26/10/2021 às 08h49min - Atualizada em 26/10/2021 às 12h18min

Aumenta a busca de instituições financeiras por soluções contra ataques cibernéticos

De janeiro a julho de 2021, o número saltou 24% em comparação com o mesmo período do ano anterior

SALA DA NOTÍCIA Fernanda Valim
Não é de hoje que as instituições financeiras sofrem com inúmeras ameaças de ataques cibernéticos, mas a novidade está na alta demanda do setor por serviços, produtos e tecnologias capazes de barrar possíveis crimes virtuais. De acordo com dados da NSFOCUS, uma das líderes globais em segurança cibernética, o número de empresas do setor financeiro que buscaram soluções contra hackers maliciosos saltou de 18% para 42%, se comparados os primeiros sete meses de 2020 e 2021. A principal motivação de mais da metade dessas companhias é a preocupação em relação ao Open Banking e os riscos que podem surgir com a sua implantação no Brasil. Para André Mello, vice-presidente da NSFOCUS na América Latina, “desde que as instituições financeiras viram, de maneira recorrente, seus ativos se tornarem alvos de métodos sofisticados para sequestro de dados, assim como informações sensíveis que pudessem comprometer os negócios, os líderes de segurança da informação conseguiram chamar ainda mais a atenção para essa área, que é extremamente delicada e essencial para o prosseguimento das operações”. Segundo relatório de 2020 produzido pela VMware Carbon Black, 80% das instituições financeiras pesquisadas relataram aumento de ataques cibernéticos no ano passado, sendo que a alta sofisticação dos ataques foi vista por 82% dos entrevistados. Reportado por 33% das instituições, o destaque foi o método “island hopping”, por meio do qual cadeias de suprimentos e parceiros são obrigados a atingir a instituição financeira principal. Atualmente, para garantir a continuidade dos negócios e a proteção dos ambientes, é necessário investir em uma robusta infraestrutura de conectividade. Dentre os serviços mais utilizados estão a proteção Anti-DDoS (do inglês Distributed Denial of Service ou Ataques Distribuídos por Negação de Serviços) em nuvem, com a detecção e desvio de tráfego automáticos e a mitigação gerenciada pelo SOC (Centro de Operações de Segurança) da empresa. Dessa forma, mesmo que os vetores de ataque sejam alterados constantemente, a equipe de especialistas ajustará as contramedidas de forma dinâmica e bloqueará o tráfego malicioso, a fim de garantir a continuidade do serviço e a entrega do fluxo normal e legítimo. “Entre nossos clientes estão empresas Fortune Global 500 (ranking das 500 maiores corporações globais), incluindo quatro das cinco maiores instituições financeiras do mundo, o que nos concede uma grande expertise no setor, além de uma enorme base de dados e informações relevantes para o aprimoramento e melhoria de nossas soluções”, conclui o VP.
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