16/05/2015 às 00h13min - Atualizada em 16/05/2015 às 00h13min

“Viva e Deixe Viver” apresenta Balanço 2014

Perto de 70 mil crianças e adolescentes foram atendidos pelos voluntários contadores de histórias da entidade, com atuação em mais de 90 hospitais do país.

Oficina da Palavra

A busca da excelência na capacitação de seus voluntários contadores de histórias e a luta pela humanização da saúde continuaram marcando, em 2014, a atuação da Associação Viva e Deixe Viver. Os resultados obtidos comprovam o sucesso da trajetória de 17 anos, período em que 144.165 crianças e adolescentes foram atendidos.

No ano passado, os 1.067 voluntários da entidade contaram histórias para 69.738 crianças e adolescentes, durante 16.491 visitas em 92 hospitais e casas de apoio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Só no Estado de São Paulo, são 55 hospitais parceiros, que abrem suas portas para que os voluntários continuem levando diversão e alegria.  Foram doadas 39.715 horas nessa atividade cujos impactos se estenderam a 58.839 familiares e 15.588 profissionais da saúde.

“A presença desses voluntários, com seu profissionalismo, tornou-se fundamental dentro do ambiente hospitalar, com participação efetiva na recuperação das crianças”, afirma Valdir Cimino, fundador e presidente da Associação Vive e Deixe Viver. Ele observa que os profissionais da Saúde passam a enxergar o voluntário como parte da equipe, e o contador de histórias torna-se um agente transformador no ambiente hospitalar, promovendo cultura e educação para os pacientes e impactando positivamente o convívio dos familiares com a situação de enfermidade.

Outro aspecto da atuação dos contadores de histórias, segundo Cimino, é o de possibilitar que a medicina seja mais humanizada em seus diferentes níveis, desde o acolhimento do paciente até a valorização e participação do profissional da Saúde.

Em 2014, o Curso de Contação de Histórias e Brincar na Saúde e Educação, desenvolvido em 13 módulos, teve participação média de 100 pessoas em cada palestra, no ano passado. Dos 312 inscritos, 121 concluíram o processo e puderam comemorar na festa de formatura, realizada no Clube Atlético Ypiranga, como nos anos anteriores.

Compartilhando experiências

Na avaliação de Cimino, a opção por priorizar a capacitação contínua dos voluntários mostrou-se acertada e permitiu que a entidade desse um novo passo, em 2014, para compartilhar sua experiência com outros segmentos do Terceiro Setor. Diante da constatação de que o método usado pela entidade pode abranger um público maior do que os seus voluntários, decidiu-se ampliar o desenvolvimento de competências corporativas, atendendo interessados em levar a contação de histórias a pessoas de outras faixas etárias e em outros ambientes.

O trabalho realizado pelas áreas de cursos e consultoria, compartilhando técnicas de contação de história e conhecimentos relacionados à responsabilidade social, merece destaque, de acordo com Cimino. “Por meio desta vocação natural do Viva, temos contribuído para levar profissionalismo a ações antes apenas assistencialistas e promover uma mudança de atitude no mundo corporativo”.

A empresa Mahle Metal Leve, em Jundiaí, recebeu consultoria do Viva, com oito encontros uma vez por mês, com o  objetivo de fomentar a consciência social e ética, oferecendo aos participantes elementos para desenvolver habilidades comportamentais positivas e despertando o espírito criativo e empreendedor.

O Centro de Contação de Histórias, um departamento de oficinas do Viva criado para fomentar pesquisas e estudos e realizar atividades de difusão cultural que contribuam para a sustentabilidade da entidade, disseminando a arte de contar histórias, teve papel forte no crescimento do Viva. O Viva também conta com o Núcleo Ayty, responsável pelo fomento da humanização da comunicação junto a diversos setores da sociedade.

Outra iniciativa, as Domingueiras de História registraram cerca de 20 participantes, entre crianças e adultos. Foram realizados sete eventos, todos gratuitos. Este projeto do Centro de Contação de Histórias, que tem por objetivo estimular a cultura e o hábito da leitura, envolvendo as crianças em um universo que mistura fantasia e realidade, foi um dos vencedores do Prêmio Marketing Best de 2014, criado há doze anos para destacar  empresas, fundações, institutos e associações que tenham desenvolvido ações sociais tanto para o público interno das organizações como para as comunidades com as quais se relacionam

Eventos

As iniciativas ligadas à Humanização da Saúde, que mobilizam o Viva desde a sua fundação, também foram relevantes em 2014. Destaca-se entre elas a realização dos Fóruns de Humanização, em diversas cidades brasileiras, com o objetivo de levantar temas a serem discutidos com mais profundidade no Congresso de Humanização da Saúde em Ação. Em 2014 a atividade aconteceu nas cidades de Jundiaí (SP), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Marília (SP).

Pelo sétimo ano consecutivo, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e a Associação Viva e Deixe Viver, com apoio do Instituto C&A, promoveram o workshop “A Descoberta do Brincar e Contar Histórias na Saúde Mental”. O evento, que teve por objetivo incentivar a prática de atividades lúdicas no tratamento de pacientes com doenças mentais, aconteceu nos dias 30 e 31 de maio, no Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e contou com cerca de 130 participantes. O workshop compreende uma programação com até 14 atividades, entre palestras, minicursos e oficinas. A oitava edição está marcada para os dias 29 e 30 de maio.

A Associação Viva e Deixe Viver ainda participou, nos dias 25 a 31 de agosto, da 23ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, realizando contação de histórias para crianças e adultos, em parceria com a Editora Callis.

Entre outros eventos, o Viva foi o centro do Leilão de Parede, iniciativa anual promovida em parceria com a Galeria Pilar, na qual os quadros pintados pelas crianças são expostos em conjunto com obras de artistas renomados que as doam para ajudar na causa da associação. Essa terceira edição recebeu 20 participantes e reuniu obras dos artistas André Ricardo Ursaia, Antônio Malta, Edith Derdik, Iara Freiberg, Paulo Pasta, Sergio Romagnolo, Tuneu, Guilherme Callegari e Walkiria Barone.

Reconhecimento

Em dezembro de 2014 foi divulgado o resultado da 4ª onda da pesquisa Perfil do Voluntário Viva e Deixe Viver, realizada pela Qualibest, que indicou, mais uma vez, a alta qualificação e dedicação da equipe.

“É importante ressaltar que, nesta trajetória de 17 anos, o Viva conquistou reconhecimento justamente pelo profissionalismo de seus voluntários, já comprovado nas ondas anteriores da pesquisa”, enfatiza Cimino. Ele complementa que os voluntários da entidade são pessoas realizadas profissional e economicamente, que doam seu tempo ao voluntariado quatro vezes mais do que a média brasileira.

O presidente e fundador do Viva ressalta que a atuação uniforme e coerente nas diversas praças em que os contadores de história estão presentes deve-se, em grande parte, aos esforços empreendidos pelas entidades afiliadas. Ele argumenta: “Frequentar um ambiente hospitalar é tarefa que exige muito sacrifício interior, mas que deve ser realizada com alegria e segurança, num eterno exercício de compaixão. E o retorno, mesmo contido no sorriso de uma criança, é imensurável.”  

Para o desenvolvimento de suas atividades, o Viva conta com sete patrocinadores: Mahle Metal Leve, Volvo Car Brasil, Luiza Cred S/A, Pfizer – Sustentabilidade, .... Essas organizações foram responsáveis por mais da metade da receita obtida pela entidade em 2014. Cimino comenta que o aumento dos resultados positivos traz satisfação, mas mostra que a responsabilidade do Viva é diretamente proporcional a este crescimento, por isso é preciso continuar contando com o apoio da sociedade. “Somente unidos é que conseguiremos contribuir para que nossas crianças e adolescentes tenham uma melhor perspectiva de futuro”, ele conclui.

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver - www.vivaedeixeviver.org.br - Fundada em 1997, pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que conta com o apoio de voluntários que se dedicam a contar histórias para crianças e adolescentes hospitalizados, visando transformar a internação hospitalar num momento mais alegre, agradável e terapêutico, além de contribuir para a humanização da saúde, causa da entidade. Hoje, além dos 1.131 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 82 hospitais em todo o Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Mahle Metal Leve, Pfizer, Mattos Filho Veiga Filho Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

 


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