26/09/2014 às 15h39min - Atualizada em 06/09/2014 às 15h39min

Do centro para a periferia

Somados as áreas já existentes, hoje a cidade conta com mais de 223,61 km apropriados para o trânsito de bicicletas

Secretaria de Governo – SGM

A política de mobilidade urbana da cidade de São Paulo já mostrou a que veio. Além dos corredores e faixas exclusivas para ônibus – aprovados pela população, o sistema cicloviário da cidade, que vem sendo estudado desde a década de 1980, agora saiu do papel e já passa a atender também as regiões mais afastadas do centro. Em três meses, mais de 85,3 km de malha cicloviária foram implantados na gestão do Prefeito Fernando Haddad, o que corresponde a 21% da meta estabelecida pela Prefeitura, que é de 400 km.

Somados as áreas já existentes, hoje a cidade conta com mais de 223,61 km apropriados para o trânsito de bicicletas, que são usadas para atividades de lazer, diversão, compras, para chegar ao trabalho, ou para realizar o trabalho, no caso de entregadores e outros prestadores de serviços, que agora encontram um espaço adequado para exercer sua função com mais segurança.

Com o planejamento apropriado, a ação que começou no centro da cidade, está sendo  expandida para os bairros, interligando distritos e facilitando o acesso daqueles que fazem uso de bicicletas até os terminais e estações de transporte público e, que assim, encurtam o tempo para chegar ao seu destino. Dos 85,3 km de malha cicloviária entregues por esta gestão, 56,2 km estão fora do centro, em bairros com características mais residenciais e nas periferias da cidade.

Para ampliar a segurança dos ciclistas da zona oeste da cidade, foram entregues mais 33,3 km ao sistema cicloviário da região, que hoje soma 86,4 km, de espaços específicos e compartilhados para o uso de bicicletas. Com a ação, que prevê ainda muitos outros quilômetros de ciclovias, moradores de Pinheiros, Sumaré, Pacaembu, Jaguaré e outros bairros do entorno, serão ainda mais beneficiados.

Mas, com tantos usuários em potencial, obviamente, o debate em torno do assunto tende a esquentar. De um lado estão os ciclistas, do outro os carros, as motos e agora os comerciantes, que reclamam de um possível afastamento dos clientes de seus estabelecimentos. Será que só um deles tem razão quanto as suas reivindicações? Certamente não. A população ganha com um trânsito mais fluído e com alternativas para o transporte. Os automóveis não precisam mais dividir espaço com os ciclistas, que por vezes, sequer são enxergados através dos retrovisores dos carros. Os ciclistas ganham mais segurança e os comerciantes e empresários se instalarem bicicletários e paraciclos poderão beneficiar seus empregados e também atrair mais clientes.

Mas, o que se sabe até agora é que 80% dos paulistanos aprovam as ciclovias, segundo pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20/09) e que pessoas com diferentes perfis têm feito uso desses ambientes sem grandes conflitos. Adultos, crianças, esportistas e trabalhadores começam a usufruir a cidade a partir de um novo prisma, com mais opções de mobilidade.

Desse modo, a gestão do Prefeito Fernando Haddad incentiva a demanda, promove    humanização, saúde, qualidade de vida,  direcionamento do desenvolvimento urbano,  ocupação dos espaços públicos da cidade, possibilidade e prazer de ver o sol e sentir o vento e o direito de ir e vir, com mais segurança.

 

Chico Macena, 52 anos, é administrador de empresas, secretário de Governo do Município de São Paulo e autor da Lei 14.266, de 2007, que criou o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo.


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