29/09/2021 às 15h32min - Atualizada em 30/09/2021 às 00h00min

Segurança em museus: a tecnologia a favor dos espaços culturais

SALA DA NOTÍCIA Valle da Mídia
O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi reinaugurado após quase seis anos fechado por causa de um incêndio. A reabertura do espaço cultural ocorreu dias depois do país ver a história do cinema brasileiro ser queimada após o galpão da Cinemateca Brasileira também pegar fogo.

Espaços culturais, como museus, assim como os órgãos responsáveis por esses locais, precisam se atentar a garantir a proteção de suas coleções e também de seus visitantes e funcionários, além de bens gerais e até sua própria reputação, como explica a publicação “Como gerir um museu: manual prático” do ICOM (Conselho Internacional de Museus) e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Via de regra, caso as regras básicas de segurança em museus sejam observadas, os riscos serão minimizados. Entretanto, é preciso ter uma política de segurança claramente definida e, claro, sua devida implementação. 

Os perigos potenciais aos museus

Ainda de acordo com o manual, deve-se considerar todos os perigos que possam danificar o acervo do museu ou o próprio edifício na análise de riscos:

1. Riscos de desastres naturais;
2. Panes técnicas;
3. Acidentes;
4. Atividades ilegais;
5. Riscos de conflito armado.

Vale lembrar que muitos dos espaços culturais estão localizados em prédios antigos e, atualmente, precisam manter suas instalações elétricas dentro de protocolos de segurança definidos pelas autoridades competentes.

Um caso emblemático é o do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio em setembro de 2018. A construção do prédio era de 1803, e o local chegou a servir de moradia para a família real.

O museu teve visitantes ilustres, como o físico Albert Einstein, e abrigava itens como o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo já encontrado no continente americano - que conseguiu resistir ao fogo.

Quase todo o acervo, porém, foi consumido pelas chamas, peças de um valor incalculável e de uma importância não apenas aos brasileiros, mas para toda a humanidade.

A Polícia Federal concluiu que o incêndio, que destruiu o que, até então, era o maior acervo da América Latina, teve início em um aparelho de ar condicionado.

Tecnologia a favor dos museus

Para manter a segurança em museus é preciso contemplar uma série de fatores, tais como: barreiras e detecção de intrusão, controle de acesso a áreas restritas, sensores de detecção de fumaça e incêndio e circuito fechado de televisão - que é o sistema de monitoramento por câmeras.

Tudo isso para proteger o acervo de uma possível destruição. E são nesses fatores que a tecnologia contribui para preservação do acervo e do museu de forma geral.

A especialista em câmeras de segurança Joelma Dvoranovski explica que um projeto de segurança eficaz começa pela análise de vulnerabilidades de um determinado local, para, então, determinar o que será indicado.

Um problema que coloca em risco as soluções tecnológicas na área da segurança é o fato de que conferir a qualidade das câmeras, por exemplo, é complicado. Quando novo, um aparelho de má qualidade pode até se mostrar eficiente. Os problemas começam a surgir quatro ou cinco meses depois.

Mas, para cada caso, um projeto específico é elaborado. Em 2007, o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) foi alvo de criminosos, e os quadros “O Lavrador de Café”, de Cândido Portinari, de 1939, e “O Retrato de Suzanne Bloch”, de Pablo Picasso, de 1904, foram levados por ladrões em questão de minutos.

Após o crime, Joelma Dvoranovski foi a idealizadora do novo projeto de segurança para o MASP, que o transformou em um dos museus mais seguros do mundo.

Com expertise, ainda é possível customizar qualquer tipo de projeto, desde bancos, passando por condomínios e até sistemas mais complexos, como hidrelétricas e plantas fabris.

Quais soluções a Brako fornece

Feita a análise de vulnerabilidade, é possível pensar em uma solução completa para o espaço cultural. A Brako é capaz de customizar um projeto generalista para o museu, conectando diferentes sistemas para garantir a segurança do espaço.


●      CFTV: monitoramento por câmeras

O Circuito Fechado de TV e Vídeo é um sistema de monitoramento de imagens. No caso da Brako, as soluções em vídeo atendem projetos de pequeno ou grande porte.

Da mesma forma que as câmeras ajudam a acompanhar a circulação de pessoas no espaço, é possível ainda detectar focos de incêndio através dos aparelhos.


●      SDAI: sistema de detecção de alarme incêndio

Geralmente, assuntos relacionados a incêndios são subjugados e muitas vezes negligenciados pelas instituições, que muitas vezes utilizam projetos e equipamentos ineficientes, explica Joelma.

O sistema de detecção de alarme incêndio faz o monitoramento de sensores de fumaça, temperatura, chama ou gases, além de outros dispositivos para acionamento de alarmes, por exemplo.


●      Controle de Acesso

Para garantir o acesso de apenas pessoas autorizadas ao museu e/ou salas do edifício, podem ser usadas soluções como fechaduras e chaves ou meios tecnológicos de controle de acesso, como sistemas baseados em cartões de acesso.
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