30/06/2021 às 10h19min - Atualizada em 30/06/2021 às 20h40min

Com frota de mais de 2 milhões de veículos, ES registra alto número de infrações de trânsito

Em 2020 foram 4.825 acidentes envolvendo motocicletas e 1.023 envolvendo automóveis

SALA DA NOTÍCIA PAULA BATISTA
GovernoES
No último ano, mais de 6 mil indenizações foram destinadas às vítimas e beneficiários de acidentes de trânsito no Espírito Santo. Quando observados os números por tipo de cobertura, foram pagas 718 indenizações aos familiares das vítimas que morreram em decorrência de acidentes de trânsito; 4.212 a quem ficou com alguma sequela permanente devido ao acidente; e 1.330 para reembolso de despesas médicas, segundos dados do seguro DPVAT 2020. A frota hoje no estado é de 953.244 automóveis e de 571.371 motocicletas, e um total de 2.107.232 veículos somando todas as categorias.
Assim como nos anos anteriores, a motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações em 2020 em todo o país. Apesar de representar apenas 29% da frota nacional, concentrou 79% das indenizações. No Espírito Santo não foi diferente. Foram 4.825 acidentes envolvendo motocicletas, e 1.023 envolvendo automóveis.
A realidade destacada no relatório do DPVAT mostra que ainda há muito o que fazer para termos um trânsito mais seguro. O primeiro passo é conhecer e respeitar as leis de trânsito, entre elas: utilizar os equipamentos de segurança como cinto e capacete, respeitar a sinalização, não realizar conversões proibidas, e obedecer os limites de velocidade. “Menos de 5% dos motoristas são infratores contumazes. A imensa maioria respeita a vida, as leis e os demais usuários da via, e entende que a fiscalização eletrônica é um importante instrumento de segurança e cidadania”, explica Guilherme Araújo, porta-voz do Consórcio Pedras Verdes. “Lamentavelmente, a minoria que não respeita causa um número cada vez maior de sinistros e óbitos no trânsito”, comenta.
Fiscalização eletrônica de trânsito para gestão e segurança das cidades    
Os equipamentos de fiscalização de trânsito, conhecidos como radares, têm funcionalidades diversas e atuam para que ruas e vias sejam mais seguras a todos os usuários. Uma das aplicações desses equipamentos, comumente instalados em pontos onde há maior risco de acidentes, é garantir o tráfego dentro da velocidade estabelecida para a via. 
A redução da velocidade é um importante fator para reduzir a incidência e a gravidade dos acidentes. “Quanto maior a velocidade do veículo, mais tempo e distância para freá-lo, logo, maior a chance de colisão. Em caso de acidente, a velocidade de impacto é responsável pelo nível de danos e gravidade de ferimentos”, afirma Araujo.
Com o avanço das inovações para a segurança e gestão de trânsito, equipamentos que fazem leitura de placas e checam, por exemplo, se os carros que passaram por ali são furtados ou se estão com alguma pendência de documentação, são um incremento para cidades cada vez mais inteligentes. “Essa tecnologia é um grande apoio para a segurança pública. Cada vez mais os equipamentos utilizam o recurso de leitura de placas e, assim, ajudam a combater diversas infrações, não só de trânsito, mas penais, contribuindo para que o Poder Público tenha maior gerenciamento urbano e de segurança pública”, conclui.

 
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