21/10/2021 às 14h15min - Atualizada em 22/10/2021 às 00h02min

Quais cirurgias plásticas são possíveis ou necessárias após uma bariátrica? Confira dicas do Dr. Luiz Haroldo Pereira

É preciso entender que vai trocar um excesso de pele por uma cicatriz, que geralmente é grande’, alerta

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O número de pessoas que fazem a cirurgia bariátrica tem crescido cada vez mais no Brasil. De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), só em 2019 foram realizados 68.530 procedimentos desse tipo no país. O que muitos pacientes desconhecem é a necessidade de fazer outras intervenções estéticas depois da redução do estômago. O médico e cirurgião plástico, Dr Luiz Haroldo Pereira, especializado em operações como a abdominoplastia, lipoaspiração e implantes de silicone, entre outros, conta quais reparações precisam ser feitas após uma bariátrica e dá dicas para os pacientes que desejam ter um melhor resultado.

Dr Luiz Haroldo explica que sempre é necessário fazer um procedimento reparador algum tempo depois da bariátrica e que os planos de saúde são obrigados a cobrir a parte hospitalar:

Em uma cirurgia bariátrica o paciente perde, de modo geral, de 40, 60 e até 80 kg e fica com uma flacidez generalizada na face, abdômen, mamas, coxas e braços. Por isso as cirurgias mais procuradas são a mamoplastia e a abdominoplastia. Os pacientes também costumam procurar a cirurgia chamada de braquioplastia ou a lifting plural, que é quando se levanta toda a parte das coxas”.

Combinação de cirurgias e saúde mental

A bariátrica é uma operação que não pode ser feita em conjunto com outros procedimentos, uma vez que, na maioria dos casos, os pacientes costumam ter outras doenças como diabetes e hipertensão arterial. Dr Luiz Haroldo, que se especializou na França e fez parte da equipe do Dr Pierre Fournier, afirma que o tempo necessário de espera para fazer uma plástica é de no minimo 1 ano e faz um alerta para os pacientes:

É necessário passar um período para que ocorra um equilíbrio corporal e uma consciência do paciente sobre o procedimento que será realizado. Durante a cirurgia plástica, se remove o excesso de pele. Essa pessoa precisa entender que vai trocar um excesso de pele por uma cicatriz, que geralmente é grande. O cirurgião vai se esforçar e trabalhar para deixar o melhor possível, mas o paciente tem que entender que vai ter que conviver com essa marca”.

O médico ressalta como que o acompanhamento psicológico antes e depois da cirurgia bariátrica é essencial para o pacientes:

Esses pacientes, normalmente, têm uma compulsão alimentar, depois da redução do estômago precisam ter uma adaptação e cuidar da mente. Em muitos casos, algumas pessoas, passam a ter uma ingestão excessiva de bebida alcoólica, por não poderem consumir alimentos sólidos. Os pacientes costumam participar de reuniões com outros operados para dividir os sentimentos que têm sentido.

Cuidados para pessoas operadas

Dr. Luiz Haroldo, que já foi presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, recomenda que seja feita uma checagem geral, tanto clínica quanto cardiológica nos pacientes que passaram por uma bariátrica, antes de fazer um novo procedimento:

Temos que analisar a questão sanguínea, observar se o paciente não tem anemia. Também pode ocorrer a perda de eletrólise ou de substâncias importantes. Às vezes acontece um excesso de cálcio, algumas vitaminas que podem ter sido perdidas porque eles não conseguem absorver e as proteínas podem estar muito baixas. É necessário checar e preparar esse paciente para a cirurgia e o pós-operatório é o de qualquer cirurgia comum”.

Saiba mais sobre Dr. Luiz Haroldo Pereira:

O Dr. Luiz Haroldo Pereira, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, é referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. Ele se especializou na França, onde participou da equipe do Dr. Pierre Fournier. O médico tem mais de 25 artigos publicados nas mais diversas e importantes revistas nacionais e internacionais sobre cirurgia plástica e é autor de vários capítulos de livros sobre lipoaspiração, lipoenxertia, próteses de silicone, cirurgias de face e gluteoplastia, sendo considerado fonte no Brasil para todos estes assuntos.

Ele já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se torna titulares da SBCP, capacitados para realizar as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração, implantes de silicone e outros procedimentos. 


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