26/04/2021 às 11h56min - Atualizada em 26/04/2021 às 22h20min

Pesquisa da Ticket revela que 78% dos trabalhadores não permaneceram em home office integral durante a pandemia

Segundo o levantamento sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente

SALA DA NOTÍCIA Glaucia Galmacci

Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred, com quase mil trabalhadores, sobre a adaptação ao modelo remoto de trabalho, revelou que 78% dos entrevistados não mantiveram o home office de maneira integral durante os 12 primeiros meses da pandemia. Desse total, 49,8% disseram que estiveram na empresa semanalmente, enquanto 26,4% compareceram ao local de trabalho apenas para situações pontuais e 2,3% foram poucas vezes ao endereço corporativo, em um ano. Apenas 21,5% dos respondentes revelaram estar em home office desde o início da pandemia. 

Referente à adequação ao modelo de trabalho remoto, 49% afirmam que se sentem adaptados. Em uma pesquisa realizada pela Ticket em abril de 2020, apenas 27% das pessoas se diziam totalmente adaptadas ao home office. O novo levantamento também revelou que 27,7% ainda estão se ajustando ao modelo e 23,3% ainda não conseguiram se adaptar.

Sobre a decisão das empresas de manter o home office, 49,1% disseram que nas companhias em que trabalham, o trabalho remoto será mantido por tempo indeterminado. Esse número era de 53% no levantamento de um ano atrás. A pesquisa também mostrou que em 28,9% das empresas o modelo tem sido revisto periodicamente e que em 14,2% a opção pelo teletrabalho será mantida até que a ampla vacinação tenha sido garantida. Apenas 7,8% das companhias já definiu o home office como um modelo de trabalho permanentemente.

Já quando o tema é a extensão do modelo remoto aos diferentes setores da empresa, 45,1% dos entrevistados disseram que as companhias em que atuam instituíram o home office em toda a organização, enquanto em 14,4% a política funciona apenas para colaboradores do grupo de risco (pessoas com mais de 50 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas etc.). Em contrapartida, 12,7% das empresas aplicaram o teletrabalho apenas para colaboradores diretos. Em 9,6% delas, apenas quem tem sintomas é orientado a permanecer em home office. Já 18% das companhias não adotaram o home office.

“A pesquisa revelou que, apesar da melhor adaptação por parte das empresas e empregados após um ano de pandemia, o home office total ainda é privilégio de uma pequena parcela dos trabalhadores brasileiros. As companhias têm se desdobrado para permitir o modelo de trabalho remoto ao maior número possível de pessoas, mas a depender da função que elas exercem, a ida constante ou esporádica ao local de trabalho ainda é necessária”, avalia José Ricardo Amaro, Diretor de Recursos Humanos da Ticket. “Também precisamos olhar para a retomada de maneira muito cuidadosa, porque muitas pessoas estão sentindo falta de suas rotinas nos escritórios, o que faz com que o sistema híbrido tenha grande importância”, completa.

O home office na Ticket

A Ticket foi uma das primeiras empresas brasileiras a adotar o home office, em 2005, com a instituição do modelo entre a equipe comercial. Essa política foi concretizada em 2012, com a implantação do Flexplace, um programa que permite que o colaborador atue de maneira remota em um ou dois dias da semana. Isso reforça a cultura de inovação e bem-estar na empresa e proporciona maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de agregar dinamismo à rotina dos colaboradores, que podem exercer suas funções fora do escritório.

Durante a pandemia, com a expansão do home office a 100% da equipe da Ticket, a marca viu o modelo como uma prática de sucesso. Mesmo num cenário atípico, a implantação do teletrabalho a todos os colaboradores teve uma avaliação extremamente positiva e melhorias relacionadas à produtividade e à satisfação dos profissionais, à ampliação de performance, ao aumento no nível de motivação da equipe, à instituição de novas formas de liderar e motivar pessoas, ao aumento da autonomia e à maior proximidade entre líderes e liderados devido à cultura de feedback implementada.

"Sabemos da necessidade de as empresas adaptarem a rotina para preservar o bem-estar de suas pessoas, minimizando o impacto em suas atividades neste período crítico. Aqui na Ticket, constatamos na prática o quanto o home office pode ser produtivo e percebemos agora o quanto se torna ainda mais relevante - e até estratégico - em um momento que demanda novos modelos de trabalho", finaliza Amaro.


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