27/05/2015 às 10h43min - Atualizada em 27/05/2015 às 10h43min

No Mesas TI, debate foi acirrado sobre a crise como oportunidade para a TI

Capital Informação

Fornecedores e usuários de TI precisam avançar sua compreensão sobre a tecnologia como aliada direta de negócios competitivos. Este foi o senso comum entre diversos entrevistados do Mesas TI de maio, realizado pelo SEPRORGS na sexta-feira, 22.

Segundo os empresários e gestores de entidades ouvidos, muitas companhias contratantes de serviços de TI ainda enxergam a compra de TI como gasto, além de não colocar o setor como um fator que pode impulsionar o desenvolvimento de seus negócios, mais do que somente reduzir custos operacionais.

Para Marcos Casagrande, diretor Financeiro do SEPRORGS, a TI por si só é estratégica e o desafio atual é lutar contra uma visão tradicional e defasada que o setor é um gasto. “Muitas empresas ainda veem a TI como custo e obrigação. Usam as ferramentas por que sentem que têm de usar. Com isso, muitos empresários acabam nem sequer explorando todas as potencialidades das soluções que possuem, pois não têm uma visão estratégica de como a TIC pode ser aplicada em benefício das diversas áreas de suas corporações. Nossa missão, como fornecedores, é aprender a melhor comunicar aos clientes estes benefícios”, afirmou.

Já Diogo Rossato, vice-diretor Financeiro e diretor de Qualidade do SEPRORGS, acredita que o momento atual do Brasil servirá para ajudar a modificar esta visão.

“A TI sempre foi vista como uma provedora de redução de custos das empresas. O momento agora nos traz mais oportunidade de negócios e precisamos ter mais visão sobre o planejamento das empresas das quais somos prestadores de serviços para mostrar que somos importantes no desenvolvimento delas”, destacou.

O gerente Comecial da Qualitor, empresa patrocinadora do Mesas TI, Eduardo Boff, ajudar os gestores de TI a justificar os investimentos realizados é parte fundamental do trabalho dos fornecedores. “Procuramos sempre realizar uma venda consultiva, auxiliando estratégica, tática e operacionalmente o nosso cliente em busca de um rápido retorno do investimento”, afirmou.

O momento é de busca por adequações em termos de custos. O gerente executivo CSC da Randon e presidente do GUCIO-RS, Carlos Arins do Nascimento, lembra que a TI também traz em sua essência a redução de custos, mas as empresas contratantes não podem esquecer que a sua função é de desenvolvimento.

“Dentro da Randon temos uma metodologia de forma a mostrar qual o resultado que vamos trazer para cada projeto e em quanto tempo. Precisamos equilibrar o momento com a realidade que vivemos”, declarou Nascimento. Na mesma linha, o presidente da Fenainfo, Márcio Girão, vê que a compra de TI sempre foi um investimento. “Principalmente na crise. A TI é uma medida de controle para qualquer empresa que queira crescer organizadamente”, avaliou.

A visão da crise como oportunidade não vale apenas para empresas, mas também para empreendedores, segundo José Renato Hopf, consultor da área e um dos fundadores de companhias como GetNet e Saque Pague, que vê com bons olhos os momentos de instabilidade. “Eu gosto da crise porque ela seleciona as empresas que têm resiliência e preocupação com processos.  São aquelas que sobrevivem”, salientou.

O Mesas TI de maio foi realizado no Hotel Deville na sexta-feira (22). O evento contou com patrocínio das empresas:Gold da Qualitor; Prata da South Tech Telecom; e Bronze da Blue Coat, Inteligência de Negócios, Iway, Dynamica Consultoria, Dysis e TDEC.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »