27/09/2021 às 15h34min - Atualizada em 27/09/2021 às 17h44min

Lixo hospitalar: Brasil já dispõe de tecnologia para tratar os resíduos de serviços de saúde sem riscos de contaminação e poluição ambiental

Uma miniusina de tratamento projetada para ser instalada no local de geração do lixo com risco biológico, a máquina tem um alto poder de trituração e esterilização, transforma os resíduos infectantes em lixo comum em minutos.

SALA DA NOTÍCIA Salatiel Araújo
www.sterileasy.com.br
Divulgação

O lixo hospitalar é tecnicamente chamado RSS (Resíduos de Serviços de Saúde), gerado a partir de todo procedimento na área de saúde, humana ou animal, laboratórios, clínicas de estética, necrotérios entre outros. Atualmente esses detritos representam um sério problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o lixo hospitalar não tratado corretamente é responsável por 116 milhões dos casos de hepatite e 900 mil dos casos de HIV em todo o mundo por ano.

O destino mais comum para tratamento do lixo hospitalar é a incineração. Na maioria dos casos estes resíduos infectantes são enviados para   aterros sanitários onde são expostos, contaminando trabalhadores, animais, comunidades ao redor e o meio ambiente.

Na pandemia houve um aumento de 70% no descarte de resíduos hospitalares no Brasil em 2020, incluindo máscaras, toucas, luvas, aventais, além de agulhas e seringas, conforme a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC nº 222/2018), regulamenta as práticas do gerenciamento de resíduos pelos serviços de saúde, incluindo o descarte de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), contudo, as ações de licenciamento e fiscalização são de competência do órgão municipal.

No Distrito Federal catadores de recicláveis compartilharam com o G1 imagens de luvas usadas, junto a materiais de testes de Covid-19, entre os resíduos no centro de triagem do SIA, os materiais deveriam receber coleta seletiva. As imagens dos resíduos hospitalares no galpão são de maio de 2021, a presidente da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop), Aline Souza, contou a reportagem da Globo que a chegada de lixo hospitalar ocorreu outras vezes.

O portal R7 noticiou também em maio sobre lixo hospitalar encontrado em terreno baldio em São Gonçalo/RJ. Em São Paulo, moradores e um vereador de Botucatu já haviam denunciado o descarte irregular de material hospitalar em Itatinga. No Nordeste a situação se repete, a prefeitura de Eunápolis/BA denunciou que Hospital Covid, descartou lixo hospitalar misturado com lixo comum, infelizmente mostrando uma realidade nacional.

Hoje, porém, há como tratar os resíduos de serviços de saúde no mesmo local de sua geração, tecnologia francesa já presente em mais de 50 países, trazida ao Brasil pela empresa Sterileasy, chamada Steriplus™ devidamente regulamentada pela ANVISA, conta com um alto poder de trituração e esterilização, transformando os resíduos infectantes em resíduos comuns em apenas 30 minutos. A miniusina de tratamento foi especialmente projetada para ser instalada o mais próximo possível do local de produção do lixo com risco biológico, reduzindo assim o risco associado ao armazenamento, transporte e descarte.

Saiba mais: www.sterileasy.com.br


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