03/05/2021 às 11h01min - Atualizada em 03/05/2021 às 12h20min

Utilização do pilates na fisioterapia geriátrica proporciona qualidade de vida e autonomia a pacientes da terceira idade

De acordo com especialista, o método é uma atividade física que serve de apoio à saúde do idoso, prevenindo e diminuindo doenças

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O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que representa cerca de 13% da população do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Conforme o instituto, esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, e até 2043, um quarto da população brasileira será composta por idosos. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 40% dos idosos apresentam algum tipo de doença crônica, e a adoção de atividades físicas, como pilates, é indispensável para a saúde.

A busca pela qualidade de vida e bem-estar na terceira idade é cada vez maior na sociedade, o fisioterapeuta tem uma função importante de auxiliar, ensinar e acompanhar o idoso na manutenção da saúde e na ajuda para não perder a autonomia, informa Eloisa Helena Pufal Gaidzinski, graduada em fisioterapia. “O fisioterapeuta tem uma visão global para avaliar e desenvolver um programa individualizado, enfocando as particularidades no processo de envelhecimento”, explica Eloisa.

O processo do envelhecimento é muito particular, diz a fisioterapeuta, e pode levar a pessoa idosa, ou o responsável por ela, a buscar atendimento especializado de um profissional por vários motivos. E lembra que a utilização do método Pilates durante o atendimento de fisioterapia é muito frequente, por associar exercícios direcionados a um objetivo individual. “Cada idoso possui procedimentos específicos, entre eles: exercícios de alongamento, reforço muscular, equilíbrio, coordenação motora e treino de marcha, associados à respiração (que é um dos princípios do método de pilates)”, esclarece Gaidzinski, que cursa pós-graduação em Fisioterapia Gerontológica e Geriátrica.

“Há alguns anos atendo pessoas idosas, e garanto que são muito bons os resultados, como a melhora no equilíbrio, flexibilidade e manutenção da força. Isso faz com que eles percebam a importância de manter sua capacidade funcional, principalmente, na prevenção de quedas e diminuição da dor”, declara Eloisa, que tem cursos de Formação Profissional no Método Pilates e de Fisioterapia Aplicada à Geriatria.

Conforme a especialista, o pilates é uma atividade recomendada aos idosos por ter pouco impacto corporal e ser maleável de acordo com o limite de cada pessoa. E tem grandes benefícios na luta contra doenças que surgem com a idade, como artrite, osteoporose, doenças degenerativas, estenose lombar, entre outros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a população na terceira idade está mais vulnerável à incidência de doenças crônicas e enfermidades em geral, como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer, as quais respondem por mais de 70% dos óbitos no mundo. E reconhece que a prática de atividades físicas tem um relevante meio de promoção da saúde e redução dos fatores de risco.

“O pilates é indicado para qualquer pessoa, mesmo não apresentando nenhuma patologia específica, pois, os trabalhos de prevenção, consciência corporal e melhora da postura também são fundamentais pensando na qualidade de vida, principalmente, na terceira idade, finaliza Eloisa Gaidzinski, com experiência em fisioterapia geriátrica, no atendimento de pacientes em clínica e em domicílio, e na administração de clínica de fisioterapia e instrução do Método Pilates, com reabilitação de paciente na prevenção de lesões, assim como melhora do tônus muscular, diminuição da dor e melhora na flexibilidade.



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