02/07/2012 às 22h52min - Atualizada em 02/07/2012 às 22h52min

Seminário do Setor Plástico do Brasil, idealizado e coordenado pelo deputado Vanderlei Siraque, na ALESP, reúne empresários, políticos e representantes dos trabalhadores

Evento abordou questões pontuais e planejamento de estratégias para fomentar o desenvolvimento deste importante segmento econômico do país

Assessoria de Comunicação do Deputado Federal Vanderlei Siraque (PT-SP)
Na manhã de 5ª feira (28/06/12), no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado federal Vanderlei Siraque (PT/SP) coordenou seminário que reuniu importantes lideranças e expoentes do setor plástico no Brasil.
Durante a atividade, dirigentes empresariais, autoridades públicas e sindicalistas explanaram sobre as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva do segmento e traçaram medidas a serem adotadas, por meio da implantação de normas e políticas públicas que possam favorecer e alavancar o setor da indústria de transformação brasileira.
O parlamentar petista, criador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da cadeia produtiva dos Setores Químico, Petroquímico e Plástico do Brasil na Câmara Federal (DF), iniciou os trabalhos abordando os principais objetivos do grupo e elencou medidas de âmbito político para estimular a produção. “A nossa Frente é suprapartidária. Não temos como objetivo o embate de siglas políticas adversárias. Visamos somente incentivar o desenvolvimento. Para que a produção da indústria de transformação brasileira seja competitiva é necessário promover a implantação de normas e políticas públicas que tenham como objetivo reduzir os custos de produção, por meio de novas tecnologias, desonerar a carga tributária nos âmbitos Federal, Estaduais e Municipais, coibir a guerra fiscal entre os Estados da Federação, reduzir as tarifas de energia elétrica, de gás e de água, bem como diminuir as taxas de juros, equilibrar o real em relação às moedas estrangeiras e restringir a importação de produtos similares aos nacionais para incentivar as exportações, qualificar e formar mão de obra, investir em logística e infraestrutura, como portos, aeroportos e rodovias. Além disso, temos também de desburocratizar e facilitar a abertura, ampliação e instalação de empresas deste segmento no país”, explicou Vanderlei Siraque.
O deputado revelou também que, em todo o país, há 11 mil empresas do setor, sendo que, quase a metade, 5 mil, estão localizadas no Estado de São Paulo. No entanto, Siraque alertou que há a necessidade de analisarmos o Brasil como um todo, e não cada Estado da Federação isoladamente. “A questão é saber se o petróleo do pré-sal será encarado como comoditie ou se terá valor agregado para beneficiar toda a União. Temos de estimular o desenvolvimento de ciência, pesquisa e tecnologia para que possa haver equilíbrio ecológico e ambiental”, opinou.
O presidente da ABIPLAST, associação que congrega as indústrias brasileiras do setor, José Ricardo Roriz Coelho, enalteceu o papel e a iniciativa do deputado Vanderlei Siraque no Congresso Nacional, no tocante ao incentivo às empresas do plástico. “Agradeço ao deputado Siraque. Quero salientar que, atualmente, o petróleo representa 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, logo, trata-se de setor econômico de muita relevância. Em 2020, a previsão é de que ocupe uma fatia de 20% do PIB brasileiro. O setor Plástico é o 3º maior empregador do Brasil. No entanto, as exportações têm diminuído e o custo da produção é alto. Portanto, a cadeia produtiva precisa obter incentivos fiscais do governo. É difícil concorrermos no mercado internacional. A China, por exemplo, é um país que detém tecnologia de ponta e, lá, não há direitos sociais e trabalhistas. Portanto, fica difícil competir. O deputado Vanderlei Siraque pode ser um importante elo de ligação entre o nosso setor e o governo federal para obtermos medidas de estímulo”, esclareceu.
O prefeito de Mauá, doutor Oswaldo Dias (PT), reforçou a necessidade de manter as indústrias plásticas na região metropolitana paulista, mas fez algumas revelações que causaram surpresa. “Mauá possui a única refinaria do Brasil que não arrecada tributos para a cidade. Além disso, apenas 60% da arrecadação do Pólo Petroquímico fica no nosso município. É preciso rever e ajustar essa questão tributária”, explicou.
Raimundo Suzart, coordenador político da FETQUIM, Federação dos Trabalhadores do ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo, destacou que é primordial investir na qualificação profissional da mão de obra. “Há muita rotatividade da mão de obra neste setor da indústria. 50% das indústrias nacionais do setor Plástico são micro empresas, compostas, em sua maioria, por 4 a 9 trabalhadores sem o devido preparo para exercer a profissão adequadamente. É preciso qualificar o trabalhador, a fim de valorizá-lo e torná-lo um profissional com dignidade”, defendeu.
Segundo o presidente da CNTQ, Sindiquímicos e secretário de Meio Ambiente e Ecologia da Força Sindical, Antônio Silvan Oliveira, muito se falou e pouco se fez a favor da indústria de transformação no Brasil. “Não vemos medidas e iniciativas governamentais para incentivar este setor tão importante para a economia do país. O segmento só é lembrado na hora da cobrança tributária”, lamentou.
Além das autoridades citadas acima, o deputado federal Vanderlei Siraque também sentiu-se muito honrado e agradeceu a presença do senhor Paulo Lage, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, do deputado estadual Zico Prado (PT) e do vereador Francisco Chagas (PT).

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