19/10/2021 às 15h34min - Atualizada em 19/10/2021 às 16h26min

O Peso do Pássaro Morto faz duas únicas sessões online nos dias 30 e 31

Baseada na obra premiada de Aline Bei, experimento cênico é uma criação de Helena Cerello com direção de Nelson Baskerville

SALA DA NOTÍCIA maria fernanda teixeira
Aurora Cerello
O Peso do Pássaro Morto faz duas
sessões únicas dias 30 e 31 de outubro

 
O PESO DO PÁSSARO MORTO faz duas apresentações únicas dias 30 e 31 de outubro, sábado e domingo, às 16 horas, com ingressos a R$ 10,00 e R$ 20,00 Experimento teatral é uma criação da atriz e produtora Helena Cerello, com direção de Nelson Baskerville e música de Dan Maia, sobre livro vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, de Aline Bei. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla Zoom. Parte da renda arrecadada está sendo destinada a CEDECA Casa Renascer, instituição que cuida de crianças e jovens em situação de risco, em especial vítimas de violência sexual.

Híbrido entre teatro e experimento visual, adaptação do livro de Aline Bei (mais de 20 mil exemplares vendidos e na lista dos best-sellers da Nielsen PublishNews) trata de perdas na vida de uma mulher dos 8 aos 52 anos. A nova criação era para ser encenada ao vivo, no palco de um teatro. Com a pandemia, atriz e diretor tomaram a atitude arrojada de desafiar novas formas estéticas e experimentar criar para a internet. Assim, a peça estreou dia 22 de agosto de 2020 e fez sessões virtuais.  
 
O romance de estreia da autora trata da vida de uma mulher dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um texto denso e leve, violento e poético, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita. A história leva o leitor a acompanhar como a criança lida com a morte, uma adolescente com a violência sexual e a maternidade solo, e como uma adulta encara as perdas e a solidão.
 
Helena e Nelson optaram por dar voz à menina da infância à idade adulta e conceberam a montagem com cenas ao vivo e pré-filmadas. No primeiro caso das cenas ao vivo, elas são interpretadas e filmadas pela própria atriz, retratando a personagem narradora na adolescência. As cenas pré-filmadas contam com a luz natural do ambiente externo do sítio onde Helena passou grande parte da pandemia, e abordam diferentes períodos da vida da protagonista. Esta escolha se deu em função da tecnologia e das possibilidades de sinal do Wi-Fi e celular no local.
 
 
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