26/05/2015 às 18h30min - Atualizada em 26/05/2015 às 18h30min

Games são utilizados na educação, na saúde e no mercado corporativo

Segundo especialista, mercado apresenta potencial para o desenvolvimento de games com finalidades que vão além do entretenimento

Anhembi Morumbi

O papel dos games em áreas como educação, saúde e negócios tem crescido nos últimos anos, mas ainda é pequeno e restrito comparado às aplicações diretamente voltadas ao entretenimento. No entanto, apresenta potencial de desenvolvimento, segundo Sérgio Nesteriuk*, professor do curso de Design de Games da Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate.

Considerado um produto cultural e uma forma expressiva de linguagem, o game pode ser inserido em campos como a educação, abordando diversos temas. Neste universo, boa parte do público costuma jogar e os games aparecem como recurso atraente e acessível, complementando outras estratégias didáticas e pedagógicas. “Os games podem ser desenvolvidos para reforçar conteúdos e conceitos, mas também para estimular o desenvolvimento de valores, habilidades e competências, como organização, colaboração, raciocínio lógico e pensamento estratégico”, explica o especialista. O grande desafio - completa o professor - é fazer com que esse jogo seja tão atraente quanto aquele que o aluno joga em seu tempo livre. 

Estudantes do curso de Design de Games desenvolveram no final de 2014 um game educativo que venceu o Concurso de Desenvolvimento de Jogos Digitais da Unicef. O jogo Futebol de Letra, que foi escolhido por alunos de 6 a 8 anos de uma escola de ensino fundamental do município de Castelo do Piauí (PI), tinha como objetivo ajudar crianças em fase de alfabetização a soletrar. Para isso, Brenda Carnevalli, Danilo Sato, Gustavo Gonçalvez, Luan da Silva, Rodrigo Bueno, Stefan Botelho e Vinícius Souza, utilizaram como personagens, animais da fauna brasileira. “A ararinha-azul é o protagonista, com que as crianças jogam. Há também o sapo-cururu, tatu-bola e o pássaro asa-branca. Para iniciar, é preciso coletar frutinhas do juazeiro, a fim de completar um mínimo de pontos necessários para passar para a primeira fase. A partir daí, a criança precisa ler a palavra que aparece na tela e clicar na figura correspondente”, explica Brenda.

Os games também vêm sendo utilizados com frequência no mercado corporativo como ferramenta instrucional. Neste caso, podem ser utilizados para programas de treinamento, reciclagem e aperfeiçoamento ou como simuladores, que trazem inúmeras vantagens – como baixo custo e otimização do trabalho.

Na área da saúde, por sua vez, os games ganham funções ainda mais nobres. Podem ser desenvolvidos com a finalidade de auxiliar crianças com doenças crônicas ou terminais a lidarem psicologicamente com o problema ou ensinar o paciente a administrar o tratamento adequadamente.

*O professor Sérgio Nesteriuk, do curso de Design de Games da Anhembi Morumbi, está disponível para entrevista sobre assuntos relacionados ao tema.

 


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