19/06/2012 às 23h14min - Atualizada em 19/06/2012 às 23h14min

É possível dar limites aos filhos!

Quando temos filhos percebemos ou duvidamos da possibilidade de dar limite a eles. Por quê? Será que é impossível mesmo? O que está acontecendo com as crianças hoje em dia?

Lívia Clozel
Estas frases, entre outras, são cada vez mais comuns entre os pais. O que causa grande preocupação. Muitos não sabem como chegaram a esse ponto, de ver o filho gritando, sendo agressivo, fazendo escândalos por motivos geralmente pequenos. Os pais não sabem o que fazer e como agir nesse momento com a criança. Hoje temos uma vasta lista de informações, orientações, restrições de como proceder com os filhos. Estas orientações vêm dos mais variados lugares, todos têm uma “receitinha” de como agir: a família, escolas e creches.
 
Porém como agir no momento que ocorre a situação, indesejada com o filho?
 
Não é incomum percebermos realmente uma confusão em como lidar com as crianças, nas mais variadas situações. Em que momento ser pai ou amigo, quando dizer sim ou não. É possível dar limites, ensinar respeito e ao mesmo tempo, ter uma relação saudável de amor e amizade entre pais e filhos.
Que bom que podemos dizer que sim, tudo isso é possível, com dedicação, respeito e carinho.
É importante lembrar que os pequenos, estão se desenvolvendo, se adaptando ao ambiente e as pessoas, dessa forma, são os adultos que devem auxiliá-los neste momento de forma construtiva e saudável, para que a criança se torne um individuo social, responsável e que saiba também respeitar e dar limite ao próximo.
 
Em uma educação saudável, os pais devem ter o controle nas mãos, saber que eles são os modelos para os filhos e dessa forma, cada ação tomada, deve ser pensada e explicada para a criança, de forma verdadeira e coerente.
 
Não é incomum ouvirmos dos pais “perdi o controle”. Realmente, quem perde o controle, é o adulto e não a criança, é o pai ou a mãe, e isso ocorre porque para a criança aquele momento é difícil, frustrante e ela não está confortável. Afinal ela é uma criança e ainda não aprendeu a forma "adequada" de se comportar para o outro. Elas não sabem como os pais desejam que ela se comporte.
 
Nessas situações os pais ficam confusos em que ação tomar. Ceder, agüentar as birras, ouvir conselhos, não dar importância.
 
É importante que os pais tolerem a frustração de seus filhos, mantendo sua decisão com respeito e carinho.
 
Cabe aos pais, pensar e se colocar no lugar da criança e perceber que aquele momento é difícil para ela, mas muitas vezes necessário. Pois é uma vontade não atendida, ou de um NÃO dito na hora certa e isso deve ser mantido. O importante é que os pais tenham clareza que não estão fazendo mal á criança, mas sim ensinando os limites, regras e respeito. Lembrando que dar limite é dar forma a criança. Mostrando para ela qual é o papel de cada um. E que para a criança isso é muito importante e deve ser respeitado, principalmente pelos pais.
 
Dessa forma o vínculo entre pais e filhos pode ser estreitado e fortalecido, a criança passa a respeitar os pais, acreditar no que ele está dizendo; o que é importante e muito gratificante para todos.
 
Paula Pessoa Carvalho
Psicóloga Comportamental Infantil / Adulto e Orientadora Educacional
Especializanda pela USP em - Terapia Clínica Analítico Comportamental.
Psicóloga com formação e aprimoramento em Terapia Analítico Comportamental Infantil pelo Núcleo Paradigma de Análise do Comportamento.
Experiência com Orientação Psicológica, e Familiar.
Pesquisadora do fenômeno Bullying. Escritora de artigos relacionados ao tema Bullying e Sexualidade Infantil.
Telefone: 11 8526-2622
Facebook: Estímulo Consultoria

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