21/05/2015 às 16h25min - Atualizada em 21/05/2015 às 16h25min

Estudo da Randstad indica queda global de mobilidade de emprego no primeiro trimestre de 2015

A pesquisa aponta que, no período, os profissionais se mostraram mais conservadores na hora de decidir uma mudança no trabalho. Somente 22% no mundo optaram por um novo desafio na carreira

Marília Galego Pontes

A multinacional holandesa de RH, a Randstad, divulgou uma pesquisa realizada pela companhia, cujo resultado aponta que os profissionais em todo mundo estão tendo mais cautela na hora de optar por uma mudança de cargo ou empresa. Em uma tendência de queda, os números apresentados pela pesquisa mostram que apenas 22% dos entrevistados, entre os mais de 13.600 profissionais participantes, em 34 países, mudaram de emprego no primeiro trimestre de 2015. Esse total caiu dois pontos percentuais com relação às duas últimas sondagens, realizadas no segundo semestre de 2014. Curiosamente, o quarto trimestre do ano passado foi o período que apresentou o maior nível de mobilidade desde 2010, com 24%.

Os brasileiros mantiveram o perfil conservador nesta questão, uma vez que 72% dos profissionais não realizaram mudanças na área profissional, o que inclui desde a troca de um empregador até a migração de cargos na mesma empresa. Segundo a pesquisa, 14% assumiram dentro de uma nova companhia posições parecidas às que desenvolviam anteriormente, 7% encararam novas atribuições em outras organizações e 7% mudaram apenas de função.

O principado de Luxemburgo e Portugal foram os lugares que  apresentaram menor índice de mobilidade com, respectivamente, 95% e 88% dos respondentes sem nenhuma mudança no emprego. A Índia, por outro lado, foi o país onde menos profissionais, 48%, se mantiveram no mesmo cargo e empresa, seguida da Malásia, com 51%.   

Quando a pesquisa perguntou aos entrevistados até que ponto estão atualmente à procura de outro emprego,  6% dos brasileiros responderam estão ativamente em busca de uma nova oportunidade na carreira,12% disseram que estão especificamente se orientando no contexto, 13% está sondando o mercado, 32% não está procurando, mas se surgisse algo, estaria aberto para a oportunidade e 37% não está ativamente procurando outro trabalho.

O apetite para trocar de emprego (entre os que procuram ativamente) é mais elevado na Suécia (25%) e na Índia (15%). Malásia (9%), Suíça (7%) e Reino Unido (8%) mostram um ligeiro aumento na busca por uma nova colocação em relação ao último trimestre.


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