23/09/2021 às 18h02min - Atualizada em 23/09/2021 às 23h38min

Não tenho tempo suficiente para acompanhar o desenvolvimento do meu filho. O que eu faço?

Confira dicas abaixo.

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NR-7 Comunicação | Smartick Brasil
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Com a correria do dia a dia, as novas necessidades e adversidades causadas pela pandemia, tornou-se um desafio ainda maior aos pais a organização da rotina junto aos seus filhos, ainda mais quando estes são crianças e pré-adolescentes. Em uma pesquisa realizada no site do escritor, comunicador e palestrante Marcos Piangers, ainda no último ano, com mais de 2.500 famílias, mostrou que, para 70% dos pais, a principal angústia é justamente não ter tempo suficiente para se dedicar aos seus filhos.

Atrelado a essa preocupação dos pais, a mudança da forma de aprendizagem, decorrente da necessidade do distanciamento social. O ensino remoto ressaltou ainda mais a dificuldade de se conectarem com os filhos, uma vez que auxiliá-los em demandas escolares não é uma tarefa fácil. Mas a participação parental neste momento é extremamente importante e necessária.

“Os pais precisam ser a figura orientativa na vida das crianças, pois elas precisam desse norte para saberem como seguir os seus próprios passos, sem necessariamente depender deles. A criança que tem essa ajuda, consegue adquirir um senso de responsabilidade e autoconfiança muito forte. Quando os pais fazem as tarefas pelos pequenos, inconscientemente, eles estão dizendo que a criança é imcompetente e isso dificulta o desenvolvimento de aprendizagem e criatividade deles”, completa Eduarda Alves, psicóloga especialista em neurociência e responsável pela atenção pedagógica da Smartick Brasil.

Sabendo dessa necessidade, uma das práticas adotadas por muitos pais é a estimulação da aprendizagem autônoma infantil, que traz diversas estratégias, benefícios aos pequenos, e é possível de ser desenvolvida mesmo com o pouco tempo disponível na rotina. 

A aprendizagem autônoma é a forma como o estudante encontra de adquirir conhecimento de forma independente, seja descobrindo a sua forma ideal de estudo ou o melhor horário para isso. A criança passa a ser responsável por administrar as suas ações e conseguir perceber as melhores estratégias para si, visando conquistar os seus objetivos, mesmo que ela não saiba exatamente eles. Pode parecer algo impossível, mas com o estímulo parental certo, aos poucos a criança desenvolve esse sentido. 

Pensando nisso, reunimos 5 dicas  que podem ajudar os pais nesse processo de incentivo. 

 

Orientação de estudos

Pergunte ao seu filho como ele resolveria tal problema, o que ele usaria para chegar a solução, de um tempo para ele responder, ao invés de mostrar isso a ele e tirar a chance de ele pensar e estimular o seu raciocínio lógico, não o interrompa. Especialmente, se o seu filho estiver no fundamental, é a hora de o incentivar a se reconhecer como sujeito ativo na construção da aprendizagem, mostrar a ele os meios e possibilidades. Assim também como dará a ele uma orientação de estudos, já que por estudar em uma escola a preocupação é ensinar o conteúdo e não a autonomia de estudar, por exemplo.

Muito provavelmente, nos primeiros momentos, ele não tenha a resposta na ponta da língua e precise da sua ajuda, mas não deixe de estimular o pensamento dele, até que ele por si só saiba o que fazer.

Além disso, quando os pais mostram aos filhos que também estudam, leem e procuram se capacitar, influencia de forma indireta no pensamento e ações deles. “O pai sendo esse exemplo mostra ao filho que ele também precisa se capacitar, aprender e a criança passa a admirar os estudos”, afirma Eduarda.

 

Dê devolutivas construtivas 

Toda vez que o seu filho conseguir chegar a uma conclusão sozinho, resolver ou não uma questão, ou até mesmo, pensar de forma estratégica, mostre a ele isso. Fale para ele o que ele fez e como isso impactou nos resultados. Isso vai fazer com que ele comece a perceber o efeito das suas ações e entender o que faz.

Claro! Pense nas palavras certas para exibir isso a ele, não o faça se sentir incapaz, aborrecido ou impotente, mostre o que ele pensou e fez, ou pensou e não fez, e o que ele pode fazer da próxima vez para dar certo. Deixe-o pensar e repita essa ação quantas vezes for necessário.

 

Aplicativos e plataformas que usam a aprendizagem autônoma como foco

Com a evolução da tecnologia, e o uso da Inteligência Artificial (IA), muitos aplicativos infantis passam a ser adaptados para a realidade do usuário, como o nível e modo de aprendizagem, por exemplo. E, com essa adaptabilidade, estimular a capacidade do pequeno, sabendo a sua forma de lidar com as coisas, fica ainda mais fácil.

O mais interessante é que muitos deles não exigem a supervisão de um responsável. Um bom exemplo é o método Smartick, plataforma de ensino de matemática para crianças de 4 a 14 anos que propõe a temática de forma super divertida e com apenas 15 minutos ao dia. O programa incorpora a inteligência artificial que, a fim de desenvolver a aprendizagem de forma individual, cria sessões personalizadas que são adaptadas às habilidades matemáticas e ritmo de aprendizagem de cada aluno.

Além disso, por meio de sua adaptabilidade, a plataforma torna-se inclusiva e eficiente para alunos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down, Asperger, dislexia, autismo e superdotação, por exemplo. Ainda, os pais e professores podem acompanhar o desenvolvimento do pequeno nos relatórios que recebem de acordo com o uso do usuário. 

Como resultado, a plataforma tornou-se o aplicativo educacional mais baixado durante o período de pandemia no território Latam, traz 94% dos alunos ao redor do mundo que melhoraram a capacidade de calcular e resolver problemas, reforçando, inclusive, a compreensão de leitura, e 83% que aumentaram as suas notas em matemática na escola.
 

Seu filho precisa de uma rotina

É indicado que os pais encontrem uma forma de ajudar o filho a construir e entender a rotina dele, seja a hora de ir à escola, de brincar, de escovar os dentes, de ir para a natação ou de arrumar o quarto. Sem regras e horários a criança terá dificuldade de entender a hora de parar, entender que existem limites e prioridades. Isso é negativo para o desenvolvimento dela.

Uma dica que pode ajudar é que os pais separem alguns minutos e façam, juntos aos filhos, um cronograma das atividades das semana e que deixem exposto pela casa reforçando a importância de cada coisa ser cumprida naquele prazo. Dessa forma, a criança vai começar a perceber o que precisa fazer, o que pode deixar para depois, e o que é prioridade.

“No começo, são os pais que vão estipular o horário de estudo da criança, eles estão criando um hábito na vida dela e ensinando a importância daquilo. O que, provavelmente, a criança sozinha não vai ter esse insight de estabelecer um cronograma de estudo. Isso serve também para estabelecer um ambiente adequado. Esses horários que vão ser estabelecidos devem ser de pouco movimento na casa, para que a criança possa estar mais concentrada, e em relação ao espaço, ele deve ser simples, de preferência, sempre o mesmo”, completa Alves.
 

Saiba o que está acontecendo na escola

Mande mensagem para saber dos avanços do seu filho aos professores, peça fotos, saiba qual foi o comportamento dele em tal atividade, acompanhe a agenda, seja ela física ou virtual, esteja a par não só das atividades feitas, mas da performance do seu filho também. Seja presente! Muitas escolas disponibilizam um meio de contato por mensagens, usufrua disso.

É importante dizer que os professores não têm muito tempo para fazer um dossiê sobre o pequeno e estar sempre dando o máximo de detalhes possível, então crie a rotina de perguntar uma vez na semana, por exemplo, na sexta- feira, de forma amigável e converse com ele sobre isso. E, assim, vá avaliando e sentindo o progresso.

Também, crie a rotina de perguntar as mesmas questões para o seu filho, sinta como ele fala para você as situações, entenda como isso está na cabeça dele também. O ajude a solucionar possíveis conflitos e dúvidas.


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