24/02/2015 às 15h13min - Atualizada em 24/02/2015 às 15h13min

A crise e o setor de Tecnologia: Análise Invest Tech para 2015

Apesar de todo o cenário de instabilidade e incertezas, setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações) tem boas perspectivas de crescimento desde que ofereça ao mercado alternativas viáveis e criativas para redução de custos e melhoria de eficiência operacional

Sthephanie Thomazini
  • Segmentos do setor de TI como controle, gestão, mobilidade, cobrança e transações correntes estarão em alta
  • A Invest Tech, gestora de fundos de Venture Capital e Private Equity para o mercado de TIC, tem um capital comprometido de R$ 209 milhões para investir em empresas inovadoras com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões no ano.

 

*Por Maurício Lima, sócio fundador da Invest Tech

Cenário macroeconômico: As previsões ao longo de 2014 vêm se confirmando e 2015 já mostra, em seus primeiros dias, que os desafios seguem atrelados ao baixo crescimento, inflação em alta, aumento de tarifas e uma estrutura de governo com gastos administrativos elevadíssimos, com reflexo nas contas do país. Os juros tendem a se manter altos, uma vez que a instabilidade econômica faz com que os bancos fiquem mais retraídos para a liberação de crédito, dificultando a situação das empresas que precisam de recursos para crescer e se manter competitivas. As grandes companhias diminuem a demanda por fornecedores, impactando também o setor de médias e pequenas empresas. Os riscos de uma crise energética e de abastecimento de água são ainda ingredientes adicionais que afetam a percepção do mercado como um todo. Sem ajustes fundamentais pelo governo na condução da política econômica, todos esses fatores tendem a se agravar, tornando cada vez mais complicado para o país avançar em direção a um cenário de maior estabilidade e confiança de longo prazo. A grande incógnita é se o governo será capaz de implementar as mudanças necessárias antes que uma crise de fato se estabeleça.

Como fica o setor de Tecnologia? – Assim como já visto no ano passado, as empresas menos prejudicadas foram as que souberam cortar gastos, controlar os investimentos e usar o momento para melhor se posicionar. Em síntese: as companhias do setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações) precisam estar plenamente cientes de que sua sobrevivência e seu crescimento não virão do impulso do ambiente macroeconômico em 2015.

Mesmo com todos os desafios no contexto da economia, o mercado de TIC ainda possui fôlego para crescer em diversos segmentos como controle, gestão, performance, mobilidade, cobrança, transações correntes, ou seja, justamente aqueles ligados à redução de custos e eficiência operacional. As boas perspectivas para o setor de Tecnologia estão nas empresas que souberem apresentar ao mercado soluções e alternativas viáveis e criativas que auxiliem clientes a cortar custos e a se tornarem mais produtivos. Em momentos de estagnação, em que a maioria das empresas não se preparou para o pior, saem na frente aquelas que conseguirem se posicionar e inovar em ofertas e modelos de negócios criativos e heterodoxos.

Gestão de fundos e investimentos em TIC - Para quem já tiver recursos captados, esse cenário de crise é extremamente promissor. A Invest Tech, gestora de fundos de Venture Capital e Private Equity para o mercado de TIC, tem um capital comprometido de R$ 209 milhões para investir em empresas inovadoras com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões no ano.

O fundo da Invest Tech, chamado de Capital Tech II, prevê investimentos em sistemas de TI que rompam paradigmas, incluindo gestão de mobilidade, infraestrutura, tomadas de decisão, processos de TI, cloud e sistemas embarcados. Há também interesse por soluções da área da Saúde, para monitoramento de pacientes, prontuários, processos e custos, além de modelos de eficiência em Tecnologia Verde, referentes à reciclagem, Smart Grid, otimização da cadeia de recursos naturais, entre outros. De uma forma geral, a busca é por empresas em que a tecnologia da informação possa ser utilizada para alavancar performance e catalisar diferenciais operacionais. Para as futuras investidas, o aporte, que pode chegar a R$ 45 milhões, pode propiciar fusões ou aquisições de empresas concorrentes ou com portfólio complementar, fortalecendo a presença em suas áreas de atuação. 


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