05/08/2021 às 09h50min - Atualizada em 05/08/2021 às 10h40min

Excesso de peso nos caminhões é uma das principais causas de acidentes nas estradas

Em 2020, a ANTT diz que foram 99.698 autuações por excesso na carga

SALA DA NOTÍCIA PAULA BATISTA
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Em 2020, a ANTT diz que foram 99.698 autuações por excesso na carga. Já de janeiro a abril de 2021 foram 34.190 autuações

O modo rodoviário é o motor da economia brasileira, tendo sido responsável por mais da metade de toda atividade de transporte de cargas realizada pelo setor produtivo nacional em 2019, segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética. Além disso, o transporte rodoviário de cargas contribuiu significativamente para manter o giro da economia em meio à crise da pandemia da Covid-19, pois mais de 85% das cargas são transportadas por caminhão.
Com todo esse volume de caminhões circulando pelas estradas, o combate ao excesso de peso é uma atividade diária das autoridades. Neste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT está com a campanha “Morte: não leve essa carga na estrada”. A ideia é informar, esclarecer e sensibilizar os transportadores a respeito dos limites de peso no transporte rodoviário de cargas, assim como a respeito do mais importante: a segurança viária e a preservação da vida.
O excesso de peso constitui uma das principais causas de acidentes em rampas e curvas acentuadas, comuns nas estradas. Além disso, ele também gera desgaste precoce no pavimento asfáltico das rodovias e tira a estabilidade de tráfego dos caminhões em curvas, aclives ou declives. Em 2020, a ANTT diz que foram 99.698 autuações por excesso na carga. Já de janeiro a abril de 2021 foram 34.190 autuações.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o excesso de peso representa um perigo para as rodovias brasileiras, pois “a sobrecarga pode dificultar a frenagem e a mudança brusca de direção. É possível ainda que haja tombamento. A situação piora à medida que a velocidade aumenta. Além do risco de acidente, o excesso de carga piora a condição da infraestrutura existente. Pode ocorrer também o derramamento de substâncias tóxicas nas rodovias, que podem trazer prejuízos ao meio ambiente e gerar a interdição da pista, prejudicando quem por ali trafega. O resultado disso é a perda de produtividade”.
Assim, a fiscalização de peso coage os usuários a respeitarem a lei, garantindo melhores condições de segurança viária e melhor conservação da malha viária. Por isso, a implantação de um projeto como o de Cercamento Eletrônico, no Estado do Espírito Santo, trará inúmeros benefícios para os capixabas. “Com esse projeto, uma das implementações será o sistema de pesagem em movimento. Essa é uma tecnologia inovadora, bem como o uso de equipamentos dotados de inteligência artificial, capazes de capturar diversas informações sobre os veículos como cor, marca, velocidade aproximada e classificação. Ou seja, um aglomerado de informações que poderão ser utilizadas por diversas secretarias de Estado, indo da segurança na detecção de irregularidades, até a possibilidade do correto emprego do dinheiro dos impostos, uma vez que a fiscalização de veículos trafegando acima do peso permitido leva a uma maior durabilidade do asfalto e, consequentemente, menos necessidade de manutenção”, explica Guilherme Araújo, porta-voz do Consórcio Pedras Verdes.
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