28/05/2015 às 14h37min - Atualizada em 28/05/2015 às 14h37min

Projeto da terceirização estimula novas cooperativas

Corretores de seguros e locutores se organizam para fugir da informalidade, melhorar a renda e garantir direitos

NQM

As cooperativas podem ser uma resposta eficiente à terceirização de alguns serviços.  A Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo) vem recebendo pedidos de esclarecimento de profissionais que atuam em atividades informais no intuito de organizar cooperativas.

Para o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, com a nova lei da terceirização as cooperativas de trabalho que serão criadas ajudarão na regulamentação das relações trabalhistas. “O cooperativismo pode ajudar a terceirização a ser um instrumento de geração de trabalho e renda, com transparência e respeito aos direitos trabalhistas”, acrescenta Del Grande.

O projeto de terceirização ainda tramita no Senado, mas duas categorias – corretores de seguros e locutores -, de Ribeirão Preto e São Paulo, respectivamente, estão bem adiantadas na organização.

A Cooperativa de Trabalho de Corretores de Seguros (Cooperseg) entrou no mercado em janeiro com 15 cooperados e tem contratos com 17 empresas, entre seguradoras, planos de saúde e administradoras de consórcios.

De acordo com o gerente executivo, Leandro César Pinho, há 18 anos no mercado, esse grupo constituído de profissionais autônomos viu no cooperativismo uma oportunidade de ampliar a sua renda e garantir direitos e benefícios, como INSS e plano de saúde. A opção foi criar uma cooperativa – a primeira na Região Sudeste – que vende por mês R$ 500 mil em produtos.

Segundo o gerente, até o ano passado, o grupo trabalhava individualmente – dois contratos, em média. Cada profissional recebia uma comissão das empresas sobre as vendas realizadas. “Era um trabalho informal e sem perspectiva de crescimento na carreira porque o mercado de seguros é muito organizado e competitivo”, explica Pinho.

Com o empreendimento cooperativo, cada associado obteve um aumento de 15% na sua renda, agregou mais produtos para oferecer aos clientes e se beneficiou de acordos comerciais, como bônus por produtividade.  “A terceirização é uma opção segura para as empresas, desde que as cooperativas trabalhem de forma organizada e transparente”, reforça o dirigente da Cooperseg.

O caminho é este mesmo, afirma o coordenador jurídico da Ocesp, Paulo Vieira. "A cooperativa é uma empresa diferenciada, onde todos os cooperados são donos. Eles não têm salário fixo, recebem pelo trabalho realizado e podem garantir benefícios, que sozinhos não teriam acesso", diz o consultor jurídico.

Locutores unidos

O presidente da Cooperativa dos Locutores do Brasil, Erick Dollar, afirma que o empreendimento tem 26 associados e a previsão é de começar a disputar o mercado no segundo semestre. “Nosso objetivo é ficar independente das agências de publicidade, para melhorar a renda dos profissionais”, salienta Dollar.

Esses profissionais trabalham informalmente em lojas de rua, shopping centers e eventos. Atualmente, eles são contratados por agências de publicidade que, segundo o presidente da cooperativa, ficam com até 60% do valor.

 

Erik Dollar reclama que os locutores têm gastos extras, como transporte e equipamentos, que as agências ignoram. “Trata-se de uma quarteirização selvagem”, diz o presidente da cooperativa.

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