14/05/2015 às 11h17min - Atualizada em 14/05/2015 às 11h17min

Você é um 'buscador de simplicidade' ou um 'purista cultural'?

Novo estudo revela como e por que vamos viajar em 2030

Amadeus

O mundo está mudando e cada vez mais rápido. Na indústria de viagens as necessidades dos usuários variam constantemente e, por isso, as empresas devem estar sempre atualizadas para oferecer o que eles precisam.

Mas como serão os viajantes do futuro, digamos, daqui a 15 anos? Quais serão suas prioridades? O que precisarão com mais urgência? O estudo "Future Traveller Tribes 2030: entendendo o viajante do futuro", encomendado pela Amadeus e realizado pela The Future Foundation, busca revelar como será o cenário considerando o crescimento da população de idosos e maior acesso a viagens internacionais, o que demanda conhecer muito bem os segmentos de viajantes e seus comportamentos.

O primeiro que devemos levar em consideração é que o mundo de 2030 terá algumas diferenças em relação à realidade atual:

- Haverá mais um bilhão de pessoas no mundo, das quais 20% estarão em condições de viajar.

- A África apresentará a maior variação percentual da população antes de 2030 e os viajantes serão originários de uma maior variedade de nações - do total do tráfego aéreo previsto para 2033, calcula-se que apenas 38% serão originários de companhias aéreas europeias e norte-americanas.

- Os mercados de maior crescimento serão Ásia/Pacífico, América Latina e África. A China será a maior economia mundial, superando os Estados Unidos, em 2030.

- O envelhecimento da população será uma característica de muitas nações avançadas em todo o mundo. Em 2030, a média de idade da população mundial aumentará de 29,6 para 33,2 anos.

- Se considerarmos que durante os próximos anos a riqueza vai se expadir e os níveis de educação serão elevados, o mais provável é que os consumidores continuem em busca da excelência, dispostos a investir ainda mais em roupa, cozinha variada e viagens.

- O equilíbrio entre vida e trabalho se tornará mais maleável, fomentando estruturas de trabalho mais flexíveis e adotando mais trabalho autônomo. As viagens de negócios permitirão que os executivos incorporem suas viagens de lazer e as mulheres seguirão aproveitando estas tendências, construindo a carreira em torno da vida familiar.

Com estas tendências em mente, o estudo da Amadeus identifica os seis grupos ou tribos de viajantes que poderemos fazer parte em 2030, segundo os nossos principais interesses na hora de viajar:

Buscadores de capital social: São aqueles que organizarão suas férias quase que exclusivamente pensando no público online, acreditando fortemente nas recomendações dos usuários para validar as suas decisões. Um novo mercado pode se abrir com base nos “Klout-boosting breaks" (férias impulsionadas pela influência de uma pessoa nas mídias sociais, em tradução livre), repletos de momentos conscientemente fáceis de compartilhar por feed.    

• Puristas culturais: São pessoas que verão o planejamento de férias como uma oportunidade de mergulhar em uma cultura exótica, mesmo que de maneira desconfortável, onde o prazer das férias depende da autenticidade da experiência.

• Viajantes éticos: Trata-se daqueles que realizarão seus planos de viagens com base em fatores morais, por exemplo, diminuindo sua emissão de carbono ou melhorando a vida dos outros. Eles muitas vezes vão improvisar ou adicionar algum elemento de voluntariado, desenvolvimento comunitário ou atividade ecosustentável em suas férias.

• Buscadores de simplicidade: São pessoas que preferem pacotes de viagens, evitando gerenciar muitos detalhes da viagem. As férias para esta tribo representam um raro momento na vida para cuidar de si mesmos com garantia de segurança e diversão.

• Viajantes por obrigação: São os viajantes orientados por um propósito específico de viagem, seja a negócios ou lazer, e que, portanto, têm restrições de tempo e orçamento. Eles buscarão tecnologia baseada em algoritmos inteligentes capazes de eliminar qualquer tipo de aborrecimento nas viagens.

• Caçadores de recompensa: São aqueles que estão apenas interessados em viagens recompensadoras. Muitos querem algo que represente uma recompensa extraordinária ou que ofereça uma experiência premium, uma compensação para o alto investimento de tempo e energia em sua vida profissional.

Se observarmos o que aconteceu nos últimos 15 anos, é difícil estimar o crescimento que alcançou a indústria de viagens em termos de inovação, custos e opções para os viajantes. Aguardamos ansiosamente os próximos 15 anos até 2030. Está claro que a transformação será cada vez mais rápida. Com isto em mente, compreender as novas "tribos de viajantes" será fundamental para os nossos fornecedores, compradores e vendedores de viagens nos próximos anos, de modo a garantir que todas as decisões e ofertas relacionadas contribuam e apoiem estes novos consumidores.

Nossa investigação mostra que não apenas o tipo de experiência exigido pelos viajantes de 2030 será diferente de 2015, mas também a forma como os viajantes compram e se envolvem com a indústria está perto de mudar. Ao longo dos próximos 15 anos, nosso desejo de dividir experiências de viagem será intenso e crescerá nossa tendência em compartilhar o que compramos e o que mais nos inspira.

Como consumidores, esperaremos um foco muito maior na experiência e, em segundo lugar, na responsabilidade ética - tanto ambiental, quanto social - para influenciar de modo significativo os comportamentos e as opções de viagens das pessoas mais próximas de nós. Assim será o futuro e, desde já, estamos trabalhando para que a experiência completa de viagem seja cada vez melhor.

*Por Joost Schuring, Vice-Presidente da Amadeus para América Latina & Caribe


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »