26/04/2021 às 15h34min - Atualizada em 26/04/2021 às 22h20min

A evolução das foodtechs na era da digitalização

*Por Geison Correa

SALA DA NOTÍCIA Juliana Chagas
Divulgação
Anos atrás, pedir comida por meio de um aplicativo e ela chegar na sua casa ou escritório parecia uma coisa muito distante, sendo realidade apenas em filmes ou desenhos, como nos Jetsons. Em meados de 2011, o iFood, app de delivery mobile, iniciou sua operação no Brasil, começando a mudar o cenário da entrega de alimentos e bebidas no país.

Em 2020, segundo informações do site Statista, portal de estatísticas que disponibiliza dados recolhidos por institutos de pesquisa de mercado, o Brasil foi destaque no segmento de delivery na América Latina, sendo responsável por quase metade do mercado (48,77%). Para 2021, as previsões apontam que o segmento poderá movimentar aproximadamente US$ 6,3 trilhões de dólares em todo o mundo até o final do ano.


Seja por meio dos grandes players, como iFood, Rappi e o UberEats, por exemplo, ou pelas quase 300 startups brasileiras que entregam valor para a cadeia da alimentação, de acordo com o relatório Liga Insighst Food Techs, da Liga Insights/Liga Ventures, hoje em dia é quase impossível pensar em comida sem pensar nos aplicativos e nas foodtechs. Tanto é, que até a gigante do varejo Magazine Luiza voltou seu olhar para o setor, anunciando recentemente a aquisição do app ToNoLucro e da plataforma GrandChef, com o objetivo de fortalecer sua operação.  

Mais do que ampliar a atuação dos estabelecimentos alimentícios, as empresas com foco em delivery dão possibilidade para milhões de entregadores conseguirem renda e, aos consumidores, maior comodidade e acesso a bons produtos. As startups levam inovação ao atendimento ao público e melhor gerenciamento e administração interna dos processos, agora digitais, incluindo gestão de estoque, integração com apps de entrega, delivery próprio, parceria com fintechs, entre outros benefícios.

Seja do “balcão para dentro” ou no trato com os clientes, a evolução do setor é evidente e constante e ainda há muito espaço para disrupção e novidades.  A certeza é que as foodtechs vieram para ficar e fazem parte efetiva do dia a dia dos brasileiros. Vale o mercado ficar atento ao movimento e aos empresários buscarem soluções para se destacar perante a concorrência, afinal, é isso que o consumidor quer!


*Geison Correa é CEO e cofundador da GrandChef, foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e similares, responsável pelo desenvolvimento de softwares homônimos em versões desktop e em nuvem

 
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