14/09/2021 às 18h30min - Atualizada em 14/09/2021 às 22h56min

Estudo global da Russell Reynolds mostra atuação dos conselhos de administração na equidade racial e étnica e da inclusão nas empresas apontando caminhos para melhores resultados

A pesquisa Supervisão do Conselho para Diversidade Racial, Étnica, Equidade e Inclusão foi desenvolvida em parceria com a State Street Global Advisors e a Fundação Ford e evidencia a longa jornada que as organizações brasileiras têm pela frente

SALA DA NOTÍCIA Beatriz Soares Gomes
Russell Reynolds
Banco de Dados
A Russell Reynolds Associates, líder global em consultoria e busca de executivos, alerta para o papel dos Conselhos de Administração pela maior equidade racial e étnica e da inclusão nas organizações. Com o estudo Supervisão do Conselho para Diversidade Racial, Étnica, Equidade e Inclusãoforam definidas algumas orientações para promover a diversidade, equidade e inclusão nas empresas. O sócio e líder da Prática de Conselhos e CEOs da Russell Reynolds no Brasil Jacques Sarfatti, analisa os resultados mundiais mapeados e alerta para a importância de as organizações brasileiras adotarem novas práticas na sua alta liderança. O estudo foi desenvolvido em parceria com a State Street Global Advisors, terceiro maior gestor de ativos do mundo, e a Fundação Ford, foram mapeadas as melhores práticas junto as lideranças que atuam em mais de 65 Conselhos de empresas S&P 500 e FTSE 100.
 
“O Brasil precisa acordar. É hora de as empresas buscarem perspectivas diferentes que reflitam melhor a nossa sociedade, com o olhar da inclusão racial. Observamos que não existe uma preocupação nem esforço da maioria das empresas brasileiras para aumentar a participação de candidatos negros na liderança. É preciso mudar essa realidade, afinal 54% da população do Brasil é negra, segundo dados do IBGE, e a representatividade dessa população nas lideranças das empresas é mínima”, aponta Sarfatti.
 
Como atuam as empresas no cenário global
 
O estudo global mostra que o monitoramento do Conselho em relação a Equidade Racial é motivado principalmente por reputação, estratégia, financiamento, regulamentação e conformidade e, especialmente, por uma questão de gestão de capital humano. Os conselheiros que fazem parte do Comitê de Gestão de Pessoas em geral procuram identificar as métricas adequadas para medir o progresso em diversidade e inclusão e, em seguida, vincular a remuneração ao desempenho em relação a essas metas. Outro destaque é que as multinacionais enfrentam desafios específicos quando se trata de acompanhar como as empresas atuam em relação à diversidade racial e étnica devido às variações na coleta de dados entre as geografias. Diferentes regiões e países definem e reúnem dados sobre o tema de maneiras diferentes, por isso, o desafio é obter as informações e interpretá-las corretamente.
 
Embora cada Conselho tenha um conjunto específico de prioridades, a maioria dos conselheiros relata abordarem temas como diversidade e representação da força de trabalho, inclusão e pertencimento, planejamento de retenção, promoção e sucessão, além de engajamento em questões sociais e políticas. Questões abrangentes como diversidade, equidade salarial, diversidade de fornecedores e filantropia corporativa também foram identificadas na pesquisa, destacando-se as inúmeras questões que as lideranças estão enfrentando com a complexidade do tema e a profundidade do papel do Conselho. Mas apesar da consciência dos riscos associados à falta de atenção à justiça racial, poucos falaram sobre os potenciais impactos nos produtos, serviços ou operações de suas empresas nas comunidades negras.
 
“As prioridades que devem ser consideradas em relação à gestão com olhar na equidade racial mostram que o Brasil precisa acelerar o passo. Essas prioridades incluem a elaboração de políticas e práticas de RH ativamente antirracistas, criação de produtos, serviços, operações e cadeia de suprimentos centrados em resultados racialmente equitativos, investimento direto em comunidades negras de baixa renda e defesa políticas locais e federais que abordem as desigualdades estruturais”, afirma Sarfatti, que destaca as orientações concluídas no estudo para que os Conselhos possam atuar de forma mais assertiva: 10 Responsabilidades dos Conselhos na Supervisão Eficaz da Diversidade Racial e Étnica do Conselho.
 
O roteiro para os Conselhos que desejam elevar seu foco em diversidade e inclusão se inicia no compromisso do presidente do Conselho e do CEO de liderar os esforços de equidade racial na organização a longo prazo. O Conselho também deve considerar conselheiros e/ou executivos racial e etnicamente diversificados com uma estratégia clara no tema com monitoramento quantitativo e avaliações frequentes do incremento de diversidade étnica na empresa, bem como os seus impactos nas comunidades negras. É preciso ser resiliente e focado para atingir as metas desejadas nesse tema, conclui o estudo.
 
Sobre a Russell Reynolds Associates
A Russell Reynolds é líder global em consultoria e busca de executivos. Com atuação junto a organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos em mais de 26 países, a consultoria atua em todos os setores da economia. Russell Reynolds apoia os clientes a construir equipes de líderes transformacionais que podem enfrentar os desafios de hoje e antecipar as tendências digitais, econômicas e políticas que estão remodelando o ambiente de negócios global. Desde ajudar os conselhos administrativos com sua estrutura, cultura e eficácia até identificar, avaliar e definir a melhor liderança para as organizações, a empresa traz 52 anos de experiência para apoiar os clientes na solução de seus problemas de liderança mais complexos. A Russell Reynolds existe para melhorar a forma como o mundo é conduzido. Mais informações em www.russellreynolds.com.
 
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