02/09/2014 às 10h17min - Atualizada em 02/09/2014 às 10h17min

Cirurgião do IJP recomenda minilaparoscopia para extrair apêndice

Técnica reduz tempo de internação hospitalar, riscos de infecção e melhor resultado estético

Básica Comunicações

Apesar de ser um órgão dispensável ao corpo humano, por não ter uma função vital definida, o apêndice, com apenas 5 centímetros de comprimento, quando inflamado pode levar a graves complicações abdominais e até causar morte. Ao ocorrer a inflamação, chamada apendicite aguda, que provoca dor na região inferior direita da barriga, o apêndice deve ser extraído. E a melhor forma de fazer o procedimento é por cirurgia minimamente invasiva. De acordo com o médico Marcelo Loureiro, do Instituto Jacques Perissat (IJP), clínica de Curitiba especializada em cirurgias mini-invasivas do aparelho digestivo, a técnica de minilaparoscopia permite melhor e mais rápida recuperação do paciente, reduz a permanência hospitalar e os riscos de infecção. “Além disso, o procedimento apresenta melhor resultado estético, sem praticamente nenhuma cicatriz”, observa Marcelo.

O médico do IJP coloca que o apêndice é um órgão resquicial, “em vias de desaparecimento para as próximas gerações”, esclarece, mas afirmando que, por enquanto, representa uma das principais causas de cirurgia abdominal de urgência não traumática. “Em especial nas crianças e jovens, o apêndice apresenta em seu interior uma grande quantidade de tecido de defesa do corpo. “Mesmo assim, sua ausência não é responsável pelo aumento da incidência de qualquer doença”, enfatiza.  

Marcelo explica que as diversas formas pelas quais a apendicite se manifesta dificultam o diagnóstico. “A doença é mais comum entre crianças e idosos, mas pode afetar homens e mulheres em todas as faixas etárias. Engana-se quem imagina que apendicite sempre vem acompanhada de febre. Os sintomas na maior parte das vezes são pouco exuberantes, mas sim progressivos. Aliás, a apendicite tende sempre a piorar e a automedicação com analgésicos e anti-inflamatórios pode mascarar sua evolução natural e atrapalhar o raciocínio do médico que avalia inicialmente um paciente com a suspeita da doença”.

O cirurgião recomenda ainda que se uma pessoa apresenta dor no abdômen, na parte mais baixa e do lado direito, que não passa e que piora gradativamente, deve procurar um serviço de emergência que possua cirurgião geral de  sobreaviso. “Alguns exames como hemograma, raio X  e ecografia podem ser importantes no início da avaliação, em especial, para tentar descartar outras causas deste tipo de dor na barriga”, observa.

Marcelo explica que, eventualmente, um paciente com dor abdominal pouco definida  pode ser liberado para casa, no entanto deve retornar ao hospital caso o médico necessite reavaliação para descarte da hipótese de apendicite.  Em geral,  nesta situação  então, o cirurgião é chamado para a reavaliação. ‘Outras vezes, o diagnóstico é mais claro e uma vez a suspeita seja forte, o paciente deve ser internado para que sua cirurgia seja programada conforme o quadro clínico. Normalmente procura-se operar o quanto antes’, ressalta o cirurgião do IJP.


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