22/07/2021 às 11h48min - Atualizada em 22/07/2021 às 11h54min

Mais que professor (a) e aulas online

Julio Cezar Bernardelli (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
http://www.uninter.com
divulgação
Professor (a). Palavra simples para definir uma pessoa capaz de mudar vidas que mudarão o mundo. 

Em uma busca rápida pela internet podemos encontrar diversas definições. Vou ficar com essa que me agradou, do dicionárioinformal.com.br, pela simplicidade ao definir que professor (a) é uma “pessoa que, por conhecimento adquirido ou experiência de vida, pode ser mentor, espelho e ou norte para outros que desconhecem fatos ou acontecimentos”. 
Não é para qualquer um. “Ser mentor, espelho e ou norte para outros...” exige uma dose grande de empatia, simpatia e nada de apatia. Alunos buscam muito mais que conhecimento formal. Buscam experiências de vida. Exemplos concretos de transformação pela ação. Buscam inspiração. 

Preparar aulas, atualizar conteúdos, desenvolver trabalhos, exigir empenho e desempenho de seus educandos. Tudo isso faz parte do dia a dia de quem precisa, e quer, estar em uma sala de aula, seja física ou virtualmente. Mas é apenas a ponta do iceberg. 

Em uma sala de aula encontramos realidades distintas, histórias de vida que precisam ser respeitadas, entendidas e valorizadas. Conseguir ver que cada aluno carrega em seu íntimo um baú de sentimentos próprios, também é papel de um docente. Há vida em cada estudante, além do conteúdo das disciplinas. 

Em uma época de pandemia, isolado, distante de colegas e da sua sala de aula, o acadêmico precisa vencer as angústias, os temores e todas as dificuldades emocionais que surgem todos os dias. Não é só estudar. Não é só decorar ou aprender. É se superar e se suportar. É se reinventar a cada hora. 

Uma pesquisa realizada no início de 2021, pelo Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), em parceria com a UNESCO e a Fundação Roberto Marinho, apontou que “80% dos estudantes entrevistados relatam dificuldades emocionais”. Será que isso interfere no aprendizado? 

A especialista em Educação Integral do Instituto Ayrton Senna, Cynthia Sanches, relata que "o desenvolvimento socioemocional dos estudantes é um aspecto fundamental de ser trabalhado de modo intencional na escola se quisermos uma educação que considere o que é viver, conviver, aprender e produzir no século 21". 

Bons docentes precisam enxergar além das aparências e das notas, que podem não refletir o real potencial de seus alunos. Os acadêmicos buscam mais que conhecimentos teóricos. Buscam aprendizado para a vida. Buscam apoio para os momentos difíceis, onde, cada decisão a ser tomada, parece a maior batalha de suas existências. 

Quando um paciente perde a vida, o médico sofre. Quando um atleta perde a competição, o treinador sofre. Quando um filho não passa no vestibular, os pais sofrem junto. E quando um aluno não alcança o seu potencial possível? E quando o aluno não desenvolve as suas habilidades por problemas emocionais ou falta de apoio? E quando o aluno desanima e pensa em desistir? Quem sofre com ele? Quando o insucesso de um aluno não te chatear, não te tirar da sua apatia, não te tocar; deixe de ser professor(a). 

(*) Julio Cezar Bernardelli é mestre em Tecnologia e Sociedade; graduado em Administração, especialista em Gestão e Liderança e professor do Centro Universitário Internacional UNINTER 
 
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