18/06/2012 às 23h46min - Atualizada em 18/06/2012 às 23h46min

O papel das Associações de Bairro a favor do bem comum

A união de moradores por meio da criação de associações de bairros é um meio eficaz para proporcionar melhor qualidade de vida em prol da comunidade. Representar os residentes perante o poder público para requerer melhorias de infraestrutura e saneamento é uma das suas principais atribuições. No Residencial Parque dos Príncipes, de janeiro a maio deste ano, dos 121 pedidos solicitados para reparos junto aos órgãos públicos, 75 foram solucionados.

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Nos últimos anos, na cidade de São Paulo, vem crescendo a formação de associações de bairro que lutam pela melhora de qualidade de vida na localidade. As ações vão desde os cuidados com a segurança, a manutenção de áreas públicas, promoção de atividades para união dos moradores, além de representá-los perante o poder público, seja para firmar parceria ou obter soluções para os problemas de infraestrutura e saneamento da região. Para Reinaldo Franco, presidente da APRPP - Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes, a união de todos é fundamental para resolver as questões que afligem a comunidade. “O papel da Associação é de ser mediadora entre órgãos públicos e os moradores a fim de valer seus direitos”, ressalta.

O Residencial Parque dos Príncipes conta com mais de 700 famílias que, por meio da Associação, solicitam reparos na iluminação, asfalto, poda de árvores, desentupimento de bueiros e esgoto pluvial, entre outras solicitações junto aos órgãos públicos. Para se ter ideia, de janeiro a maio deste ano, as reivindicações dos moradores atingiram 121 e destas. 75 foram solucionadas. No Ilume, de 47 pedidos feitos, 45 foram atendidos, na Prefeitura. De 57 solicitações, 21 tiveram resultados positivos, na Sabesp, de 13 problemas apontados 7 foram solucionados e nas empresas de telefonia de 4 processos, 2 foram concluídos. Em 2011, as solicitações foram de 50 na Prefeitura, 33 no Ilume, 21 na Sabesp e 7 na empresa de telefonia, totalizando 111, sendo que apenas 10 casos (9%) não foram resolvidos. O sucesso, no ano considerado, é de extraordinários 91%.

Segundo Winfried Ludewig, vice-presidente do Conselho Superior da APRPP, as solicitações junto ao Poder Público tem trazido resultados satisfatórios. “Para o cidadão, é muito mais fácil e mais eficiente encaminhar suas solicitações através de sua associação de bairro do que fazer isto individualmente. Uma associação bem organizada conhece melhor os endereços corretos, bem como os trâmites e as informações necessárias para o atendimento das reivindicações. Além disto, como as associações representam grupos maiores de pessoas, costumam receber maior atenção que o cidadão individualmente. Por estas razões, o percentual das solicitações atendidas acaba sendo maior”.

E completa: “Sem a ação reivindicatória da Associação, o contribuinte que paga maiores impostos poderá ficar sem atendimento de seus direitos mais fundamentais, enquanto as autoridades, por razões eleitoreiras, alimentam o parasitismo de um sem número de cidadãos que não contribuem com imposto nenhum e, para piorar, costumam agir destrutivamente”.

Para Ludewig as Associações não devem apenas apontar problemas ao Poder Público como também propor soluções. “Nós por meio de 12 termos de cooperação com a Subprefeitura do Butantã fazemos a manutenção de 236 mil metros quadrados de áreas verdes, incluindo os cuidados de 10 praças no interior do Residencial. Outra parceria muito importante que exercemos em prol do bem comum é a cooperação entre a nossa segurança privada e a segurança pública”, explica.

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APRPP (www.parquedosprincipes.com.br)

 

Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes

Em 1983, os proprietários do loteamento Parque dos Príncipes criaram a “Sociedade Amigos do Parque dos Príncipes”, visando assegurar a qualidade de vida prevista nos contratos de compra dos lotes.

A atual denominação “Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes” – APRPP – surgiu em 2006, com a atualização do estatuto pelo novo Código Civil.

O Parque dos Príncipes situa-se parte em São Paulo (72% dos lotes) e parte em Osasco (28%). Os moradores de Osasco possuem sua própria associação. A APRPP representa somente os proprietários da área paulistana do loteamento, onde há 1.287 lotes, com 500 m2 em média, e áreas verdes que perfazem 236.261 m2.

As principais atribuições da APRPP são: zelar pela segurança dos moradores, exercendo vigilância privada em cooperação com a segurança pública; fazer respeitar as restrições de ocupação do solo e impedir atividades incompatíveis com a zona estritamente residencial (ZER1); cuidar das áreas verdes, evitando que haja degradações e que surjam pontos de insegurança; representar os residentes perante o poder público para fazer valer seus direitos, firmar parcerias e obter melhorias de infraestrutura e saneamento; promover a união dos moradores por meio de atividades e eventos sociais.
 


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