29/09/2021 às 15h32min - Atualizada em 30/09/2021 às 00h00min

Como as fintechs auxiliam na inclusão de pequenos empreendedores?

Leque de soluções que facilitam operações no mercado financeiro ganha espaço e fomenta a inovação de empreendimentos

SALA DA NOTÍCIA Redação
Foto: Pixabay

De acordo com informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), apenas no ano passado, houve um aumento na parceria dos bancos com as fintechs – 60% deles contam com startups para ajudá-los no desenvolvimento de ofertas e produtos, como empréstimos, meios de pagamento e abertura de contas. As fintechs carregam consigo um papel importante na inclusão financeira da população, permitindo que pequenas empresas tenham acesso a contas gratuitas, maquininhas e crédito, por exemplo, de forma mais acessível e simples. 

O leque de soluções que facilitam operações no mercado financeiro está cada vez mais ganhando espaço, especialmente com as fintechs que estão chegando ao mercado e suas diversas soluções. A fim de democratizar o acesso ao crédito, a Bankme, fintech que cria e opera mini bancos, auxilia os empreendimentos no ganho de autonomia. Desta forma, as empresas passam a definir suas próprias taxas e permite, ainda, operações bancárias, como antecipação de recebíveis, empréstimos e financiamentos para sua cadeia produtiva, como é o caso dos pequenos empreendimentos. 

“Com os mini bancos, os empresários geram oportunidades de crédito aos seus fornecedores, fortalecendo a cadeia produtiva e oferecendo vantagens e crédito em condições melhores do que as disponíveis no mercado financeiro. Isso porque, passam a operar com o próprio capital de forma livre, criando as próprias taxas e lucrando fora do sistema bancário convencional. De modo geral, conquistam liberdade para rentabilizar seu capital, já que passam a contar com o seu próprio banco”, explica Thiago Eik, CEO da Bankme.

Criada para facilitar o acesso do público brasileiro às finanças globais, a fintech dolareasy®  simplifica a movimentação de envio de remessas para o exterior, com o propósito de facilitar a relação entre pessoas e atendendo a complexa legislação cambial. Grandes bancos impõem barreiras de entradas significativas, altos custos operacionais, limitações e restrições para todos os serviços que oferecem. Abertura de conta bancária empresarial, operações de crédito, investimento e especialmente câmbio são alguns exemplos.  

“As fintechs estão aí para mitigar esses problemas, além de melhorar a experiência de uso dos clientes com amplo uso da tecnologia, o que impacta positivamente a criação e desenvolvimento de pequenas empresas”, ressalta Milton Machado, CEO da dolareasy®.

Com o  propósito de atender desbancarizados, a Conta Black - hub de serviços financeiros e de consumo, alocado em uma conta digital - oferece serviços e produtos customizados para pessoas físicas e jurídicas de maneira ampla (considerando as especificidades de ONG’s, motoboys, templos religiosos, entre outros) a fim de incluir cada vez mais empreendedores de grupos minorizados aos serviços bancários. 

Há três anos no mercado, a fintech foi fundada pelo empresário e empreendedor negro Sérgio All, após ter crédito negado em uma instituição financeira. Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o negro tem o seu pedido de crédito negado mais de três vezes, conforme aponta o executivo. 

“E eu sou uma vítima real desse ecossistema, porque a Conta Black surgiu no momento em que eu estava com a minha agência de publicidade crescendo, com mais de 30 funcionários, folha de pagamento alta e em dia e precisava de crédito para trocar os computadores da minha empresa, em 1999. Porém, mesmo tendo um ótimo histórico financeiro no banco e garantias, o gerente não autorizou o meu pedido de crédito. Ao sair do local, eu disse que abriria um banco, porque se mesmo eu tendo um ótimo histórico financeiro tive acesso ao crédito negado, milhares de empreendedores negros poderiam passar pelo mesmo que passei na tentativa de uma abertura de conta, por exemplo”, finaliza o CEO da Conta Black.

Juros altos, burocracia e, principalmente, falta de garantias, são os fatores que mais atrapalham os empreendedores que precisam de recursos. “Quando falamos em crédito, muitos acreditam que o que impede o acesso aos financiamentos é apenas a restrição no CPF, mas a realidade não é essa. A demanda desse público é muito diferente do que efetivamente está sendo ofertado”, explica Lorelay Lopes, head do UP Consórcios, fintech da Embracon, empresa tradicional do segmento. Oferecendo opções de crédito para compra de máquinas, equipamentos, reformas, salas e pontos comerciais através do consórcio, o UP Consórcios traz uma opção sem burocracias e completamente livre de juros.
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