, sendo um alento para o segmento.

Alan Guizi é especialista e docente do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi. 

Sobre a Universidade Anhembi Morumbi
A Universidade Anhembi Morumbi oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Seus oito campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, Morumbi, Vale do Anhangabaú, São José dos Campos e Piracicaba. 
Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. 
Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em https://portal.anhembi.br/

Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de 'Transformar o Brasil pela Educação', a Ânima Educação é o maior ecossistema de educação de qualidade do país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é formada por uma comunidade de aprendizagem com cerca de 350 mil pessoas, composta por mais de 330 mil estudantes e 18 mil educadores, distribuídos em 18 instituições de ensino superior. Está presente em 12 estados, nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, e em quase 550 polos de ensino digital por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão oito marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2021, a Ânima foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Em 2020, foi reconhecida como uma das cinco Empresas mais Inovadoras do País, na categoria Serviço, de acordo com o Anuário de Inovação do Valor Econômico; e conquistou, em 2019, o prêmio Mulheres na Liderança, na categoria Educação, iniciativa da ONG Women in Leadership in Latin America (WILL). Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

 
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